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Ultrassonografia para contagem de folículos antrais: avaliação da reserva ovariana

Ultrassonografia para contagem de folículos antrais: avaliação da reserva ovariana

A ultrassonografia — também chamada de ecografia — é uma técnica diagnóstica que utiliza ondas sonoras para gerar imagens dos órgãos e tecidos internos. Na área da medicina ginecológica e reprodutiva é um dos principais recursos utilizados para avaliar as afecções do sistema reprodutor da mulher, muitas dessas associadas à infertilidade feminina.

A técnica de ultrassonografia também é importante na investigação de alterações em todos os sistemas do organismo, contemplando várias áreas médicas. Dessa forma, esse recurso é útil para identificar inúmeros tipos de doenças, além de condições específicas, como a quantidade dos folículos antrais.

Veja, neste post, qual é a importância da ultrassonografia para contagem de folículos antrais — exame que faz parte da avaliação da reserva ovariana.

O que são folículos antrais?

Os folículos são unidades funcionais dos ovários. Eles existem em centenas de milhares durante a idade fértil e estão armazenados na reserva ovariana. Diferentemente dos homens, que produzem espermatozoides ao longo da vida, a reserva de gametas femininos já é completa desde o nascimento, e reduz progressivamente a cada ciclo menstrual.

São os folículos que armazenam os óvulos. Para liberar um óvulo maduro, existe todo um ciclo hormonal em atividade. Primeiramente, os hormônios folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH) são secretados pela hipófise e estimulam os ovários a recrutarem vários folículos para o desenvolvimento. Um deles se desenvolve mais rápido que os outros e, após um pico de LH, libera o óvulo maduro — processo que conhecemos como ovulação.

Os folículos antrais, especificamente, são as cápsulas que guardam os ovócitos primários, isto é, os óvulos que ainda não estão maduros. Apesar de existirem aproximadamente 300 mil folículos antrais no início da vida fértil, apenas cerca de 400 óvulos maduros são liberados durante a menacme — período que vai da menarca (primeira menstruação) até a menopausa, ou seja, em cada ciclo, independentemente de métodos contraceptivos, uma mulher “gasta“ de 250 a 1000 óvulos.

Sendo assim, quanto maior o número de folículos antrais identificados com a ultrassonografia, maiores são as chances de a mulher responder bem as medicações indutoras da ovulação como também ser orientada sobre a necessidade de acelerar o processo de gravidez ou de congelamento de óvulos.

Como é a ultrassonografia para contagem de folículos antrais?

A ultrassonografia para contagem dos folículos antrais é feita pelo método transvaginal, de forma que os órgãos do trato reprodutivo superior, em especial os ovários, sejam bem visualizados. O exame é realizado no começo do ciclo menstrual, fase em que os folículos começam a se desenvolver.

São contabilizados os folículos com tamanho entre 2 e 9 mm e o esperado é que sejam encontrados pelo menos 12 folículos antrais. Um número menor que esse indica baixa reserva ovariana e, por consequência, necessidade de orientação médica.

A baixa reserva ovariana normalmente está relacionada à idade da mulher. Após os 35 anos, a tendência é que a quantidade de folículos reduza cada vez mais. Sendo assim, as mulheres que pretendem adiar a maternidade — o que tem sido uma realidade crescente, em razão de projetos pessoais e profissionais — devem ser alertadas quanto ao risco do esgotamento dos óvulos.

Quando a gravidez é um plano para depois dos 35 anos, a mulher encontra duas possibilidades entre as técnicas de reprodução assistida: preservação social da fertilidade ou o congelamento de embriões.

A preservação da fertilidade consiste no congelamento dos óvulos para utilizá-los futuramente em um tratamento de fertilização in vitro (FIV), enquanto no congelamento de embriões, por estes estarem fecundados, só existe a necessidade de preparo do útero.

Qual é o papel da ultrassonografia na reprodução assistida?

A ultrassonografia é um recurso de extrema importância no âmbito da reprodução assistida. Inicialmente, essa técnica diagnóstica é empregada durante a investigação da fertilidade, o que inclui a contagem dos folículos antrais. Ademais, diversas outras alterações nos ovários, no útero ou nas tubas uterinas podem ser identificadas com um exame de ultrassonografia endovaginal.

Como mencionamos acima, a idade avançada está fortemente associada à redução da reserva ovariana. Assim, a ultrassonografia para contagem dos folículos antrais deve ser realizada preferencialmente ainda antes dos 35 anos, de forma que podemos propor estratégias para a paciente que quer adiar a gravidez.

Os distúrbios de ovulação representam a principal causa de infertilidade feminina. Com o passar dos anos, o risco de desenvolver um quadro desses aumenta consideravelmente. Isso porque não somente a quantidade dos folículos diminui, como também a qualidade genética dos óvulos, devido ao processo de envelhecimento das células — como ocorre no organismo de modo geral.

Nos programas de FIV, a ultrassonografia para contagem de folículos antrais é necessária para que possamos presumir quantos óvulos serão obtidos e quantos embriões podem ser gerados. Dessa forma, podemos definir um protocolo individualizado de estimulação ovariana a fim de obter um número viável de óvulos para o tratamento.

A ultrassonografia também é importante em outros momentos dos tratamentos de reprodução assistida, como para: acompanhar o crescimento dos folículos; guiar o procedimento de punção dos óvulos; guiar a transferência dos embriões para a cavidade uterina; e, por fim, confirmar a gravidez e acompanhar o desenvolvimento gestacional.

Quer mais informações sobre o exame de ultrassonografia pélvica? Leia também o texto que está em nosso site institucional e veja os detalhes dessa técnica!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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