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Quais exames de rotina podem identificar a infertilidade feminina?

Quais exames de rotina podem identificar a infertilidade feminina?

Você está tentando engravidar há um tempo e ainda não conseguiu? Existem vários fatores que podem interferir na fertilidade feminina, e é preciso investigá-los. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 8% e 15% dos casais no Brasil têm dificuldade para conceber um filho.

A estatística apontada pela OMS foi definida em casais que não conseguiram alcançar a concepção após 12 meses mantendo relações sexuais sem o uso de métodos contraceptivos. Se essa é a sua situação, saiba que é importante consultar um ginecologista regularmente, pois a realização de alguns exames de rotina pode te ajudar.

Acompanhando seu histórico de saúde, o médico pedirá alguns exames básicos para avaliar sua condição. Caso os resultados dessas análises deem negativos, procedimentos mais complexos serão recomendados. Neste texto, daremos exemplos de exames de rotina indicados para investigar sua fertilidade.

Ultrassonografia

O exame de ultrassom pode ser realizado pelo abdômen (suprapúbico) ou pela vagina (transvaginal). Ele consegue avaliar o tamanho e o volume dos ovários, além de acompanhar o crescimento dos folículos ovarianos, que abrigam os óvulos. Esse acompanhamento pode ajudar a detectar o dia mais fértil da mulher e ajudá-la no processo de tentar engravidar.

A ultrassonografia é um exame simples, pouco invasivo e de baixo custo. É muito importante, pois permite avaliar a anatomia do útero, dos ovários e identifica a presença de malformações, miomas, pólipos uterinos, câncer de colo do útero e até endometriose.

Exame de rotina de FSH

Esse exame mede os níveis do hormônio foliculoestimulante no sangue. Sua análise permite avaliar a reserva de óvulos e antecipar a capacidade de resposta ovariana ao estímulo.

Fique atenta à sua saúde

Alguns hábitos são prejudiciais à fertilidade, como fumar, ingerir bebidas alcoólicas frequentemente e se exercitar demasiadamente. Problemas emocionais, excesso de estresse e ansiedade também podem alterar sua saúde e atrapalhar a fertilização. Por isso, mantenha uma rotina saudável e consulte um médico regularmente.

Como vimos, é muito importante manter os exames de rotina em dia para monitorar a sua saúde e, consequentemente, a sua fertilidade. Isso garante mais tranquilidade em todo o processo para quem deseja engravidar.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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