Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Orquite: infertilidade e reprodução assistida

Orquite: infertilidade e reprodução assistida

O sistema reprodutor masculino é constituído por testículos, epidídimos, canais deferentes, próstata, vesículas seminais, uretra e pênis. Cada um desses órgãos desempenha uma função no percurso dos espermatozoides — desde a produção até a ejaculação. Contudo, existem diversos quadros inflamatórios que podem alterar o funcionamento adequado do aparelho reprodutor, como a orquite.

De causa viral ou bacteriana — entre outras etiologias menos comuns — a orquite é uma inflamação nos testículos, que pode ocorrer de forma isolada ou em conjunto com a epididimite. Esta última acomete os epidídimos, que são ductos situados na borda posterior dos testículos, responsáveis por armazenar os espermatozoides enquanto amadurecem e ganham mobilidade.

Confira este post e entenda o que é orquite, quais são suas causas e sintomas e de que forma a doença afeta a fertilidade do homem. Saiba ainda quais técnicas de reprodução assistida são mais indicadas nesses casos.

O que é orquite?

Orquite é um quadro inflamatório que pode se desenvolver nos testículos, de forma isolada, ou se espalhar até os epidídimos, sendo chamada de orquiepididimite. A doença é causada principalmente pela contaminação por vírus ou bactérias.

Quando a orquite é de origem viral, o agente etiológico mais comum é o vírus causador da caxumba. Normalmente, o quadro se desenvolve ainda na infância ou na adolescência, podendo provocar atrofia testicular unilateral ou bilateral.

O processo infeccioso decorrente de ação bacteriana costuma afetar testículos e epidídimos. Bactérias presentes nas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como clamídia e gonorreia, são os principais agentes patógenos identificados nos casos de orquiepididimite.

Infecções urinárias, causadas por Escherichia coli e outros microrganismos, também estão associadas ao desenvolvimento de orquite. Além disso, traumatismo escrotal e torção testicular são outras causas comuns da inflamação.

Quais são os sintomas da orquite?

A sintomatologia da orquite inclui:

A principal complicação da orquite é a infertilidade masculina, que pode ser provocada por obstruções no trato genital, devido à formação de aderências em resposta à inflamação, ou por hipogonadismo — falhas na produção dos hormônios sexuais masculinos.

Quais exames são feitos para identificar o quadro?

A investigação diagnóstica da orquite começa pelo exame físico. Na avaliação, o médico pode verificar alguns sintomas evidentes da inflamação, como aumento no volume da bolsa escrotal e nódulos nos testículos e na virilha. Os demais sintomas relatados pelo paciente, bem como o levantamento da história clínica, também direcionam a suspeita do quadro.

Exames de sangue e de urina são solicitados para constatar alterações e para identificar os agentes infecciosos. A ultrassonografia da bolsa escrotal também é importante para obter um diagnóstico conclusivo, uma vez que a orquite pode ser confundida com outras condições associadas ao escroto agudo, como torção do cordão espermático e hérnia inguinoescrotal.

Além dos exames necessários para diagnosticar a orquite, o espermograma é outra ferramenta imprescindível para avaliar os impactos da inflamação na fertilidade do paciente. Ao investigar a quantidade de espermatozoides presentes no fluído ejaculado, entre outros aspectos importantes da amostra de esperma, a análise seminal consegue detectar se há comprometimento da espermatogênese.

Por que a orquite pode causar infertilidade?

Os testículos têm a função de produzir os espermatozoides e os hormônios sexuais masculinos, a exemplo da testosterona. Já os epidídimos são responsáveis por armazenar os gametas durante seu processo de amadurecimento e aquisição de mobilidade. Portanto, ambos são órgãos de importância ímpar para o funcionamento do sistema reprodutor masculino.

Um dos possíveis efeitos da orquite é o hipogonadismo, o que implica em falhas na produção de espermatozoides, devido à quantidade insuficiente de testosterona no organismo. Nos casos de orquiepididimite, é comum a formação de tecido cicatricial nos órgãos afetados, o que pode ocluir a passagem dos gametas. Nesses casos, o espermograma indica um quadro de azoospermia ou oligozoospermia.

Vale destacar que azoospermia significa ausência de gametas no líquido seminal, enquanto oligozoospermia indica quantidade insuficiente. Ambas as condições são apontadas como fatores graves de infertilidade masculina. Isso porque, sem a presença de espermatozoides no sêmen, o homem não consegue engravidar sua parceira.

Como a reprodução assistida pode ajudar nesses casos?

O tratamento da orquite é basicamente medicamentoso. Para o alívio dos sintomas são administrados analgésicos e anti-inflamatórios, enquanto os antibióticos são prescritos para combater agentes bacterianos. Elevação da bolsa testicular com a ajuda de suspensórios também é uma das orientações médicas, além da aplicação de compressas de gelo para amenizar o inchaço.

Mesmo com o tratamento pontual, o homem pode permanecer com a fertilidade prejudicada em decorrência do processo inflamatório. Sendo assim, a reprodução assistida pode ajudar com técnicas específicas para cada caso.

Para pacientes com infertilidade masculina grave, a técnica indicada é a fertilização in vitro (FIV) com injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). O tratamento é considerado de alta complexidade e passa por várias etapas laboratoriais para controlar os processos de fecundação e desenvolvimento embrionário.

Além do passo a passo principal da FIV, a avaliação individualizada permite acrescentar técnicas que solucionam situações específicas, como os procedimentos de recuperação espermática, indicados para pacientes com azoospermia ou oligozoospermia. Dessa forma, mesmo com as complicações da orquite, a doença não impede que o homem tenha filhos com seu próprio material genético.

Complemente suas informações acerca dessa doença e leia também nosso texto institucional sobre orquite!

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x