A personalização da investigação e do tratamento de infertilidade torna respeita as particularidades de cada casal e pode aumentar as chances de sucesso
A fertilização in vitro (FIV) é uma importante técnica de reprodução assistida, que já ajudou inúmeras pessoas e casais com infertilidade a terem filhos. Entretanto, o sucesso da técnica depende de várias condições, por exemplo: idade da mulher, qualidade dos óvulos e espermatozoides, receptividade uterina, presença de doenças nos órgãos reprodutores, histórico de tratamentos médicos, estilo de vida, entre outros.
Diante dessa multiplicidade de fatores, compreende-se que a personalização da investigação e do tratamento da infertilidade pode fazer diferença nos resultados. Essa abordagem significa olhar para cada caso de forma única, respeitando as características individuais, para oferecer estratégias mais precisas e aumentar as taxas de sucesso da FIV.
Confira este artigo e veja a importância de individualizar o acompanhamento na reprodução assistida!
O que é personalização da investigação da infertilidade?

A investigação da infertilidade é a etapa inicial em que os pacientes passam por uma série de exames para identificar os fatores que podem estar dificultando a gestação. Quando essa avaliação é feita de maneira personalizada, não se busca apenas realizar exames rotineiros, mas adaptar a investigação de acordo com:
- a idade da mulher, que influencia a reserva ovariana e a qualidade dos óvulos;
- o histórico clínico e familiar, considerando o diagnóstico de doenças ginecológicas como endometriose, miomas, distúrbios hormonais, bem como a incidência de menopausa precoce em parentes próximas;
- as condições masculinas, pois é fundamental lembrar que o homem também pode ser responsável por boa parte dos casos de infertilidade conjugal, de modo que é preciso realizar uma avaliação detalhada do sêmen, também outros exames, se necessário;
- o histórico reprodutivo de ambos, ou seja, é importante saber se houve gestações anteriores bem-sucedidas, abortamentos, complicações gestacionais, cirurgias de esterilização etc.;
- os aspectos de saúde do casal, tendo em vista não somente as funções reprodutivas, mas também as condições gerais de saúde e o histórico de tratamentos que possam ter interferido na fertilidade, como as terapias oncológicas;
- a saúde genética do casal, considerando o diagnóstico de alterações genéticas ou a presença de síndromes hereditárias em familiares;
- os aspectos do estilo de vida, visto que tabagismo, obesidade, estresse, uso de medicamentos e anabolizantes e exposição ocupacional a agentes gonadotóxicos, por exemplo, também podem afetar a fertilidade.
Esse cuidado permite levantar hipóteses para as causas da infertilidade, sejam elas femininas, masculinas ou combinadas, e direcionar a escolha dos exames. Geralmente, as primeiras indicações para a avaliação da mulher são ultrassonografia pélvica transvaginal, dosagens hormonais e histerossalpingografia.
Contudo, o médico pode aprofundar a investigação, conforme considerar necessário, e incluir exames como histeroscopia, pesquisa de trombofilias, biópsia endometrial, ressonância magnética, entre outros.
No caso do homem, o espermograma é o primeiro exame realizado, mas outros também podem complementar a avaliação, por exemplo: ultrassom da bolsa escrotal, testes de função hormonal e teste de fragmentação do DNA espermático.
Além disso, para ambos (homem e mulher) exames genéticos e sorologias podem ser indicados.
Como personalizar o tratamento de reprodução assistida?
A personalização do tratamento se refere à escolha das técnicas de reprodução assistida (coito programado, inseminação artificial ou FIV) de acordo com as características e os fatores de infertilidade de cada casal.
Além da escolha da técnica principal, a personalização do tratamento de infertilidade envolve:
- protocolos individualizados de estimulação ovariana, adaptados ao perfil hormonal e à resposta ovariana de cada paciente;
- uso de técnicas complementares, especialmente na FIV, como recuperação espermática, teste genético pré-implantacional (PGT), doação de gametas, barriga solidária, entre outras que são indicadas para contornar condições específicas de cada casal;
- momento mais apropriado para a transferência, que pode ser feita com embriões em fase de clivagem (2-3 dias de desenvolvimento) ou estágio de blastocisto (5 a 7 dias), a fresco (gerados no mesmo ciclo) ou congelados;
- congelamento de óvulos e embriões, uma medida estratégica em casos de preservação da fertilidade ou para otimizar tentativas futuras se houver falha no ciclo atual.
Por que a individualização pode aumentar as chances de sucesso da FIV?
A personalização da investigação e do tratamento da infertilidade pode, sim, aumentar as chances de sucesso, não apenas na FIV, mas também nas técnicas de baixa complexidade. Nesse sentido, o coito programado e a inseminação artificial podem ter ótimos resultados quando bem indicados, tendo em vista a idade da mulher e as causas da dificuldade para engravidar.
Na FIV, em específico, individualizar a escolha das técnicas complementares pode fazer grande diferença, chegando a mais de 50% de taxas de sucesso para mulheres com menos de 35 anos. No entanto, cada paciente apresenta condições e limitações diferentes, e é justamente aí que a personalização pode ajudar.
Personalizar o tratamento da infertilidade não significa apenas escolher as técnicas e os protocolos corretos, mas conduzir todo o processo de forma humanizada, direcionada, olhando o casal com compreensão, de forma a respeitar suas particularidades.
Na Clínica Origen, esse olhar individualizado é parte essencial do cuidado, pois além de aumentar as chances de sucesso, a personalização da investigação e do tratamento da infertilidade pode reduzir os desgastes emocionais e físicos e tornar a experiência mais positiva para os pacientes.
Saiba mais sobre as etapas da técnica mais complexa da reprodução assistida a partir da leitura deste artigo: FIV- fertilização in vitro!





