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Coito Programado: entenda mais sobre esse tratamento de infertilidade

Coito Programado: entenda mais sobre esse tratamento de infertilidade

O coito programado é um tratamento de infertilidade que tem por objetivo estimular a ovulação para obter mais folículos e óvulos e orientar o casal o melhor momento para ter relação sexual. No Brasil, é realizado desde a década de 1970.

Essa estimulação dos ovários, como também é chamada, é um dos métodos menos complexos para o casal em idade reprodutiva que precisa de tratamento para infertilidade.

Entenda mais sobre esse método de fertilização e tire todas as suas dúvidas no post a seguir!

Entenda o que é e como funciona o coito programado

Inicialmente realiza-se a estimulação dos ovários para que ocorra o crescimento de mais de um folículo (2 a 3). Essa estimulação é feita com hormônios e é iniciada nos primeiros dias da menstruação. O acompanhamento da resposta ovariana é feito por ultrassonografia. Com isso, podemos identificar o número de folículos e o seu tamanho.

Quando os folículos atingem o tamanho adequado (em torno de 17 mm), administramos outro hormônio, que irá desencadear a ovulação, isto é, a rotura do folículo para liberação do óvulo.

Com isso, saberemos o momento da ovulação e indicamos o melhor momento para a relação sexual, isto é, coito programado.

Um novo ultrassom é feito três dias depois, para confirmar a ovulação, e, em alguns casos, a mulher deve usar o hormônio progesterona.

O teste de gravidez deverá ser feito duas semanas depois da ovulação.

O coito programado divide-se basicamente em três etapas: indução da ovulação, identificação do período fértil e a relação sexual no período fértil.

Veja como funciona o uso da medicação e seus efeitos adversos

A medicação utilizada no coito programado pode ser oral ou injetável, que é usada por 5 dias consecutivos.

Dois dias após o uso dos hormônios, realizamos o primeiro ultrassom para acompanhamento do crescimento dos folículos.

Quanto aos efeitos adversos da medicação, é comum que a mulher sinta desconforto na região do abdômen, inchaços e dores nas mamas, bem como irritabilidade. Mas, vale ressaltar, esses medicamentos são administrados por um curto período de tempo.

Saiba qual é a duração do tratamento

Com a medicação, o tratamento pode durar até 15 dias, considerando o início da medicação (feita no segundo ou terceiro dia do ciclo menstrual) até o dia da relação sexual programada. Depois de 15 dias, a mulher poderá realizar o teste de gravidez. Caso o resultado seja negativo, o tratamento é retomado no próximo período menstrual.

De modo geral, são feitas 3 tentativas de coito programado, se o casal não tiver sucesso. Se não houver êxito em nenhumas delas, outros tratamentos são indicados.

Preparação do coito programado e para quem ele é indicado

Assim como todo método de tratamento para infertilidade, antes de iniciar o coito programado é importante realizar exames para confirmar que as trompas estão pérvias (não obstruídas) e se o sêmen, o útero e os hormônios estejam normais.

O coito programado é uma técnica de baixa complexidade, bastante consagrada, sendo realizada há mais de 50 anos. A chance de gravidez está em torno de 15% por mês, por isso é indicado para mulheres com idade menor que 35 anos.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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