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Reserva ovariana: que doenças podem afetá-la e prejudicar a fertilidade

Reserva ovariana: que doenças podem afetá-la e prejudicar a fertilidade

O processo de fecundação ocorre após o encontro do óvulo (gameta feminino) com o espermatozoide (gameta masculino) e dá origem ao zigoto e depois ao embrião. Ele acontece no interior das trompas e dá início a uma divisão de células enquanto o embrião é transportado pelo útero. Quando chega em seu estágio de blastocisto, o embrião se implanta no endométrio, parede de revestimento interna do útero, e inicia a gestação.

Para que a fecundação ocorra, diversos fatores devem ser considerados, como a qualidade dos gametas, as boas condições anatômicas dos órgãos do sistema reprodutor, equilíbrio hormonal, a idade da mulher e a sua reserva ovariana, a qualidade dos embriões, a interação do embrião formado com o endométrio, entre outros.

Algumas doenças e alterações podem interferir no processo de reprodução, causando a infertilidade feminina ou masculina. A reserva ovariana, por exemplo, é essencial para a capacidade reprodutiva da mulher e pode ser afetada por algumas doenças e enfermidades, como a endometriose, a menopausa precoce, tratamentos contra o câncer.

Conheça essas e outras possíveis alterações capazes de interferir na reserva ovariana e causar problemas de infertilidade.

O que é a reserva ovariana?

Quando a futura mulher ainda está no útero de sua mãe, é que ocorre a produção dos folículos com os óvulos em seu interior. Assim, mulheres já nascem com todos os óvulos que terão disponíveis por toda a vida fértil. A cada ciclo menstrual, vários folículos vão sendo perdidos devido à morte celular, e aqueles que permanecem sofrem os efeitos do tempo. Consequentemente, a probabilidade de a gravidez acontecer a cada mês irá diminuir depois dos 35 anos.

A quantidade de folículos presentes nos ovários representa a reserva ovariana, e quando ela acaba a mulher passa pela menopausa, deixando assim de ser fértil. Os folículos são estruturas que contém óvulos, e após se desenvolverem os liberam para que ocorra a fecundação.

Com o passar do tempo e avançar da idade da mulher, os óvulos acabam perdendo a sua qualidade, o que diminui as chances de gravidez e aumenta os riscos de desenvolvimento de anormalidades genéticas.

Quais doenças e alterações podem afetar a reserva ovariana?

Para que a fecundação aconteça de forma saudável e a gestação tenha início, é necessário que as estruturas do sistema reprodutor estejam em boas condições. Algumas doenças e alterações no organismo da mulher podem afetar a reserva ovariana e interferir em sua fertilidade. Algumas delas são:

Endometriose

A endometriose acontece quando células do endométrio se proliferam fora da cavidade uterina, podendo se expandir para órgãos como os ovários, trompas, bexiga e intestino. Ela pode causar fortes dores pélvicas, cólicas intensas, dor durante a relação sexual e pode levar à infertilidade.

Uma das possibilidades da endometriose é do desenvolvimento de endometriomas, pequenos cistos que se localizam nos ovários e são encontrados quando a doença é mais profunda.

O tratamento da doença é o principal fator de influência na fertilidade da mulher, sendo que em casos de necessidade de intervenção cirúrgica ela pode danificar os ovários e afetar a reserva ovariana.

Menopausa precoce

Com o passar da idade, os ovários envelhecem junto com a mulher e o seu funcionamento passa a ser reduzido também. Surgem as irregularidades menstruais, redução da ovulação, deficiência na produção de hormônios sexuais, diminuição da fertilidade e a interrupção definitiva da menstruação.

Naturalmente a menopausa tem início entre 45 e 55 anos, e quando acontece antes dos 40 é considerada uma menopausa precoce. Nesses casos, os ovários entram em falência mais cedo do que o normal.

Com isso, a reserva ovariana é prejudicada, podendo diminuir a quantidade e qualidade dos gametas, interferindo assim na fertilidade da mulher. Com a falta de funcionamento dos ovários, não há a produção dos hormônios sexuais (estrogênio e progesterona) e a mulher deixa de ovular.

Tratamentos oncológicos

Na maioria das vezes, os medicamentos para o tratamento oncológico podem causar danos aos óvulos e interferir em sua fertilidade. A intensidade desse problema depende de fatores como a idade da mulher, dos tipos e dosagens de medicamentos administradas no tratamento.

Muitas mulheres têm a menstruação interrompida após o tratamento para o câncer. Quando isso ocorre antes da idade considerada normal, é caracterizada a menopausa precoce.

Ainda que a menstruação retorne após os procedimentos quimioterápicos, a reserva ovariana pode ser afetada devido aos danos provocados nos óvulos e em alguns casos, até a destruição de alguns deles.

Como a reprodução assistida pode auxiliar nestes casos?

A reprodução assistida é capaz de auxiliar em diversos casos de infertilidade, incluindo a baixa reserva ovariana.

São três técnicas principais que são escolhidas de acordo com cada caso e suas necessidades: a relação sexual programada (RSP), a inseminação intrauterina (IIU) e a fertilização in vitro (FIV).

Além disso, existem técnicas complementares que auxiliam na solução de determinados problemas e aumentam as chances de um resultado positivo.

Nos casos de baixa reserva ovariana, alguns procedimentos que podem ser úteis são a criopreservação de óvulos, a doação de óvulos ou embriões e ainda o teste genético pré-implantacional (PGT).

Se este post foi útil para você, leia também sobre a endometriose e entenda como a doença pode interferir na fertilidade feminina.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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