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Saiba mais sobre a sua fertilidade: como funciona?

Saiba mais sobre a sua fertilidade: como funciona?

A fertilidade é o nome dado à capacidade de uma pessoa em se reproduzir. Para que isso ocorra, são necessários diversos eventos complexos dentro do organismo, sendo necessários diversos fatores para que a gravidez tenha início e se desenvolva. Os órgãos do sistema reprodutor devem estar em boas condições, os níveis hormonais devem estar em equilíbrio e as condições tanto femininas quanto masculinas devem ser favoráveis.

Algumas alterações e doenças, podem causar infertilidade masculina e feminina, dificultando o processo de reprodução. Distúrbios na ovulação e na produção de sêmen, doenças que afetam órgãos reprodutivos e desequilíbrio hormonal são alguns dos fatores que influenciam a fertilidade.

As técnicas de reprodução assistida vêm evoluindo muito ao longo dos anos para resolver estes problemas e ajudar casais com problemas de fertilidade. Três técnicas principais são disponibilizadas a pessoas que procuram clínicas especializadas: a relação sexual programada (RSP), a inseminação intrauterina (IIU) e a fertilização in vitro (FIV).

A seguir, entenda sobre a fertilidade feminina e a masculina, quais fatores são considerados e como acontece o processo de reprodução humana:

Fertilidade feminina

O organismo da mulher funciona de forma bastante complexa e depende de muitos fatores para se manter saudável. A fertilidade representa a sua capacidade de reprodução e acontece devido a uma sincronia de vários sistemas do corpo. O sistema endócrino está diretamente relacionado com o aparelho reprodutor, uma vez que a produção de hormônios é essencial tanto na fecundação quanto na gestação.

Desde a gestação, no útero de sua mãe, a mulher tem seus folículos formados nos ovários, e ao nascer possui a quantidade total de óvulos que terá disponível ao longo da vida. À medida que ela cresce, esses folículos vão sendo perdidos, chegando ao fim quando ela atinge a menopausa, por volta dos 50 anos.

Os folículos são as estruturas que guardam os óvulos, os gametas femininos que participam do processo de fecundação. Durante o ciclo menstrual, esses óvulos são liberados após passarem pelo processo de maturação.

A idade reprodutiva é considerada entre os 20 e 35 anos. Após essa idade, as chances de uma gravidez acontecer podem diminuir. Isso acontece devido à piora na qualidade e à diminuição na quantidade dos óvulos, que acontece com o avançar da idade.

Os ovários produzem os principais hormônios femininos: estrogênio e progesterona, que entram em atividade na puberdade e promovem diversas mudanças no organismo. A quantidade desses hormônios varia de acordo com a fase do ciclo menstrual, a saúde da mulher, uso de medicamentos, estresse, fatores emocionais e até a gravidez.

A mulher pode sofrer também alterações de comportamento e no humor no período conhecido como TPM (tensão pré-menstrual), que acontece cerca de 10 dias antes do início do ciclo. A TPM atinge muitas mulheres e de diferentes formas, mas algumas delas podem passar por este período sem tantas mudanças em seu dia a dia. Caso isso influencie muito em sua qualidade de vida, é importante procurar ajuda médica.

Para que a mulher consiga alcançar uma gestação de forma natural, seu corpo deve estar saudável e as estruturas do sistema reprodutivo em condições saudáveis. O sistema endócrino também deve funcionar de forma correta para que o processo de reprodução aconteça com o nível hormonal adequado.

Quando esses fatores estão em desequilíbrio ocorre a infertilidade, que pode acontecer devido a alterações hormonais, doenças como a endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP), miomas uterinos, distúrbios na ovulação, entre outros.

Fertilidade masculina

A fertilidade masculina depende de fatores importantes, como os parâmetros seminais. É no líquido seminal que se encontram os espermatozoides, gametas masculinos. Eles são os responsáveis por fecundar o óvulo e dar início ao processo de reprodução. A produção desses gametas acontece nos testículos, que também produzem a testosterona, hormônio masculino.

A testosterona é responsável pelo amadurecimento sexual e fertilidade do homem. Durante a ejaculação, o sêmen liberado leva os gametas, pelo organismo feminino, até que alcancem as tubas uterinas para realizar a fecundação.

O principal exame realizado para avaliar as condições dos espermatozoides é o espermograma. Ele avalia critérios como: volume do sêmen, concentração de espermatozoides, sua motilidade (capacidade de se movimentar) e a sua forma (morfologia).

Algumas alterações podem levar à infertilidade masculina e causar dificuldades para se obter uma gestação de forma natural. Entre as principais causas estão a varicocele, epididimite, uretrite, orquite, alterações genéticas, entre outras.

Como ocorre o processo de gravidez?

A reprodução, quando acontece de forma natural, tem início com o encontro do espermatozoide com o óvulo nas tubas uterinas. Após fecundado, o óvulo dá origem ao zigoto e inicia uma divisão celular para a formação do embrião. Ele é levado até o útero, e quando se encontra em estágio de blastocisto se fixa (implantação) no endométrio, camada de revestimento interna do útero.

A implantação embrionária depende da interação do embrião com o endométrio e as chances de uma gravidez são maiores quando ele se encontra com boa receptividade endometrial. Esse período é chamado de janela de implantação.

Quando o embrião se fixa no endométrio, a gestação tem início, a placenta é formada para a nutrição e desenvolvimento do feto até o parto. Para que todo esse processo ocorra de forma saudável, os gametas devem ser de boa qualidade e as estruturas do sistema reprodutivo da mulher devem estar em boas condições.

Como a reprodução assistida auxilia em problemas de infertilidade?

Quando existem fatores de infertilidade feminina ou masculina, pode ser necessário o uso de técnicas de reprodução assistida para alcançar a gravidez. Existem técnicas muito avançadas e com ótimos índices de sucesso capazes de auxiliar na reprodução.

A RSP e a IIU são menos complexas e indicadas em casos mais simples de infertilidade, porém são bastante eficientes. Nelas, a fecundação ocorre dentro do corpo da mulher e seus métodos são considerados mais simples.

Já a FIV possui procedimentos mais complexos, a maioria deles realizados em laboratório e algumas técnicas complementares para aumentar as chances de sucesso no tratamento.

Saiba mais sobre a infertilidade feminina e conheça com mais detalhes os fatores que podem prejudicar a busca pela gravidez.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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