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Síndrome do Ovário Policístico: o que é, quais os sintomas e tratamentos?

Síndrome do Ovário Policístico: o que é, quais os sintomas e tratamentos?

Existem diversas doenças que afetam somente as mulheres. Seja por conta de exclusividades anatômicas ou características hormonais, o outrora chamado de sexo frágil realmente resiste com afinco e supera muitas adversidades por causa das suas características. Uma dessas patologias é a famosa Síndrome dos Ovários Policísticos.

Embora seja bastante conhecida, poucas pessoas sabem ao certo do que se trata e quais são as suas reais implicações para o organismo.

Se você também não conhece muito sobre o tema, confira o conteúdo que preparamos a seguir e descubra o que é, quais são os seus sintomas e possíveis tratamentos:

O que é a síndrome dos ovários policísticos?

Síndrome dos Ovários Policísticos, também conhecida no universo da medicina pela abreviação SOP, é um distúrbio hormonal que leva à anovulação (ausência de ovulação) crônica. Com isso, o folículo não se desenvolve e fica com um tamanho pequeno (menor que 10 mm). Sem o crescimento folicular, não existe produção adequada de estrogênio e, em consequência, não existe o espessamento do endométrio e não ocorre ovulação. Não havendo ovulação, não há liberação do óvulo (obviamente a gravidez não acontecerá) e haverá produção de progesterona. Como não há espessamento do endométrio, a menstruação irá atrasar por tempo indeterminado.

Como os folículos não crescem e não se rompem, eles se acumulam nos ovários, que passam a apresentar a imagem de múltiplos pequenos folículos, isto é, poli (muitos) micro (pequenos) cistos (folículos). Esses pequenos folículos também produzem uma quantidade aumentada de androgênios, que não se convertem em estrogênios. Isso leva a um aumento de androgênios circulantes, que pode levar a sintomas específicos.

Por que as mulheres apresentam essa síndrome?

As causas da síndrome do ovário policístico não são completamente elucidadas ainda pela ciência.

Esse problema afeta cerca de 10% a 20% das mulheres durante a fase de vida reprodutiva e supõe-se, com alguma segurança, que ela tenha uma importante origem genética, pois irmãs e filhas de portadoras do distúrbio têm 50% de chance de desenvolver o problema.

Os estudos indicam que a sua origem está claramente associada com o aumento da insulina circulante (hiperinsulinemia), que é o hormônio relacionado com o metabolismo da glicose. Outra associação importante é com a obesidade.

Quais são os sintomas?

Vários sintomas estão relacionados com a síndrome do ovário policístico.

Geralmente, eles surgem logo após a primeira menstruação, mas em alguns casos, o problema se desenvolve mais tardiamente, em resposta a algum gatilho hormonal relacionado com aumento da insulina ou ganho de peso.

Alguns dos sinais mais comuns são a menstruação anormal, com um intervalo menstrual muito longo que pode chegar a meses.

Algumas mulheres têm excesso de pelos faciais e no corpo, acne adulta, calvície de padrão masculino e algumas podem até apresentar mudança na voz.

Qual é o tratamento?

O tratamento da síndrome dos ovários policísticos geralmente se concentra prioritariamente na gestão dos sintomas e das suas complicações, como a infertilidade, ciclos menstruais irregulares e a presença de androgenizaçao (acne, aumento de pelos).

O médico costuma trabalhar com alguns medicamentos, como as pílulas anticoncepcionais para regular o ciclo menstrual e melhorar os sintomas de androgenização (acne, aumento de pelos).

Como vimos que há uma forte relação com a insulina, remédios utilizados para o controle desse hormônio também podem ser empregados, como a metformina.

Mulheres que tem a SOP secundária ao aumento de peso se beneficiam quando perdem peso e voltam a menstruar normalmente.

Para aquelas com desejo de gravidez, são utilizados indutores da ovulação ou associação com outros tratamentos. A decisão do melhor tratamento varia de acordo com cada caso e principalmente a idade da mulher e avaliação do fator masculino.

E então, aprendeu tudo sobre a síndrome do ovário policístico? Gostou do conteúdo? Então confira também nosso artigo sobre o tratamento de infertilidade!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências