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Síndrome de Asherman e sinéquias uterinas, qual a relação com a infertilidade?

Síndrome de Asherman e sinéquias uterinas, qual a relação com a infertilidade?

Sinéquias uterinas são aderências localizadas dentro da cavidade endometrial, isto é, dentro da camada interna do útero, que é onde o embrião se fixa para que ocorra a gravidez.

Quando as aderências acontecem de forma maciça, chamamos de síndrome de Asherman.

Neste artigo, vamos entender um pouco mais sobre essa condição, suas causas, sintomas, tratamento e como ela interfere na fertilidade da mulher. Continue conosco!

O que são sinéquias uterinas?

As sinéquias uterinas são aderências localizadas no interior do útero. Elas fazem com que um lado da parede interna se fixe ao outro lado, modificando a estrutura e função.

De acordo com a Sociedade Europeia de Endoscopia Ginecológica, essa patologia é classificada em cinco principais tipos, e o tratamento depende do grau dessa classificação. São eles:

Como é feito o diagnóstico?

Pode ser feito com o auxílio da histerossalpingografia ou, preferencialmente, da histeroscopia, exame mais indicado, pois permite a visão direta e o tratamento.

Quais as causas do problema?

As aderências são causadas por traumas intrauterinos, como:

Quais são os principais sintomas?

Na maioria dos casos, as sinéquias uterinas não causam sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Os sintomas mais comuns são:

Qual a relação entre as sinéquias uterinas e a infertilidade?

A presença de aderências dentro da cavidade uterina dificulta ou impede a fixação do embrião no útero, pois a sua anatomia e sua função estão comprometidas.

Contudo, é importante ressaltar que esse quadro de infertilidade pode ser revertido com o tratamento adequado.

Como é feito o tratamento?

As aderências devem ser retiradas com uma pequena tesoura, que é introduzida na cavidade endometrial com o histeroscópio. Assim, pela microcâmera do equipamento é possível identificar as aderências e removê-las com o uso da tesoura.

O resultado do tratamento depende da extensão das sinéquias. Quanto menor a quantidade de aderências, mais fácil o tratamento e melhor o resultado. Em casos mais extensos, pode ser necessária a realização de mais procedimentos.

Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores as chances de recuperação total.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências