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Quando é feito o preparo seminal e quais são as técnicas?

Quando é feito o preparo seminal e quais são as técnicas?

A infertilidade masculina está relacionada a um problema na qualidade ou na quantidade dos espermatozoides. Como metade dos casos de infertilidade conjugal estão relacionados ao homem, estão sendo desenvolvidas um grande número de tecnologias e técnicas para o seu diagnóstico e tratamento. O preparo seminal é um deles, sendo um recurso fundamental para a reprodução assistida.

Ela é utilizada para selecionar os espermatozoides de maior qualidade a partir da amostra seminal do homem. O preparo seminal pode ser utilizado na inseminação artificial (IA) ou na fertilização in vitro (FIV).

Neste artigo, vamos mostrar quando e como é feito o preparo seminal. Continue lendo e confira!

O que é preparo seminal?

Em uma gestação natural, milhões de espermatozoides são liberados na ejaculação durante a relação sexual. Porém, apenas o mais saudável consegue fecundar o óvulo. O preparo seminal segue a mesma lógica, sendo utilizado na reprodução assistida para capacitar os espermatozoides.

Nesse processo, a amostra seminal passa por um processamento para selecionar apenas os de maior qualidade. O seu objetivo é simples: aumentar as chances do gameta masculino fecundar o óvulo.

Ele pode ser realizado apenas na inseminação artificial (IA) e na fertilização in vitro (FIV), porém, é feito de forma diferente de acordo com a técnica de reprodução assistida.

O preparo seminal apenas não pode ser realizado na relação sexual programada. Nessa técnica, após a etapa de estimulação ovariana da paciente, o casal deve manter relações sexuais com a chegada do período fértil da mulher. Todo o processo acontece dentro do corpo da mulher, de forma parecida com o que acontece em uma gestação natural.

Na prática, a escolha dos gametas que serão utilizados durante a reprodução assistida pode ser feita por várias técnicas, como veremos a seguir.

Quais técnicas podem ser feitas para o preparo seminal?

O termo “capacitação” é utilizado quando o espermatozoide é capaz de fecundar o óvulo. Na fecundação natural, esse processo ocorre quando os gametas masculinos entram em contato com substâncias produzidas pelo sistema reprodutor feminino durante o trajeto até as tubas uterinas.

A capacitação também pode ser feita em laboratório por uma das técnicas de preparo seminal. Para isso, uma amostra do parceiro é coletada e avaliada para escolher qual é a mais indicada para cada caso. São considerados critérios macro e microscópicos para avaliar os espermatozoides, como: cor, viscosidade, volume, concentração, motilidade e morfologia.

Entre as técnicas que podem ser utilizadas para o preparo seminal estão a lavagem, o swim-up e o gradiente descontínuo de densidade. A seguir, saiba mais sobre elas.

Lavagem

A lavagem é a técnica mais simples para o preparo seminal. A amostra é diluída em uma substância para retirar o plasma seminal e, em seguida, passa por um processo de centrifugação. Com o processo, os espermatozoides que conseguirem se movimentar (gametas de maior motilidade) são selecionados e o restante é descartado.

Swim-up

A técnica swim-up também é chamada de migração ascendente. Ela avalia a motilidade dos espermatozoides, sendo escolhidos os gametas que conseguem nadar para fora do plasma e ir para o meio de cultura. Apenas os de maior qualidade conseguem nadar até a superfície.

Gradiente descontínuo de densidade

A técnica realiza um processo de centrifugação com duas substâncias de diferentes densidades. Os espermatozoides que apresentam melhor motilidade e morfologia ficam no fundo do tubo, enquanto os mortos ou com baixa qualidade ficam na parte superior da amostra.

Como o preparo seminal é realizado na FIV?

A FIV é uma técnica de alta complexidade, sendo indicada para a maioria dos fatores de infertilidade feminina e masculina. Ela é realizada em laboratório, o que possibilita a utilização de técnicas complementares para aumentar as chances do casal engravidar.

O processo se inicia com a estimulação ovariana da paciente para aumentar a quantidade de óvulos que serão utilizados na FIV. Em seguida, os gametas do casal são coletados e o sêmen do parceiro passa por um preparo seminal. Antes da fecundação, os espermatozoides são analisados novamente em um microscópio para que apenas os mais saudáveis sejam utilizados no processo.

A fecundação é feita por ICSI, uma técnica que consiste na injeção do espermatozoide diretamente no óvulo, aumentando a taxa de sucesso do procedimento. Após alguns dias em observação, os embriões viáveis são transferidos para o útero da paciente.

Como o preparo seminal é realizado na inseminação artificial?

A IA é uma técnica de reprodução de baixa complexidade, sendo indicada para casos leves de infertilidade conjugal. Após o preparo seminal, os espermatozoides selecionados são inseridos no útero com o auxílio de um cateter. A fecundação acontece de forma semelhante à gestação natural, ou seja, nas tubas uterinas da paciente durante o seu período fértil.

O preparo seminal é uma técnica laboratorial muito usada na reprodução assistida. A partir de uma análise do sêmen do homem é possível escolher uma das 3 técnicas disponíveis, que são a lavagem, o swim-up e o gradiente descontínuo de densidade. O objetivo das técnicas é o mesmo: selecionar os espermatozoides mais saudáveis para serem utilizados na IA ou na FIV.

Para saber mais informações sobre o tema, confira a nossa página sobre o preparo seminal!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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