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Reprodução assistida: você sabe o que é?

Por Equipe Origen

Publicado em 02/03/2021

A reprodução assistida (RA) é uma das áreas da medicina que mais se destacou nas últimas décadas, motivada por diferentes fatores, incluindo o desenvolvimento tecnológico e os modos de vida comuns à sociedade contemporânea.

No primeiro caso, a incorporação de novas tecnologias à área médica, incluindo à RA, proporcionou uma grande evolução nos cuidados com a saúde.

Atualmente, por exemplo, o acesso a ferramentas diagnósticas mais precisas e procedimentos minimamente invasivos, possibilitaram diagnóstico e cura mais rápida dos pacientes, a partir de tratamentos individualizados, garantindo, dessa forma, melhores resultados.

Os modos de vida, por outro lado, podem influenciar negativamente os percentuais de sucesso ou mesmo interferir na saúde. É o que acontece com a saúde reprodutiva: a tendência de adiar a gravidez, comum no mundo todo, além de hábitos como alimentação pouco saudável, sedentarismo, alcoolismo e tabagismo, têm contribuído para aumentar os casos de infertilidade.

Embora a reprodução assistida se apresente como solução para os problemas de fertilidade, femininos ou masculinos, ainda gera muitas dúvidas. Continue a leitura até o final e entenda melhor o funcionamento dessa área da medicina.

O que é reprodução assistida?

Reprodução assistida é um termo usado para descrever os tratamentos disponíveis para ajudar pessoas com dificuldade em conceber uma criança naturalmente. Geralmente envolve o manuseio e/ou a manipulação dos gametas (óvulos e espermatozoides), para realizar procedimentos mais simples ou complexos, de acordo com a necessidade de cada paciente.

É uma subespecialidade da Ginecologia Obstetrícia ou da Urologia. Na Ginecologia e Obstetrícia o profissional tem conhecimento das duas especialidades: a ginecológica, que estuda o sistema reprodutor e o aparelho genital feminino, e a obstétrica, que estuda o período da gestação ao puerpério (pós-parto), fisiologia e patologias relacionadas a elas.

Enquanto o profissional de Urologia, estuda o sistema reprodutor e o aparelho genital masculino, assim como o seu funcionamento e doenças que podem afetar os homens.

O especialista em reprodução assistida, portanto, ao mesmo tempo que está capacitado para diagnosticar e tratar doenças que podem afetar a saúde reprodutiva feminina ou masculina resultando em infertilidade, também possuem o conhecimento sobre a manipulação das técnicas, que permitem aumentar as chances de gravidez quando há dificuldades.

Os tratamentos de reprodução assistida são considerados padrão quando há infertilidade feminina ou masculina e já proporcionaram o nascimento de milhões de crianças no mundo todo.

Quem pode recorrer à reprodução assistida?

Não são apenas os casais com dificuldades reprodutivas que podem se beneficiar com os tratamentos, eles também são importantes para realizar o sonho de ter filhos biológicos em outras situações.

Desde 2013 o Conselho Federal de Medicina (CFM), órgão responsável por regulamentar a reprodução assistida no Brasil, ampliou a possibilidade para a utilização das técnicas.

Atualmente, por exemplo, elas são extensivas aos casais homoafetivos femininos e masculinos, a pessoas solteiras que desejam uma gravidez independente ou para evitar a transmissão de doenças hereditárias às futuras gerações.

Conheça as técnicas de reprodução assistida e indicação de cada uma

As três principais técnicas de reprodução assistida são a relação sexual programada (RSP), a inseminação artificial (IA) e a fertilização in vitro (FIV). Elas proporcionam a solução de praticamente todos os problemas de fertilidade, femininos e masculinos.

São classificadas como de baixa e alta complexidade e, dessa forma, indicadas de acordo com a gravidade do problema, assim como a necessidade de cada casal ou pessoa submetidos ao tratamento.

RSP e IA são as técnicas de baixa complexidade, assim classificadas por preverem a fecundação de forma natural, nas tubas uterinas, in vivo. Enquanto na fertilização in vitro, de alta complexidade, a fecundação acontece em laboratório, in vitro.

RSP e IA são mais adequadas para mulheres com até 35 anos, que ainda possuem boa reserva ovaria – boa quantidade de folículos, bolsas que armazenam os óvulos, presentes nos ovários – e as tubas uterinas saudáveis.

Possibilitam o tratamento de mulheres com endometriose nos estágios iniciais e distúrbios de ovulação, geralmente como consequência da síndrome dos ovários policísticos (SOP), em ambos os casos.

Na RSP, entretanto, o espermograma também deve estar normal, pois o objetivo do tratamento é programar o melhor momento para manter a relação sexual e estimular o desenvolvimento de mais folículos.

A IA, por outro lado, possibilita o tratamento quando há alterações leves ou moderadas na forma (morfologia) ou motilidade (movimento), quando há alterações no muco uterino, secreção feminina que facilita o transporte dos espermatozoides durante o período fértil e problemas de disfunção sexual.

A técnica também pode ser utilizada por casais homoafetivos femininos ou mulheres solteiras que desejam uma gravidez independente, desde que atendam aos critérios de idade e permeabilidade tubária. Para isso, devem contar um doador de espermatozoides.

A fertilização in vitro, por outro lado, é a técnica mais adequada para mulheres acima dos 36 anos, que naturalmente já possuem baixa reserva ovariana, quando há obstruções nas tubas uterinas, endometriose em estágios mais avançados, fatores femininos e masculinos de maior gravidade ou quando houve falha em tratamentos anteriores.

Na FIV, após a fecundação, os embriões são cultivados em laboratório por alguns dias e posteriormente transferidos para o útero.

Também é o tratamento indicado para os casais homoafetivos masculinos terem filhos, que, nesse caso, devem contar com uma doadora de óvulos: uma das técnicas complementares à FIV, o útero de substituição ou cessão temporária do útero, permite que parentes de até quarto grau das pacientes em tratamento cedam o útero para o desenvolvimento da gravidez.

Outra técnica complementar à FIV, o teste genético pré-implantacional, que possibilita a análise das células embrionárias detectando distúrbios genéticos, evita a transmissão de doenças hereditárias para as futuras gerações, pois permite a seleção dos embriões sem a doença, para serem transferidos.

O tratamento por FIV pode ser feito com gametas (óvulos e espermatozoides) e embriões, frescos ou congelados. A criopreservação é um recurso importante para pessoas que pretendem adiar os planos de ter filhos, proporcionando a preservação da fertilidade, ou quando há a doação, que deve, entretanto, ser anônima.

Todas as técnicas, se forem bem indicadas, registram bons índices de gravidez: na RSP e IA são semelhantes às da gestação natural, entre 15% e 20% por ciclo de tratamento, enquanto na FIV os percentuais são mais altos, em média 40%.

Conheça tudo sobre o tratamento por FIV tocando aqui.