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SOP: quando indicar a FIV para que a mulher realize o sonho da gravidez?

SOP: quando indicar a FIV para que a mulher realize o sonho da gravidez?

A SOP é um distúrbio hormonal comum nas mulheres em idade reprodutiva e a causa mais frequente de infertilidade por anovulação (ausência de ovulação).

Mulheres com SOP podem apresentar períodos menstruais irregulares ou aumento nos níveis de hormônios masculinos (hiperandrogenismo).

O desequilíbrio hormonal é o principal fator motivador para anovulação, considerada a causa mais comum de infertilidade feminina. Para se ter uma ideia, o problema atinge aproximadamente um terço dos casais que sofrem com infertilidade e a SOP é a principal responsável.

A doença, ao mesmo tempo que interfere na capacidade reprodutiva, provoca diferentes manifestações clínicas como consequência do hiperandrogenismo, caracterizado pelo aumento na produção de androgênios, que embora seja o principal hormônio masculino é produzido em pequenas quantidades pelos ovários.

No entanto, tem tratamento na maioria dos casos, incluindo a fertilização in vitro (FIV). Continue a leitura e saiba em quais casos a técnica é indicada.

O que a SOP provoca no organismo feminino?

Os ovários são as glândulas do sistema reprodutor feminino e são responsáveis pelo armazenamento dos folículos, bolsas que contém os óvulos e, pela produção dos hormônios sexuais (progesterona, estrogênio), que atuam no desenvolvimento de características corporais e no processo reprodutivo.

Todos os meses, durante o ciclo menstrual, na fase folicular diversos folículos são estimulados pela ação do hormônio folículo-estimulante (FSH), um deles se torna dominante, amadurece e rompe liberando o óvulo na fase ovulatória, processo que conta com o hormônio luteinizante (LH) como gatilho.

O estrogênio também age durante o período, tornando o endométrio, camada que reveste internamente o útero mais espesso para abrigar o embrião: nele ocorre a nidação, ou implantação do embrião.

Na última fase do ciclo menstrual o folículo que antes abrigava o óvulo se transforma em corpo lúteo. Ele tem como função a liberação de progesterona, hormônio que garante o espessamento final do endométrio.

O desequilíbrio hormonal característico da SOP resulta em irregularidades menstruais, como ciclos mais longos do que o normal, com maior ou menor quantidade de fluxo menstrual ou ausência de menstruação (amenorreia).

O hiperandrogenismo surge como consequência do processo fisiopatológico da doença, resultando em hirsutismo, que é o crescimento anormal de pelos em locais pouco comuns, como seios ou face e alopecia, perda temporária de cabelo.

Assim, a SOP pode levar à piora na qualidade de vida, e pode estar associada à obesidade, problemas cardiovasculares e diabetes.

A obesidade pode resultar em resistência à insulina (RI), um dos fatores desencadeadores da doença, até o momento sem causas específicas definidas, podendo dificultar o desenvolvimento dos folículos, causando, da mesma forma, disfunção na ovulação e o hiperandrogenismo.

A hereditariedade também está entre os fatores de risco. Diferentes estudos observaram que há maior incidência de SOP em mulheres com casos relatados na família.

O que é FIV?

FIV, ou fertilização in vitro é a principal técnica de reprodução assistida, que prevê a fecundação de óvulos e espermatozoides em laboratório, isto é, in vitro, seguido da transferência dos embriões, que resultam desse processo, para o útero materno.

O tratamento é realizado em cinco diferentes etapas, a fecundação e a transferência embrionária estão entre elas.

A primeira é a estimulação ovariana, tratamento realizado com medicamentos hormonais sintéticos semelhantes aos naturais que tem como objetivo estimular o desenvolvimento de mais folículos, para que haja uma quantidade maior de óvulos para serem fecundados.

Os óvulos maduros são coletados por punção folicular, ao mesmo tempo que o sêmen do parceiro também é coletado. A amostra é submetida ao preparo seminal, técnica que capacita os espermatozoides por diferentes métodos, selecionando aqueles mais aptos para a fecundação. Punção folicular e coleta do sêmen são, portanto, a segunda etapa do tratamento.

A inseminação ocorre na terceira etapa. Atualmente é realizada por FIV com ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides), método em que cada espermatozoide é novamente avaliado individualmente e posteriormente injetado diretamente no citoplasma do óvulo.

Os embriões formados são cultivados em laboratório na quarta etapa. Hoje, com os avanços dos métodos de cultura o cultivo pode acontecer por até seis dias, quando o embrião está na fase de blastocisto. O cultivo é acompanhado diariamente por um embriologista.

Na quinta etapa, é feita a transferência dos embriões, o que pode acontecer em duas fases: em estágio de clivagem ou de blastocisto. A melhor estratégia é definida de acordo com as características de cada paciente.

Cerca de 14 dias após a punção já é possível confirmar a gravidez. Quando ela não ocorre o processo é novamente repetido em um próximo ciclo menstrual.

Quando indicar a técnica para mulher com SOP engravidar e quais são as taxas de sucesso?

A FIV é particularmente indicada para mulheres com SOP acima de 36 anos, quando a reserva ovariana já está mais baixa, quando existe alteração no sêmen, quando as tubas estão obstruídas ou quando não houve sucesso em tratamentos anteriores.

Os percentuais de sucesso gestacional proporcionados pela técnica são bastante expressivos: em média 40% a cada ciclo de realização do tratamento.

Para saber mais detalhadamente sobre a SOP, toque aqui!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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