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Avaliação da reserva ovariana: quando é feita?

Por Equipe Origen

Publicado em 02/04/2025

Compreender a reserva ovariana é importante para as mulheres que estão planejando engravidar, especialmente porque esse estoque de óvulo diminui à medida que as mulheres se aproximam da menopausa e pode ser afetado por doenças ao longo da vida reprodutiva.

Nesse contexto, a avaliação da reserva ovariana é um conjunto de exames cujos resultados combinados ajudam a estimar a fertilidade de uma mulher e, mais especificamente, elencar possíveis motivos para isso.

Neste artigo, vamos explicar qual o melhor momento para realizar a avaliação da reserva ovariana e mostrar como esse conjunto de exames é feito.

O que é a reserva ovariana?

A reserva ovariana é um conceito que se refere à quantidade e à qualidade dos óvulos disponíveis nos ovários de uma mulher, e sua formação ocorre exclusivamente antes do nascimento, quando os ovários do feto feminino desenvolvem uma quantidade significativa de folículos, que contêm os óvulos. Por isso, essa reserva é finita e, ao longo da vida, vai diminuindo até desaparecer na menopausa.

Desde o nascimento, a mulher perde centenas a milhares de óvulos todos os meses e essa reserva ovariana continua a ser consumida com o início dos ciclos menstruais regulares. A cada ciclo, um número de folículos é recrutado para potencialmente se desenvolver, dos quais apenas um se tornará o óvulo maduro que será liberado durante a ovulação. Os folículos restantes, que não são selecionados, acabam sendo absorvidos. 

A diminuição da reserva ovariana é mais acentuada após os 35 anos, quando a quantidade e a qualidade dos óvulos tendem a cair significativamente, impactando não apenas as chances de concepção, mas também pode aumentar o risco de problemas genéticos nos embriões.

Nesse contexto, compreender a formação e a natureza finita da reserva ovariana é importante que as mulheres possam planejar a maternidade com segurança e liberdade, contando inclusive com a preservação da fertilidade, uma alternativa interessante para quem deseja postergar a gravidez.

Quando a avaliação da reserva ovariana pode ser feita?

A avaliação da reserva ovariana pode ser feita em diferentes momentos da vida de uma mulher, sendo uma ferramenta importante para entender sua saúde reprodutiva. Uma das principais ocasiões em que essa avaliação é realizada é no planejamento da gravidez. 

Para mulheres que desejam engravidar, especialmente em idades mais avançadas, conhecer a reserva ovariana ajuda a tomar decisões mais informadas sobre o melhor momento para tentar conceber. 

Além disso, a avaliação da reserva ovariana é recomendada para mulheres que enfrentam dificuldades para conceber, mesmo antes dos 35 anos. Se, após um período de um ano tentando engravidar sem sucesso, há suspeita de que a fertilidade possa estar comprometida, os médicos podem solicitar essa avaliação para obter um panorama da saúde dos ovários. 

Outro momento em que a avaliação é indicada é em casos de condições médicas que afetam a fertilidade, como endometriose ovariana (endometrioma) ou SOP (síndrome dos ovários policísticos). Nessas situações, o exame da reserva ovariana auxilia na compreensão da extensão do impacto dessas doenças nos ovários e na capacidade reprodutiva da mulher. 

Em casos de tratamentos de câncer, como quimioterapia ou radioterapia, que podem comprometer os ovários, a avaliação da reserva ovariana pode preceder a preservação oncológica da gravidez, uma estratégia para se ter filhos após o fim dos tratamentos oncológicos.

Entendemos que toda mulher acima de 28-30 anos, ao realizar sua ultrassonografia ginecológica de revisão, deve conversar com seu médico sobre a avaliação da reserva ovariana por meio da contagem de folículos antrais, que explicaremos posteriormente.

Entenda melhor como a avaliação da reserva ovariana é feita

Existem dois principais métodos usados na avaliação da reserva ovariana: a contagem de folículos antrais por ultrassonografia e a dosagem do hormônio antimülleriano (HAM). Esses exames podem ser avaliados em conjunto ou separadamente, mas a combinação de seus resultados fornece uma estimativa da quantidade de óvulos disponíveis para engravidar.

Contagem amostral de folículos antrais

A contagem de folículos antrais é uma técnica importante para avaliar a reserva ovariana e é realizada por meio de ultrassonografia transvaginal. Além de simples, sua eficácia é similar à do hormônio antimülleriano.

Durante esse exame, o médico visualiza os ovários e conta o número de folículos antrais, em estágio inicial de desenvolvimento, contido em um quadrante amostral. Esses folículos são os precursores dos óvulos que podem ser liberados durante a ovulação, e seu número é diretamente proporcional à quantidade de óvulos disponíveis naquele ciclo menstrual.

A contagem de folículos antrais é considerada um bom indicativo da fertilidade feminina e também da resposta ovariana em tratamentos de fertilidade, como a estimulação ovariana. Quanto maior for a contagem, maior será a probabilidade que respondam bem à medicação em tratamento de reprodução assistida.

Dosagem do HAM

A dosagem do HAM é um dos exames mais confiáveis para avaliar a reserva ovariana. Isso porque o HAM é produzido exclusivamente pelas células dos folículos em desenvolvimento nos ovários, fazendo com que seus níveis no sangue sejam um marcador direto da quantidade de óvulos disponíveis. 

Os resultados da dosagem do HAM podem ajudar a prever a resposta de uma mulher a tratamentos de fertilidade, como a estimulação ovariana, e também indicar se a reserva ovariana está comprometida pela idade ou por outras condições. Valores baixos de HAM sugerem uma diminuição na reserva ovariana, o que pode significar uma janela de fertilidade mais curta. 

Tratamentos com reprodução assistida após a avaliação da reserva ovariana

Quando os resultados da avaliação da reserva ovariana indicam uma diminuição significativa na quantidade de óvulos, a preservação da fertilidade pode ser uma escolha relevante, especialmente para mulheres que ainda não estão prontas para engravidar, mas desejam ter filhos no futuro. 

O congelamento de óvulos é a técnica mais comum utilizada para esse fim. Nesse processo, os óvulos são estimulados por medicamentos para recrutá-los e posteriormente amadurecê-los, coletados por meio de punção ovariana e, em seguida, congelados para uso posterior. 

Isso permite que a mulher mantenha suas chances de engravidar com mais segurança em um momento mais adequado, mesmo que a reserva ovariana continue a diminuir com o passar do tempo.

Para mulheres que desejam engravidar imediatamente, independentemente da idade, e estão enfrentando dificuldades nesse processo, a avaliação da reserva ovariana também auxilia na escolha entre tratamentos de reprodução assistida, como a IA (inseminação artificial) ou a FIV (fertilização in vitro)

Entenda como funcionam outras dosagens hormonais tocando neste link.

Importante Este texto tem apenas caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. Atualizamos nosso conteúdo com frequência, mas o conhecimento médico e a ciência evoluem rapidamente, por isso alguns conteúdos podem não refletir as informações mais recentes. Dessa forma, a consulta médica é o melhor momento para se informar e tirar dúvidas. Além disso, podem existir diferenças plausíveis baseadas em evidências científicas nas opiniões e condutas de diferentes profissionais de saúde.

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