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O que são células NK?

O que são células NK?

As células NK desempenham papéis fundamentais para o corpo humano, especialmente na ação de defesa contra doenças, como cânceres, a herpes e a hepatite.

Representa um dos principais mecanismos de vigilância e ataque contra células estranhas, isto é, contra agentes externos ao organismo, do sistema imunológico.

As células NK ficam em diversos tecidos do corpo humano e estão presentes também no endométrio, camada interna uterina, onde ocorre a nidação, isto é, a implantação do embrião após uma fecundação de sucesso.

Por esse motivo, pesquisadores, médicos e pacientes da reprodução assistida se questionam se as células podem influenciar, de algum modo, a fertilidade feminina.

O objetivo principal deste texto é conceituar o que são células NK e esclarecer qual é o seu papel no organismo, além de comentar um pouco sobre sua relação com quadros de infertilidade.

Se você tem dificuldades para engravidar, acompanhe o artigo e saiba mais sobre o assunto.

O que são células NK?

As células natural killer (NK), ou células exterminadoras naturais, são unidades grandes e de aparência granular com origem em linfoblastos, ou seja, na medula óssea.

As células NK são, portanto, um linfócito, glóbulo branco, o que significa que são componentes inatos do sistema imunológico e que estão relacionadas à defesa do corpo humano contra moléculas e células estranhas ao organismo.

São, ainda, citotóxicas, ou seja, possuem a capacidade de destruir outras células. Os pequenos grânulos em seu interior possuem substâncias que atacam, quando percebem um mau funcionamento em alguma unidade do organismo.

Para isso, as células NK não precisam ter um reconhecimento prévio do agente externo. É parte das ações de imunidade inata do organismo, isto é, já nascem com as pessoas e não necessitam de substâncias exteriores para agir.

Qual a função das células NK no organismo?

As células NK são muito importantes para o corpo porque notam a presença de células tumorais e infecções virais precocemente.

É papel do sistema imune, afinal, destruir a evolução de patologias e, nesse contexto, as células cumprem essa função.

Assim que nota a presença de agentes estranhos, as células NK agem e evitam a progressão.

Os agentes estranhos não precisam ser, necessariamente, vírus e outras infecções. As células NK também podem atacar unidades de órgãos transplantados e até do próprio corpo humano, na hipótese de modificações que podem levar a um câncer.

Quando as células NK percebem que uma molécula específica na superfície das células apresenta uma alteração, elas ativam um receptor capaz de liberar proteínas que matam a unidade infectada e, assim, evita a proliferação.

Existe relação entre as células NK e a fertilidade da mulher?

O sistema imunológico, como um todo, está sempre em vigilância para defender o organismo de qualquer agente externo que possa ser nocivo.

As células NK integram o sistema e, portanto, pesquisadores tentam entender se existe alguma influência na fertilidade feminina. O embrião é, afinal, um corpo estranho ao útero que carrega, também informações genéticas do pai ou de um doador.

É natural a presença das células NK no endométrio, mas a ciência ainda não determinou a quantidade que representa um equilíbrio ideal a nível uterino. Portanto, são necessários mais estudos para definir o potencial da influência do sistema imune no prognóstico de uma gestação.

Além disso, embriões possuem uma molécula que pode ser reconhecida pelas células NK e, assim, evitar a ação de destruição. No entanto, na hipótese de uma ação exagerada, seria possível que as células influenciassem negativamente o potencial reprodutivo feminino.

As células NK são, em resumo, muito importantes para o corpo humano, pois integram o sistema imunológico e são capazes de destruir doenças, como a herpes e cânceres, precocemente. Sem precisar de informação prévia, percebem quando há alguma alteração provocada por um vírus, por exemplo, e se unem à célula infectada, causando sua destruição.

Por estar também no endométrio, estuda-se a sua influência sobre a fertilidade feminina. No entanto, ainda não se conhece o equilíbrio ideal e essa suposição estaria relacionada a uma ação exacerbada, portanto, novos estudos são necessários para defender essa hipótese.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


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