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Síndrome de Turner

Síndrome de Turner

As características físicas e biológicas do filho são herança da mãe e do pai — os cromossomos do homem e da mulher se unem em 23 pares e dão origem a um novo ser humano. Mas, assim como o feto pode herdar a cor dos olhos ou os traços do sorriso dos pais, também podem ocorrer alterações no momento da fusão dos cromossomos que resultam em anomalias, como a síndrome de Turner.

Essas alterações cromossômicas ocorrem nos primeiros estágios de vida embrionária. Algumas podem ser identificadas logo durante a gravidez, outras demoram anos para serem percebidas e diagnosticadas. Hoje, a medicina reprodutiva conta com recursos que permitem analisar a estrutura cromossômica dos embriões antes mesmo que eles sejam transferidos para o útero.

Confira este post na íntegra para saber mais sobre a síndrome de Turner, seus sintomas e formas de tratamento. Descubra também como é possível evitar essa condição com técnicas de reprodução assistida.

O que é síndrome de Turner e por que ela ocorre?

A síndrome de Turner é uma alteração genética caracterizada pela ausência ou presença parcial de um dos cromossomos sexuais. Portadoras dessa doença apresentam algumas diferenças físicas, como baixa estatura e pescoço alado, além de atrasos no desenvolvimento da puberdade feminina e consequente infertilidade.

Vale lembrar que cada indivíduo possui 23 pares de cromossomos, sendo que um desses pares é responsável pela definição do sexo do feto e pela formação das características sexuais — desde o desenvolvimento dos órgãos internos do sistema reprodutor até os traços externos típicos de cada gênero.

Indivíduos do sexo masculino apresentam os cromossomos sexuais XY, enquanto as mulheres possuem XX. Na síndrome de Turner, que acomete os fetos femininos, um dos cromossomos aparece de forma parcial ou completamente inexistente, resultando no cariótipo 45, X0 (X zero). Também pode haver mosaicismo, quando algumas células são XX e outras X0.

Um dado importante sobre a síndrome de Turner é que somente 1% das crianças com a alteração cromossômica chegam a nascer. A maior parte dos fetos tem seu desenvolvimento interrompido em abortamentos espontâneos, até o segundo trimestre da gravidez. As meninas nascidas vivas conseguem crescer com graves limitações, mas necessitam de acompanhamento médico para averiguar os efeitos da anomalia.

Quais são os sinais e sintomas da doença?

Além das alterações aparentes, as portadoras da síndrome de Turner podem apresentar malformações cardíacas, tireoidite autoimune, risco elevado de hipertensão e diabetes, anormalidades renais, problemas auditivos e dificuldades de aprendizagem. Os seguintes sinais clínicos caracterizam o quadro:

Em ternos de evolução física e sexual, outras condições clínicas da síndrome de Turner são: leve retardo no crescimento durante a vida intrauterina; redução progressiva no desenvolvimento físico durante a infância; amenorreia (ausência de menstruação); atraso de maturação na puberdade — seios e órgãos do aparelho sexual com características infantis.

Além da amenorreia e do retardo no desenvolvimento sexual — sintomas que contribuem para o quadro de infertilidade — as portadoras dessa síndrome também apresentam disgenesia gonadal. Isso significa que no lugar dos ovários, existe um tecido conjuntivo e não há reserva de óvulos.

Quais são as formas de tratamento?

Assim como as demais alterações genéticas, o quadro, por si só, não tem cura, uma vez que não existe possibilidade de modificar a estrutura dos cromossomos. No entanto, os problemas desencadeados pela síndrome podem ser tratados. A linha de tratamento é adotada de acordo com as condições identificadas.

Terapias com hormônios de crescimento e reposição de estrogênio são indicadas à paciente, de acordo com a faixa etária e o nível de carência hormonal. Também é preciso averiguar os defeitos cardíacos por meio de exames periódicos de ecocardiograma e realizar correção cirúrgica, se necessário. Outras doenças crônicas associadas à síndrome de Turner devem ser avaliadas em intervalos regulares e acompanhadas com tratamentos específicos.

Como não tem óvulos em quantidade suficiente, as mulheres com mosaico de Turner podem recorrer a técnicas de reprodução quando desejam engravidar. A fertilização in vitro (FIV), associada ao Teste Genético Pré-Implantacional (PGT), permite ainda avaliar os cromossomos dos embriões reduzindo, o risco de aborto ou de uma criança com a síndrome de Turner.

Gostaria de ter mais informações sobre os fatores que dificultam a gravidez? Leia o texto específico que fizemos sobre a infertilidade feminina.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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