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Endometrioma: quais são os sintomas?

Endometrioma: quais são os sintomas?

O termo endometrioma corresponde à endometriose ovariana, que é caracterizada pela formação de cistos nos ovários. Apesar de ser um termo conhecido, muitas pessoas desconhecem o que ocorre nos casos de endometriose e quais os tipos da doença.

Para começar, é importante saber que o útero é dividido em três camadas: endométrio, miométrio e perimétrio. O tecido endometrial reveste a parede uterina e, em todo ciclo menstrual, se torna mais espesso para que o embrião consiga se fixar. No entanto, se não houver concepção, o endométrio passa por um processo de descamação e é eliminado com a menstruação.

Ao longo do post, daremos continuidade a essa explicação para que você entenda o quadro de endometriose e sua relação com o endometrioma. Continue a leitura para saber mais!

O que é endometrioma?

Como mencionamos logo nas primeiras linhas do texto, o tecido endometrial se desfaz e é expelido com o sangramento menstrual em todo ciclo sem gravidez. Quando células do endométrio se fixam foram do útero, chamamos de endometriose.

A endometriose é classificada em diferentes tipos, conforme o local e a profundidade dos implantes de células endometriais. Quando a doença atinge os ovários e provoca a formação de cistos, é chamado de endometrioma.

Apesar da origem multifatorial, fatores como histórico familiar da doença, nuliparidade e sedentarismo podem aumentar o risco para formação dos cistos ovarianos.

Felizmente, os endometriomas são cistos de caráter benigno, isto é, são bem raras as situações em que o quadro é associado a um câncer.

Quais são os sintomas do endometrioma?

Nem todas as mulheres com diagnóstico confirmado de endometrioma relatam sintomas incômodos. O quadro costuma ser assintomático, sobretudo quando os cistos medem menos do que 3 cm.

No entanto, quando o endometrioma se desenvolve, pode causar sintomas como a dor pélvica, que pode se manifestar de forma progressiva, aumentando de intensidade com o passar do tempo, principalmente durante a menstruação. Outro indício comum é a dispareunia — dor durante o ato sexual.

A dificuldade para engravidar também está associada à presença de endometrioma . Na verdade, a infertilidade feminina pode ser vista tanto como um sintoma quanto uma complicação da doença, uma vez que os cistos podem alterar a anatomia dos ovários e comprometer suas relações com as tubas uterinas.

Como são feitos o diagnóstico e o tratamento do endometrioma?

A avaliação diagnóstica parte da investigação clínica e do exame físico. Os cistos de grande dimensão podem ser detectados em consultório médico. Para confirmação do quadro, o principal exame de imagem solicitado é a ultrassonografia pélvica transvaginal. A ressonância magnética da pelve também é uma alternativa para uma avaliação.

Conforme o tamanho dos endometriomas, é definida a melhor forma de tratamento, que pode ser medicamentosa ou cirúrgica. Pacientes assintomáticas e com cistos pequenos podem fazer uso de pílulas anticoncepcionais ou colocar dispositivos intrauterinos (DIU) de base hormonal, o que ajuda a regularizar o fluxo menstrual e amenizar as dores.

Para retirada dos cistos maiores é utilizada a cirurgia por laparoscopia. Dependendo do comprometimento dos órgãos, é feita uma ooferectomia — remoção unilateral ou bilateral dos ovários. No entanto, essa é uma indicação reservada para casos extremos, uma vez que afeta a fertilidade feminina de forma definitiva.

Então, se a mulher ainda tiver desejo de gravidez, médico e paciente devem dialogar para chegar a melhor decisão antes de determinar o método de tratamento.

Qual a importância da reprodução assistida no tratamento do endometrioma?

As técnicas da reprodução assistida são aplicadas no tratamento de diversas condições de infertilidade. Mulheres com endometrioma também podem se beneficiar dos recursos da medicina reprodutiva para alcançar o objetivo de engravidar.

A avaliação da reserva ovariana é um exame importante para definir a técnica mais apropriada a ser utilizada. Conforme a contagem dos folículos, somada às condições gerais do sistema reprodutor feminino, o especialista avalia se a paciente terá boas chances de êxito com os tratamentos de baixa complexidade ou se será necessário recorrer à fertilização in vitro (FIV).

A inseminação intrauterina (IIU) e a relação sexual programada (RSP) são consideradas técnicas de baixa complexidade, uma vez que a fecundação ocorre dentro do corpo da mulher. Mas para ter sucesso com esses métodos, é preciso que o organismo da paciente tenha boas respostas à estimulação ovariana.

Para ter probabilidade suficiente de gravidez com a IIU e com a RSP, outros fatores da saúde feminina devem estar favoráveis, como tubas uterinas desobstruídas e útero em perfeitas condições anatômicas.

Já a FIV é um tratamento de alta eficácia até para os casos mais graves — inclusive, a técnica apresenta taxas elevadas de gestação entre as pacientes com endometriose em estágio avançado.

Na FIV, os óvulos são aspirados dos ovários e fertilizados em laboratório. Somente depois de formado, o embrião é depositado no útero da paciente. Desse modo, a gravidez pode ocorrer mesmo se as funções ovarianas estiverem comprometidas pelo endometrioma.

Compreendeu o que é endometrioma? Leia agora o texto específico sobre endometriose e saiba mais sobre essa doença.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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