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Prostatite: saiba como é feito o tratamento

Prostatite: saiba como é feito o tratamento

Entre as diversas doenças que atingem a população masculina está a prostatite, com uma média de prevalência de 8,2% da população. Condições como essa afetam diretamente a saúde e a fertilidade do homem.

A capacidade reprodutiva masculina depende do bom funcionamento do sistema reprodutor masculino, que é formado pelo pênis, a uretra, a vesícula seminal, os testículos, os canais deferentes, o epidídimo e a próstata. Os espermatozoides percorrem um longo caminho até chegar às tubas uterinas da parceira para a fecundação.

Os gametas masculinos são produzidos nos testículos e passam por um período de amadurecimento no epidídimo. A vesícula seminal e a próstata são responsáveis pela produção da maior parte do sêmen, que é essencial para o transporte e a nutrição dos espermatozoides e a lubrificação do pênis durante a relação sexual.

O aparecimento de uma inflamação ou infecção na próstata — como ocorre na prostatite — prejudica a qualidade dos espermatozoides e, como consequência, a fertilidade masculina.

A prostatite tem tratamento e é sobre esse assunto que vamos abordar ao longo do artigo. Continue a leitura para descobrir como ela é tratada e qual é a sua relação com a fertilidade masculina e com as técnicas de reprodução assistida.

Qual é a função da próstata?

Antes de tratarmos da prostatite, precisamos entender a importância da próstata. Ela é uma glândula exclusivamente masculina, localizada logo abaixo da bexiga e na frente do ânus.

Com o tamanho, aproximado, de uma noz, a próstata produz parte do líquido seminal. Além de tornar o sêmen mais líquido, o fluido prostático nutre e protege os espermatozoides, aumentando as chances de uma fecundação.

O que é prostatite?

A prostatite é caracterizada pela dor e inflamação da próstata. Geralmente, causada por uma infecção bacteriana. Dessa forma, ela pode ser o resultado de uma infecção no trato urinário ou da presença de bactérias na corrente sanguínea que atingem a próstata.

Os tipos mais comuns são a prostatite bacteriana crônica e a prostatite bacteriana aguda. Na primeira, a infecção se desenvolve gradualmente e ela tende a ser recorrente. Enquanto a segunda é caracterizada por seu desenvolvimento rápido.

Entre os sintomas mais comuns estão: dores na região do períneo, dor e ardência ao urinar. Em casos mais graves, o paciente também pode ter febre, dificuldade ao urinar e sangue na urina. No entanto, existem casos em que o paciente não apresenta sintomas.

Principais causas

A prostatite pode ter origem infecciosa ou não. Na maioria dos casos ela é causada por uma infecção bacteriana. Elas podem ser as mesmas que provocam a infecção urinária (como a Escherichia coli) ou as infecções sexualmente transmissíveis.

Fatores de risco

As infecções sexualmente transmissíveis são as principais causas de prostatite bacteriana aguda. Para evitá-las, é muito importante usar preservativos em todas as relações sexuais.

Além disso, homens acima de 40 anos devem realizar exames periódicos no urologista para analisar a próstata e o seu tamanho. O aumento da próstata causa um estreitamento do canal da uretra, aumentando os resíduos de urina na bexiga, o que pode provocar uma infecção.

Como a prostatite é diagnosticada?

Ao perceber os primeiros sintomas, o homem deve consultar um urologista. O diagnóstico é feito por meio da avaliação dos sintomas e dos resultados do exame de toque retal, da urinálise e da cultura de urina.

Se o paciente estiver com prostatite, ele irá sentir dor ou desconforto durante o exame de toque retal. Com essa suspeita, o médico irá pedir exames complementares para confirmar o diagnóstico.

Como é feito o tratamento?

Nos quadros de prostatite bacteriana aguda, o tratamento é feito com antibióticos. A resposta ao medicamento é rápida e após 3 ou 4 dias, os sintomas melhoram. No entanto, é importante fazer o tratamento completo que dura, em média, 4 semanas. Analgésicos e anti-inflamatórios também podem ser utilizados para alívio da dor.

O tratamento da prostatite bacteriana crônica é um pouco maior, com duração entre 4 a 6 semanas. Além disso, também é recomendado que o paciente faça massagens na próstata, banhos de assento e fortaleça a região dos músculos pélvicos para aliviar os sintomas. E ainda, evite atividades que coloque pressão na região genital, como andar de bicicleta, ao longo do tratamento.

Nos casos em que o tratamento medicamentoso não for suficiente devido à gravidade e a permanência dos sintomas, a retirada total ou parcial da próstata é uma opção.

A falta de tratamento causa diversas complicações para a saúde do homem. A infecção pode piorar e se espalhar para órgãos próximos, provocando uma infecção generalizada, infecção ou retenção urinária. Nessas situações, o tratamento deve ser realizado no hospital.

Qual é a relação entre a prostatite e a reprodução assistida?

A prostatite é uma das causas de infertilidade masculina. Uma das consequências da doença é o aumento da temperatura na região dos testículos. Os espermatozoides são muito sensíveis e o calor diminui a vitalidade que eles precisam para chegar ao útero.

Além disso, a infecção diminui a produção do líquido prostático e afeta a ejaculação masculina. Ou seja, a prostatite dificulta, mas não impede o homem de se tornar pai por vias naturais.

Se o casal apresentar problemas para engravidar após 12 meses de tentativas, a fertilização in vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida mais indicada para homens com prostatite. Na FIV, a fecundação acontece em um laboratório após a coleta dos gametas femininos e masculinos. Os espermatozoides são retirados diretamente dos epidídimos, por meio das técnicas PESA e MESA.

A prostatite é definida como uma inflamação na próstata, sendo uma das principais causas de infertilidade. O seu tratamento é realizado com antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios. Para superar a dificuldade em engravidar, o casal pode optar pela FIV, técnica de reprodução assistida mais utilizada e com maior taxa de sucesso disponível atualmente.

Cerca de 10% dos homens terão, em algum momento da vida, sintomas similares a essa doença. Para saber mais sobre a prostatite, confira o nosso conteúdo exclusivo!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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