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Reversão de vasectomia ou FIV: como decidir?

Reversão de vasectomia ou FIV: como decidir?

O desejo de ter filhos biológicos novamente é o principal motivo para muitos homens pensarem na reversão de vasectomia. Em geral, eles escolhem fazer uma vasectomia visando o planejamento familiar, pois a cirurgia é um método contraceptivo definitivo.

No entanto, ela é reversível e o paciente pode engravidar a sua parceria algum tempo depois da cirurgia. Além do procedimento cirúrgico, o homem pode optar pela fertilização in vitro (FIV), principal técnica de reprodução assistida.

O objetivo deste artigo é mostrar quais são as possibilidades do homem vasectomizado que deseja novamente ter filhos. Para isso, vamos abordar sobre como é tomada a decisão entre indicar a reversão de vasectomia ou a FIV diretamente.

Continue lendo e confira!

O que é vasectomia?

A vasectomia é um método contraceptivo definitivo masculino seguro realizado por cirurgia. Para realizá-la, de acordo com a lei de planejamento familiar (nº 9263/1996), o homem deve ter mais de 25 anos e, no mínimo, dois filhos vivos.

Ela provoca uma azoospermia obstrutiva, condição caracterizada pela ausência de espermatozoides no sêmen ejaculado devido a um bloqueio que impede o encontro dos gametas com o líquido seminal. Ou seja, o homem continua ejaculando normalmente, porém, sem espermatozoides.

Como ela é realizada?

A vasectomia é uma cirurgia relativamente simples, que leva cerca de 20 minutos para ser concluída. Após o paciente receber uma anestesia local, o médico faz um pequeno corte em cada ducto deferente e suturando-os em seguida.

Para fazer a reversão de vasectomia, o médico reconecta os ductos deferentes. No entanto, a cirurgia é mais complexa do que a vasectomia e não é indicada em todos os casos.

Por que a avaliação do casal é importante para a reversão de vasectomia?

Cada paciente é único, por isso, é essencial que o casal passe por uma avaliação da sua saúde reprodutiva para ajudar na tomada de decisão.

Com relação ao paciente, o tempo entre a vasectomia e a sua reversão é um fator decisivo. Após 5 anos da cirurgia, a probabilidade do homem engravidar a sua parceira começa a diminuir. Uma fibrose pode surgir no local, impedindo que o canal deferente seja reconectado.

Os fatores femininos influenciam igualmente na capacidade do casal engravidar. Por isso, a saúde reprodutiva da parceira também deve ser considerada para a tomada de decisão. A idade da mulher é um dos principais fatores relacionados à infertilidade. Os homens produzem espermatozoides ao longo da sua vida, mas as mulheres nascem com uma quantidade limitada de óvulos.

Com o passar do tempo, a quantidade de óvulos diminui, assim como a sua qualidade. O envelhecimento dos gametas femininos aumenta o risco de abortamentos espontâneos e problemas congênitos envolvendo alterações cromossômicas.

Dessa forma, a fertilidade feminina começa a declinar de forma mais acentuada a partir dos 35 anos. A partir dessa idade a probabilidade de engravidar entra em queda, tornando a fertilização in vitro a técnica de reprodução assistida mais indicada.

Quais são todos os fatores considerados para a decisão da melhor conduta?

Existem duas possibilidades para homens vasectomizados terem filhos novamente: a cirurgia para reversão de vasectomia e a fertilização in vitro. Os dois métodos têm o mesmo objetivo e, por isso, a decisão deve ser baseada na avaliação médica do casal.

A cirurgia de reversão de vasectomia é indicada quando a vasectomia foi realizada há menos de 5 anos e a parceira tem até 35 anos de idade e não possui nenhum problema de infertilidade.

Caso seja feita a cirurgia, o paciente deve fazer o primeiro espermograma após 6 semanas de pós-operatório para avaliar a presença de espermatozoides no sêmen. Em geral, é recomendado que exames de rotina sejam realizados durante um ano para acompanhar o resultado do procedimento.

Quando os critérios para a cirurgia de reversão de vasectomia não forem atendidos, a fertilização in vitro é mais indicada. A FIV é uma técnica de alta complexidade, sendo indicada para a maior parte das causas de infertilidade. Para os homens vasectomizados, ela é uma alternativa viável porque o seu processo de fecundação acontece em um laboratório, após a coleta dos gametas do casal.

Primeiro, a parceira passa por uma etapa de estimulação ovariana para desenvolver o maior número de óvulos possível. No dia em que eles são coletados, ocorre a coleta da amostra seminal. No caso de homens vasectomizados (ou com algum tipo de azoospermia), a coleta dos espermatozoides é feita por uma técnica de recuperação espermática direto dos epidídimos ou dos testículos.

A fecundação acontece com o auxílio da técnica ICSI. Ela insere o espermatozoide diretamente no óvulo, aumentando as chances de sucesso da técnica mesmo que o homem tenha uma quantidade pequena de gametas.

A cirurgia de reversão de vasectomia e a fertilização in vitro são as duas alternativas para o homem vasectomizado ter filhos utilizando o seu material genético. A decisão deve ser tomada por um médico após a avaliação do casal.

A FIV é a técnica de reprodução assistida mais indicada para os casais devido a sua ampla lista de indicações. Reunimos as principais informações sobre a ela em nosso site, clique e saiba mais sobre o processo de fertilização in vitro!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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