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Vasectomia: quando fazer?

Vasectomia: quando fazer?

Até o momento, o preservativo e a vasectomia são os únicos métodos contraceptivos disponíveis para os homens. Este último é o mais complexo por ser um procedimento definitivo. O seu objetivo é impossibilitar que o homem tenha filhos.

Apesar de ser um procedimento simples e rápido, a vasectomia é um método definitivo e a decisão de realizá-lo deve ser tomada com consciência. Afinal, nunca se sabe se iremos querer ter filhos no futuro.

Não é raro encontrar homens que buscam a reversão da vasectomia por estarem em um novo matrimônio ou devido a uma melhora na condição financeira da família. Porém, nem sempre a reversão é possível.

Por isso, os métodos contraceptivos reversíveis são as melhores opções para evitar a gestação caso o homem tenha alguma dúvida sobre a vontade de ter ou não filhos no futuro. Neste artigo, vamos apresentar as regras para fazer a vasectomia e quando ela pode ser realizada.

Continue a leitura e confira!

O que é vasectomia?

A vasectomia é uma cirurgia cujo objetivo é interromper o fluxo de espermatozoides para que eles não sejam transportados com o sêmen. Desse modo, o sêmen ejaculado passa a não conter espermatozoides, impossibilitando a gravidez.

O procedimento é eficaz porque a gestação acontece apenas se houver a fecundação, ou seja, o encontro entre os gametas feminino e masculino. Com relação ao homem, os espermatozoides são produzidos nos testículos e armazenados nos epidídimos até completarem o seu desenvolvimento.

Com a ejaculação, os espermatozoides são transportados para os ductos deferentes, as vesículas seminais e a próstata, onde recebem o fluido seminal formando o sêmen. Ao serem liberados dentro do corpo da mulher, os espermatozoides se encaminham até as tubas uterinas para fecundar o óvulo.

A vasectomia é um método definitivo para evitar a gravidez. Após a recuperação da cirurgia, o casal pode retomar a sua vida sexual normalmente. O procedimento não afeta a produção de testosterona, não provoca disfunção erétil e não interrompe a produção de espermatozoides, apenas impede que eles sejam transportados no sêmen ejaculado.

Apesar de existir a possibilidade de fazer uma reversão da vasectomia, ela não é indicada em todos os casos. Por isso, o ideal é encarar o procedimento como um método irreversível e tomar essa decisão apenas após refletir e tirar todas as dúvidas sobre o assunto.

Quais são as regras para fazer a vasectomia?

Assim como na laqueadura (o método contraceptivo definitivo feminino), a vasectomia também possui algumas regras para ser realizada. O procedimento é regulamentado pela Lei nº 9263/96, que trata sobre o planejamento familiar.

Entre os seus critérios obrigatórios, o homem deve ter a idade mínima de 25 anos ou, pelo menos, 2 filhos vivos. Caso esteja em um relacionamento conjugal, a parceira precisa estar de comum acordo. Além disso, é necessário que haja um período mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade em realizar a vasectomia e o procedimento em si.

Durante essa fase, o paciente deve ser orientado sobre a cirurgia e os seus riscos. Em todos os casos, o homem (e a sua parceira, caso tenha) devem registrar em documento que estão de acordo com a realização da vasectomia.

Como a vasectomia é realizada?

A vasectomia é um procedimento seguro e rápido, podendo ser realizada na própria clínica médica em cerca de 30 minutos. A principal recomendação antes da cirurgia é que o paciente faça um jejum total de 8 horas e evite comidas muito gordurosas e bebidas alcoólicas.

O procedimento é feito com anestesia local, onde é retirado um pequeno fragmento de cada um dos canais deferentes. Desse modo, o caminho utilizado para transportar os espermatozoides dos epidídimos até as glândulas para formar o sêmen é bloqueado. Após a cirurgia, o paciente deve permanecer na clínica por algumas horas para passar o efeito da anestesia.

A presença de um acompanhante no momento da alta é recomendado, pois, o paciente não deve dirigir por conta da sedação. Em casa, a recuperação é rápida. Para aliviar a dor e a inflamação, é recomendado colocar bolsas de gelo na região por alguns minutos durante 2 dias.

Para evitar a gravidez, o casal deve continuar a usar algum método contraceptivo por 60 dias após a vasectomia. Depois desse período, é indicado que o paciente realize um espermograma para verificar a presença de gametas no sêmen. Se eles não forem encontrados na amostra significa que o procedimento foi bem-sucedido.

A vasectomia é o único método contraceptivo masculino para alcançar a esterilidade de forma definitiva. Desse modo, o homem não pode mais ter filhos após a cirurgia. A reversão é possível, porém, pode não obter o resultado esperado. De forma geral, o mais indicado para o casal é optar por métodos reversíveis, principalmente, quando são muito jovens.

Para saber mais detalhes sobre as possibilidades de ter mais filhos após esse procedimento, confira a nossa página sobre a reversão da vasectomia!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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