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Tubas obstruídas ou com aderência: é possível engravidar?

Tubas obstruídas ou com aderência: é possível engravidar?

As tubas uterinas (ou trompas de Falópio) fazem parte do sistema reprodutor da mulher, e as condições de uma tuba uterina obstruída ou com aderência podem gerar dúvidas quanto ao sucesso de uma gravidez.

Por isso, elaboramos este texto para ajudá-la a entender melhor a função delas no corpo da mulher e a relação entre trompas obstruídas e gravidez. Confira!

O que são tubas uterinas e qual sua função?

As tubas uterinas ligam o útero aos ovários e são divididas em quatro regiões: parte uterina, ampola, istmo e infundíbulo. A parte uterina e o istmo ficam próximos à parede do útero. No infundíbulo está localizado o óstio, orifício responsável por fazer a comunicação com o útero, e é na ampola que ocorre a fecundação.

Semelhantes a um tubo ou canal, as tubas recebem os óvulos liberados pelos ovários e permitem que os espermatozoides cheguem até ele. É nas tubas que ocorre a fecundação. Elas permitem o desenvolvimento embrionário e levam o embrião até o útero, onde ocorrerá a implantação e gestação.

Quando o embrião é fixado na tuba e não no útero, ocorre a gravidez ectópica. Infelizmente, nesses casos, a gestação não pode ser levada adiante, já que o embrião não consegue se desenvolver fora do útero.

Qual é a relação entre trompas obstruídas e gravidez?

As tubas uterinas são fundamentais para que a gravidez aconteça, assim, na presença de obstrução ou aderência, pode haver uma diminuição ou mesmo impossibilidade de gravidez.

Existem diversas causas para o bloqueio das tubas, como deficiências congênitas, lesões ou doenças inflamatórias, endometriose, infecções e cicatrizes decorrentes de cirurgias, por exemplo.

Outra condição que também pode afetar a fertilidade é a presença de aderência das tubas. Nesse caso, elas ficam fixas (aderidas) a algum órgão pélvico ou peritônio, o que impede sua função de captar o óvulo, após a ovulação.

O diagnóstico de obstrução ou aderência pode ser feito com o auxílio da histerossalpingografia, um exame de raios-X após a injeção de contraste pelo útero.

Outra alternativa é a laparoscopia, uma cirurgia que permite ver o útero, as tubas e os ovários e identificar a permeabilidade tubária. Por ser um procedimento cirúrgico, permite, em alguns casos, tratar as aderências.

Como tratar aderências e obstrução nas tubas?

A cirurgia é uma boa alternativa para remover aderências leves e com isso liberar as tubas para sua função normal. Antes de se propor a cirurgia, é importante fazer uma avaliação do casal e confirmar que não existe outra alteração associada. Além disso, é importante que a mulher tenha até 35 anos, para que não haja atraso e piora no prognóstico de gravidez.

Nos casos de obstrução, a cirurgia é indicada para mulheres jovens e, preferencialmente, quando for possível identificar o local da obstrução. É importante descartar outras possíveis causas de infertilidade. Os resultados da cirurgia são bons quando a cirurgia é bem indicada.

Para os casos de obstrução ou aderências, casos em que a cirurgia trará pouca ou nenhuma melhora, o melhor é indicar a FIV (fertilização in vitro), uma vez que, com esse tratamento, as funções das tubas são feitas no laboratório.

Com relação às chances de gravidez, é importante lembrar que a cirurgia pode, no máximo, retornar as chances habituais de gravidez, isto é, 20% ao mês, enquanto com a FIV as chances podem ser de 50%.

Agora você já sabe que a obstrução ou aderência das tubas uterinas pode dificultar a gestação, por isso é sempre importante realizar acompanhamento médico para prevenir ou tratar o problema precocemente.

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Kelly
1 ano atrás

No caso da aderência ñ pode mesmo de forma alguma engravidar?

Admin
Clínica Origen
4 meses atrás
Reply to  Kelly

Kelly, todos os casos necessitam de avaliação, nunca podemos afirmar uma situação sem antes avaliarmos. Atenciosamente.

Hélder
1 ano atrás

Olá. Daqui é o Hélder, estou a entrar em contacto com vocês isto porque a minha esposa está com dificuldades para engravidar, já fizemos enumeras consultas e tratamentos e sem resultados positivos. Os médicos não conseguem determinar o chegar ao diagnóstico e dizer o que realmente está a impedir que ela engravide. Precisamos de uma ajuda vossa. Esperando por um deferimento. Obrigado

Hélder
1 ano atrás

Olá daqui é o Hélder. A minha esposa está com dificuldades para engravidar, já fizemos enumeras consultas e os médicos não conseguem determinar e chegar ao verdadeiro diaguinostico e dizer quais as razões que levam a não engravidar. Precisamos de uma ajuda. Obrigado

Admin
Clínica Origen
5 meses atrás
Reply to  Hélder

Olá, Hélder. Entendemos sua preocupação, agende uma consulta para que possamos ajuda-los com a investigação. Ficaremos felizes em atendê-los.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências