Anovulação: quais condições podem causar?

Por Equipe Origen

Publicado em 27/01/2026

A anovulação é uma causa frequente de infertilidade feminina e pode ser desencadeada por diversas doenças.

Alterações no ciclo menstrual podem ser sinais de problemas que causam dificuldade para engravidar. As principais causas dos ciclos irregulares são as disfunções ovulatórias: a oligovulação (ovulação infrequente) e a anovulação (ausência de ovulação).

O processo ovulatório ocorre nos ovários, importantes órgãos do sistema reprodutor feminino. Sob estímulo de hormônios liberados pela hipófise, os folículos ovarianos se desenvolvem e um deles libera um óvulo maduro em cada ciclo menstrual. Se isso não ocorrer regularmente, as chances de fertilização e gravidez diminuem.

Você já deve saber que a ovulação é uma etapa necessária para a fertilidade. Agora, neste post, também vamos mostrar quais doenças podem causar anovulação. Fique atenta às informações que preparamos!

O que é anovulação?

A anovulação é a suspensão ou interrupção da ovulação, ou seja, é a falta de liberação de um óvulo pelos ovários. Pode ser um evento ocasional (em ciclos esporádicos) ou crônico (de forma recorrente). Trata-se do fator mais comum de infertilidade feminina e costuma estar associado principalmente a alterações hormonais.

A irregularidade menstrual é um importante sinal de anovulação. Mulheres que têm intervalos muito longos entre um ciclo e outro (mais de 40 dias) ou que chegam a passar meses sem menstruar devem procurar um médico para avaliar essa condição.

Quando a mulher ovula regularmente, a probabilidade de engravidar em um ciclo reprodutivo natural é de 15% a 20%. Nos casos de anovulação, essa chance é ainda menor ou até inexistente, dependendo da condição de saúde associada.

Quais são as principais causas de anovulação?

A principal causa de anovulação é o desequilíbrio hormonal. Os hormônios folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH) são os grandes responsáveis por estimular os ovários no processo ovulatório, mas diversas alterações endócrinas, decorrentes de doenças ou do estilo de vida, podem interferir na secreção adequada dessas substâncias.

As causas mais frequentes das alterações hormonais e, por consequência, da anovulação incluem:

  • síndrome dos ovários policísticos (SOP): caracterizada pelo aumento da concentração de hormônios masculinos, o que dificulta o processo de foliculogênese (desenvolvimento dos folículos ovarianos);
  • resistência à insulina;
  • alterações no funcionamento da glândula suprarrenal;
  • distúrbios da tireoide: tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem alterar os níveis dos hormônios que participam da ovulação;
  • hiperprolactinemia: níveis elevados de prolactina (hormônio relacionado à produção de leite materno) podem inibir a secreção das substâncias que estimulam os ovários;
  • alterações extremas no peso corporal, como obesidade ou magreza excessiva, assim como transtornos alimentares, podem desregular a ação do eixo hipotálamo-hipófise, responsável pela secreção de FSH e LH;
  • o uso de determinados medicamentos e esteroides anabolizantes, algumas doenças crônicas e o estresse intenso também podem interferir no equilíbrio hormonal e na função ovulatória e provocar distúrbios enzimáticos mais raros.

A insuficiência ovariana prematura é outra condição associada à anovulação crônica. Ela consiste na falência dos ovários antes dos 40 anos. Pode ser causada por fatores genéticos, tratamentos médicos, como quimioterapia e radioterapia, ou causas desconhecidas.

Como chegar ao diagnóstico das causas da anovulação?

Para diagnosticar as condições subjacentes à anovulação, o primeiro passo é a avaliação dos sinais e sintomas. Além da irregularidade menstrual, a mulher pode ter manifestações de alterações hormonais, por exemplo: queda de cabelo e crescimento de pelos em locais atípicos, que são apresentações clínicas comuns na SOP.

Em seguida, são solicitados exames laboratoriais para verificar os níveis hormonais e ultrassonografia pélvica transvaginal para avaliar as condições dos ovários. De acordo com os resultados desses exames, e de outros que forem necessários, o médico prescreve o tratamento das condições subjacentes.

As opções terapêuticas podem incluir:

  • ajustes no estilo de vida, como perda de peso corporal em casos de sobrepeso e obesidade;
  • uso de medicamentos hormonais;
  • tratamento dos distúrbios específicos associados, como o hipotireoidismo, hiperprolactinemia e disfunções da suprarrenal.

Quando as condições que causam alterações hormonais são tratadas, a mulher pode restaurar sua função ovulatória regular. Se a dificuldade de concepção persistir ou houver fatores mais complexos de infertilidade conjugal associados, as técnicas de reprodução assistida são alternativas.

A estimulação ovariana é uma importante técnica para promover o desenvolvimento e o amadurecimento dos óvulos. Ela pode ser empregada tanto em tratamentos de baixa complexidade (coito programado e inseminação artificial) quanto na fertilização in vitro (FIV).

Os tratamentos de reprodução assistida são personalizados, definidos após a investigação diagnóstica das causas de infertilidade do casal, que podem envolver fatores femininos e masculinos. Com base nisso, as técnicas mais apropriadas para cada caso são escolhidas.

Por exemplo: se o casal não apresentar nenhuma causa de infertilidade além da anovulação e a mulher for jovem (menos de 35 anos) e com tubas uterinas saudáveis, é possível tentar a gravidez com a indução da ovulação associada ao coito programado ou à inseminação artificial.

Os casais diagnosticados com disfunção ovulatória mais outras condições, como idade materna avançada, infertilidade masculina ou obstrução tubária, podem ter resultados melhores com a FIV.

Identificar quais doenças estão por trás da anovulação é um passo importante para quem deseja engravidar. Para isso, comece buscando avaliação em uma clínica especializada para realizar os exames necessários e saber mais sobre as opções de tratamento.

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