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Quando devo pensar em ovodoação?

Quando devo pensar em ovodoação?

A doação de óvulos, também conhecida como ovodoação, é parte dos tratamentos existentes de reprodução assistida. Ela é indicada para mulheres que têm o sonho de engravidar, mas possuem algumas limitações.

No Brasil, esse procedimento é autorizado, embora exija alguns cuidados e o cumprimento de regras.

Saiba, a seguir, quando pensar em ovodoação e como submeter-se ao processo para gerar uma gravidez.

Entenda o conceito de ovodoação

A ovodoação é o processo de doação de óvulos de mulheres com idade menor que 35 anos, para mulheres que esperam engravidar, mas não possuem mais óvulos. Isso pode acontecer por motivos naturais, como a menopausa, ou após algum tratamento, como quimioterapia, radioterapia ou cirurgia para retirada dos ovários.

O procedimento de ovodoação é bem simples. Ele é feito depois de uma estimulação ovariana para um ciclo de FIV.

Veja como esse procedimento funciona no Brasil

Atualmente, a prática de reprodução assistida é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

A doação não poderá ter caráter lucrativo ou comercial e os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa.

É permitida a situação identificada como doação compartilhada de oócitos em RA, em que doadora e receptora, participando como portadoras de problemas de reprodução, compartilham tanto do material biológico quanto dos custos financeiros que envolvem o procedimento de RA. A doadora tem preferência sobre o material biológico que será́ produzido.

O maior objetivo, nesse caso, é dividir os benefícios igualmente, por isso o nome “doação compartilhada”.

Saiba quando é indicado doar óvulos e quem pode fazê-lo

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, a doação deve ser feita por mulheres que tenham menos de 35 anos.

Além disso, é importante que a doadora não tenha nenhuma doença genética e nenhuma doença infectocontagiosa

A ovodoação é um tratamento que existe desde a década de 1980 e, desde então, tornou-se uma prática com resultados precisos e seguros. Para submeter-se ao tratamento, é essencial procurar por uma clínica segura e que tenha profissionais competentes e qualificados.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências