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Qual a relação entre HPV e infertilidade?

Qual a relação entre HPV e infertilidade?

O HPV é um problema associado ao câncer de colo do útero e outras doenças. De acordo com uma pesquisa publicada pelo Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente da UFRJ, existe uma maior prevalência da doença em mulheres entre 20 e 54 anos, e o primeiro pico ocorre aos 25 anos. Além disso, o vírus tem aumentado sua incidência em homens, que, no geral, não apresentam sintomas.

Por esses motivos, o HPV, sigla em inglês para papilomavírus humano, preocupa inúmeros casais em idade fértil.

Desenvolvemos este post para esclarecer tudo sobre o vírus da melhor forma possível. Continue a leitura e confira!

O que é o HPV e como ele é transmitido?

Existem diferentes tipos de vírus HPV (mais de 150). Destes, 40 são capazes de infectar o sistema genital, dos quais 12 apresentam potencial de causar câncer.

De acordo com o Ministério da Saúde, o contato sexual é a principal via de transmissão e acontece por meio do contato oral-genital e genital-genital. Entretanto, o vírus também pode ser transmitido durante o parto.

Quais são os sintomas?

Um fator preocupante é o de que muitos homens e mulheres não apresentam sintomas quando estão infectados. Assim, o HPV pode ser transmitido sem que as pessoas saibam que são portadoras do vírus.

Quando o HPV apresenta sintomas, o mais comum é o de desenvolvimento de verrugas genitais.

Qual é a relação entre HPV e infertilidade?

Até o momento, não se conseguiu identificar uma correlação entre a presença do HPV e a infertilidade.

Em homens, já se identificou a presença de HPV no sêmen, mas ainda não foi comprovada sua interferência na chance de gravidez.

Nosso grupo vem estudando essa associação e os resultados ainda não foram publicados. Os dados parciais, entretanto, não mostram associação entre o HPV e infertilidade.

Qual é o tratamento para o HPV?

Na grande maioria dos casos, o HPV é eliminado completamente pelo sistema imune de maneira espontânea e eficiente, o que é suficiente para a cura da doença. Entretanto, se surgirem lesões e verrugas, elas devem ser tratadas.

Em alguns casos, podem ser realizadas pequenas intervenções para a remoção das verrugas, como a cauterização ou a crioterapia. Além disso, pomadas e soluções com medicamentos apropriados são indicadas para tratar as lesões de pele e as mucosas.

É importante ressaltar a necessidade da prevenção do HPV. Vacinação prévia, exames de rotina e o uso regular de preservativo são as principais medidas preventivas.

De acordo com o Ministério da Saúde, o papilomavírus humano é uma das infecções sexualmente transmissíveis (IST) mais comuns no Brasil. É fundamental, portanto, procurar acompanhamento médico desde o início para um tratamento eficaz.

Gostou deste conteúdo? Então confira o post que preparamos sobre a relação entre distúrbios alimentares e infertilidade!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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