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Pólipos endometriais: veja como é feito o tratamento

Pólipos endometriais: veja como é feito o tratamento

Sangramento uterino anormal, aumento do fluxo menstrual e dificuldade para engravidar são alguns dos sintomas mais comuns em mulheres com pólipos endometriais. Essa condição atinge a cavidade uterina, órgão muscular responsável por abrigar o embrião até o seu nascimento.

O útero é dividido em 3 camadas: perimétrio (camada externa), miométrio (camada média) e endométrio (camada interna). Este último é uma mucosa vascularizada formada por células epiteliais e estromais.

Como o nome sugere, os pólipos endometriais são projeções de tamanhos variados localizados no endométrio. De acordo com o seu tamanho e localização, ele pode causar infertilidade.

Continue a leitura para saber o que são os pólipos endometriais e como eles se relacionam com a infertilidade e com outras doenças.

O que são pólipos endometriais?

Pólipos endometriais, também conhecidos como pólipos uterinos, são tumores benignos desenvolvidos na cavidade uterina. Eles ocorrem quando as glândulas do endométrio e do estroma crescem de maneira anormal, formando um pólipo — uma projeção semelhante a um pequeno nódulo — no útero.

Não existe um consenso sobre a sua etiologia, mas acredita-se que eles estão associados a desequilíbrios hormonais e uma tendência familiar.

Apesar de serem exceções, há casos onde o pólipo endometrial pode malignizar. Por isso, fazer os exames ginecológicos na rotina indicada pelo ginecologista é muito importante para detectar e iniciar o tratamento da doença o quanto antes.

Estima-se que entre 7,8% a 34% da população feminina geral sejam afetadas pela doença. No entanto, a sua real prevalência não é conhecida porque, em muitos casos, os pólipos endometriais não apresentam sintomas (cerca de 12% das mulheres).

Principais sintomas

Os sintomas mais observados em pacientes com pólipos endometriais são:

No entanto, na maior parte dos casos, os pólipos endometriais são assintomáticos, sendo detectados em exames de rotina.

Fatores de risco

Os pólipos endometriais são mais frequentes com a idade, por isso, mulheres na menopausa têm mais chances de desenvolverem a doença.

Além disso, existe um risco maior entre as mulheres com síndrome dos ovários policísticos, obesidade, hipertensão arterial e desequilíbrios hormonais relacionados à diabetes mellitus.

Como ele é diagnosticado?

A história clínica, a ultrassonografia transvaginal e a histeroscopia avaliam o sistema reprodutor feminino como um todo e levantam as suspeitas da presença de pólipos endometriais.

A ultrassonografia transvaginal é um exame de imagem que possibilita a análise do útero, das tubas uterinas, dos ovários e da região pélvica. Se o exame for incerto, uma histeroscopia é utilizada para confirmar o diagnóstico. Durante a histeroscopia diagnóstica uma câmera é utilizada para investigar a cavidade uterina.

Como é feito o tratamento dos pólipos endometriais?

A partir do diagnóstico, o médico definirá qual é o melhor tratamento para a realidade da paciente. Para tomar a decisão, avalia-se a presença de sangramento e a infertilidade.

A histeroscopia cirúrgica é o procedimento mais utilizado para o tratamento dos pólipos endometriais.

Para algumas mulheres, o tratamento não é necessário e a paciente deve avaliar o tamanho do pólipo endometrial a cada 6 meses. Apesar de não existirem estudos conclusivos, pólipos de tamanho inferior a 10 mm podem regredir espontaneamente.

Por outro lado, caso a malignidade do pólipo endometrial seja confirmada, uma alternativa de tratamento é a histerectomia. Esse procedimento cirúrgico consiste na retirada total ou parcial do útero. Na histerectomia laparoscópica são feitos pequenos cortes no abdômen da paciente, por onde são inseridos os instrumentos e uma câmera para a visualização do médico. O pós-operatório é menor e menos doloroso, em comparação com uma histerectomia abdominal.

Por ser um tratamento radical e que eliminará as possibilidades da mulher engravidar, a histerectomia é recomendada para mulheres na menopausa ou pré-menopausa.

Qual é a relação entre pólipos endometriais e reprodução assistida?

Apesar dos pólipos endometriais serem mais comuns na menopausa, mulheres mais jovens também podem ter esse problema. Nesses casos, a condição dificulta a gravidez, dependendo do seu tamanho, localização e quantidade. Os pólipos endometriais podem dificultar a  implantação embrionária.

As pacientes que realizaram histeroscopia cirúrgica conseguem engravidar naturalmente alguns meses após o procedimento. No entanto, se novos pólipos aparecerem ou outros fatores relacionados à infertilidade dificultarem a gravidez, o casal pode optar por uma técnica de reprodução assistida.

Entre elas, a mais indicada é a fertilização in vitro (FIV). Com ela, a fecundação acontece no laboratório, após a coleta dos gametas femininos e masculinos. Após alguns dias de desenvolvimento, os embriões são transferidos para o útero materno. Mulheres que passaram por uma histerectomia podem optar por uma barriga solidária.

Os pólipos endometriais são tumores benignos, raramente malignos, de tamanhos variados localizados na cavidade uterina. Entre os seus principais sintomas estão o sangramento irregular e a infertilidade, porém, muitas pacientes são assintomáticas.

Eles são diagnosticados por ultrassonografia e histeroscopia. Este último, é o procedimento mais utilizado para o diagnóstico e o tratamento dos pólipos endometriais.

Neste artigo, conhecemos uma das causas de infertilidade feminina. Para saber mais sobre ele, leia o nosso conteúdo sobre pólipos endometriais!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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