Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Ovários e fertilidade: qual a relação?

Ovários e fertilidade: qual a relação?

Existe uma relação direta entre ovários e fertilidade feminina, uma vez que esses são os órgãos responsáveis pelo desenvolvimento e maturação das células reprodutivas da mulher, que são os óvulos. Juntamente às tubas uterinas e ao útero, os ovários constituem o trato superior do sistema reprodutor feminino e se forem afetados por alguma disfunção, o quadro pode resultar em infertilidade.

Além dos distúrbios ovarianos, há diversas doenças e condições que prejudicam as funções reprodutivas da mulher, como endometriose, doenças uterinas, obstrução tubária, idade avançada etc. Da mesma forma, o casal pode enfrentar dificuldades para engravidar devido a fatores de infertilidade masculina. No entanto, com os avanços da reprodução assistida, hoje existem várias técnicas que possibilitam a gravidez para pessoas inférteis.

Confira, neste post, qual é o papel dos ovários na fertilidade da mulher, quais doenças podem afetar esses órgãos e quais são os tratamentos possíveis!

O que são os ovários?

Os ovários são as gônadas femininas, isto é, são as glândulas reprodutivas, responsáveis pelo desenvolvimento dos gametas — assim como os testículos são para os homens. Esses órgãos se originam ainda nas primeiras semanas de vida intrauterina, quando o embrião está em formação.

Nas primeiras semanas de desenvolvimento embrionário, não há diferenciação sexual. Por volta da oitava semana de gestação, as gônadas se diferenciam em testículos ou ovários, o que depende da presença ou da ausência do cromossomo Y, respectivamente.

A reserva ovariana se completa ainda antes do nascimento. Isso significa que, ao contrário dos homens que produzem seus gametas (os espermatozoides) ao longo da vida, as mulheres já nascem com a reserva completa de óvulos imaturos. A partir da adolescência, quando os ciclos menstruais se iniciam, os ovócitos se desenvolvem, amadurecem e são liberados com a ovulação, mês após mês.

Os ovários localizam-se na pelve, um de cada lado do útero, e estão ligados às tubas uterinas. São estruturas em formato de amêndoas, que medem cerca de 3 cm de comprimento por 1,5 de largura e são divididos em duas partes: córtex e medula. Apesar de relativamente pequenos, carregam milhares de folículos (unidades que guardam os óvulos).

Qual é a função dos ovários na fertilidade?

As principais funções ovarianas são armazenar e desenvolver os óvulos, assim como produzir os hormônios femininos, estrogênio e progesterona — os quais são essenciais para o ciclo reprodutivo e para a manutenção da gravidez. Portanto existe uma relação direta entre ovários e fertilidade.

Depende de todo um equilíbrio hormonal para que os ovários funcionem corretamente. Eles são estimulados pelos hormônios luteinizante (LH) e folículo-estimulante (FSH) — secretados pela glândula hipófise. Sob ação dessas substâncias, os folículos ovarianos crescem e um deles amadurece mais que os outros, chegando ao estágio da ovulação.

Em cada ciclo menstrual, um óvulo é liberado por um dos ovários, captado pelas fímbrias da tuba uterina adjacente e levado para o interior desse órgão. Se o casal tiver relações sexuais nos dois dias que antecedem a ovulação ou mesmo neste dia — o que compreende o período fértil — sem o uso de métodos contraceptivos, os espermatozoides migram até o óvulo na tuba uterina e a fertilização acontece. Infelizmente a taxa de gravidez dos casais férteis com até 35 anos de idade ( para a mulher) é de 20% por ciclo.

Quais doenças afetam os ovários e causam infertilidade?

O processo ovulatório acima descrito pode ser prejudicado por doenças ovarianas ou distúrbios hormonais. A alteração mais conhecida é a síndrome dos ovários policísticos (SOP), caracterizada pelo excesso de hormônios masculinos (hiperandrogenismo), o que leva a falhas no desenvolvimento folicular. Como consequência, os folículos se transformam em vários microcistos e não chegam ao estágio da ovulação.

A SOP é a principal causa de infertilidade por anovulação. Os sinais mais evidentes desse distúrbio são as irregularidades menstruais — ausência de menstruação ou intervalos muito longos entre os ciclos. As manifestações clínicas de hiperandrogenismo também podem ser notadas pela portadora, como acne, seborreia, queda de cabelo e crescimento de pelos faciais e corporais em locais incomuns.

Além da SOP, os ovários podem ser afetados pelas seguintes doenças:

Alterações nas glândulas hipófise (excesso de produção de prolactina, por exemplo) e tireoide, como tumores hipofisários e hipotireoidismo, também podem interferir nas funções ovarianas devido ao desequilíbrio dos hormônios que estimulam as gônadas. Obesidade, magreza extrema, exercícios físicos extenuantes, tabagismo e estresse são outras condições apontadas como fatores de disfunções hormonais.

Como os distúrbios ovarianos são tratados na reprodução assistida?

A reprodução assistida é indicada para casais com inúmeros fatores de infertilidade, incluindo as disfunções ovarianas. Cada caso é avaliado individualmente para que possamos planejar o tratamento adequado, utilizando as técnicas mais efetivas.

Uma importante técnica que pode ser empregada em todos os tratamentos de reprodução — incluindo relação sexual programada, inseminação artificial e fertilização in vitro (FIV) — é a estimulação ovariana. Com esse procedimento, conseguimos estimular os ovários a trabalharem de forma mais intensa para obter vários óvulos maduros em um mesmo ciclo.

Outra questão importante que devemos pontuar é em relação à idade da mulher. Assim como acontece no organismo de forma geral, os ovários envelhecem e, com isso, tanto a quantidade quanto a qualidade dos óvulos diminuem. Sendo assim, orientamos as pacientes que querem adiar a maternidade para depois dos 37 anos a realizarem a preservação da fertilidade por meio do congelamento dos óvulos.

Mulheres com endometriose ovariana que precisam fazer o tratamento cirúrgico, bem como as pacientes que vão se submeter a terapias oncológicas, também são orientadas a congelar seus gametas para utilizá-los no futuro em uma FIV. Dessa forma, mesmo que tais condições alterem a função dos ovários, a fertilidade é preservada.

Agora, leia outro texto e entenda como a fertilização in vitro é realizada!

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x