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Endometriose: veja como é feita a individualização do tratamento

Endometriose: veja como é feita a individualização do tratamento

Atualmente a endometriose é uma das doenças femininas mais prevalente no mundo todo, incluindo o Brasil, afetando milhões de mulheres. Complexa e crônica, tem como características o crescimento de um tecido semelhante ao endométrio, que reveste internamente o útero, fora do órgão, geralmente em locais mais próximos, entre eles o peritônio, os ovários, as tubas uterinas e os ligamentos uterossacros.

Muitas vezes é diagnosticada de forma incidental, a partir de exames realizados para investigar outras causas, da mesma forma que o diagnóstico pode acontecer tardiamente.

O tecido endometrial ectópico provoca um processo inflamatório, resultando na manifestação de diversos sintomas, incluindo infertilidade, embora muitas vezes a doença se apresente de forma assintomática, independentemente do estágio de desenvolvimento.

Apesar de ser complexa e crônica, a endometriose tem tratamento na maioria dos casos, possibilitando o alívio dos sintomas e a obtenção da gravidez. Para obter sucesso, entretanto, o tratamento deve ser individualizado, de acordo com as características da paciente, uma vez que a doença pode se apresentar de diferentes formas em cada mulher.

Continue a leitura até o final, conheça mais sobre a doença e entenda como é feita a individualização do tratamento.

Conheça mais sobre a endometriose e entenda a complexidade da doença

Clinicamente complexa, a endometriose é classificada em 4 estágios de desenvolvimento e, em três tipos morfológicos, a partir de critérios como quantidade e profundidade das lesões, localização, comprometimento funcional dos órgãos, presença e número de endometriomas ovarianos, que orientam o tratamento mais adequado para cada paciente.

As lesões podem se apresentar em forma de implantes, aderências ou endometriomas, um tipo de cisto ovariano preenchido por líquido amarronzado.

No primeiro estágio de desenvolvimento a doença é considerada mínima, no segundo, leve, no terceiro moderada e no quarto e último, avançada. Os três subtipos morfológicos são:

A complexidade da endometriose leva, muitas vezes, ao manejo inadequado da doença que, além de formas morfológicas diferentes, pode manifestar sintomas e prognóstico também distintos.

Por exemplo, ainda que a endometriose seja tipicamente uma doença sintomática e os sintomas geralmente se manifestam como dismenorreia, dispareunia, dor pélvica crônica e / ou infertilidade, muitas mulheres são assintomáticas, mesmo quando a doença está em estágios mais avançados.

A maioria das pacientes com endometriose apresenta apenas graus leves da doença, associada a sintomatologia leve ou moderadamente grave. No entanto, o comportamento de cada subtipo morfológico pode variar nas pacientes.

Os sintomas da endometriose não são específicos e podem estar associados a outras condições diferentes. Assim, as pacientes muitas vezes passam anos sem o diagnóstico preciso e o tratamento adequado, com um impacto negativo em sua qualidade de vida.

A endometriose, portanto, é uma condição que se apresenta como um achado incidental em mulheres assintomáticas ou como um distúrbio de tal gravidade que a qualidade de vida da paciente é comprometida. O diagnóstico para definir a extensão e localização das lesões pode ser simples e evidente, ou extremamente complexo.

O que é a individualização do tratamento e como isso é feito?

O sistema de classificação, embora oriente a pesquisa, têm valor limitado no gerenciamento do dia a dia e deve ser associado às características de cada paciente, incluindo a manifestação de sintomas e o desejo da mulher em engravidar no momento, individualizando, dessa forma, o tratamento.

A investigação inicia com o exame clínico da paciente e das possíveis manifestações. Para confirmar as suspeitas clínicas e possibilitar um diagnóstico mais preciso, são realizados diferentes exames de imagem. Os mais comuns são a ultrassonografia pélvica transvaginal com preparo especial e a ressonância magnética (RMI), que possibilitam a identificação de diferentes tipos de endometriose.

No entanto, em algumas mulheres, pode ser necessário a investigação por videolaparoscopia, um método minimamente invasivo, que proporciona a visualização direta dos implantes, cujo a versão cirúrgica também é utilizada para remoção das lesões, quando isso é necessário.

Se a mulher não desejar engravidar no momento do tratamento e manifesta apenas sintomas leves, o tratamento é realizado por medicamentos, como anti-inflamatórios não esteroides (ANES) para aliviar a dor e inflamação, e hormonais, para suspender a menstruação e minimizar os efeitos do estrogênio, hormônio que também atua no espessamento do endométrio mensalmente e, da mesma, naturalmente influencia o desenvolvimento do tecido ectópico e a manifestação de sintomas.

Porém, se os sintomas forem mais graves e a mulher desejar engravidar, a indicação pode ser cirúrgica, com o objetivo de reestabelecer as relações anatômicas entre os órgãos pélvicos. A remoção de endometriomas ou outras lesões nos ovários, por exemplo, pode comprometer a reserva ovariana, resultando em infertilidade permanente.

Algumas mulheres jovens conseguem engravidar após a cirurgia, quando isso não acontece ainda é possível obter a gravides pelo tratamento por fertilização in vitro (FIV). As técnicas de reprodução assistida também são a indicação de tratamento quando a doença está em estágios iniciais.

Endometriose, gravidez e reprodução assistida

Além da FIV, outras duas técnicas compõem o conjunto dos principais tratamentos de reprodução assistida: relação sexual programada (RSP) e inseminação artificial (IA).

Ao contrário da FIV, de maior complexidade, elas são consideradas de baixa complexidade, pois a fecundação acontece naturalmente, nas tubas uterinas, processo conhecido como ‘in vivo’. Por isso são mais indicadas quando a doença está nos estágios iniciais e o processo inflamatório ainda não provocou a formação de aderências.

Os percentuais de sucesso gestacional das duas técnicas acompanham os da gestação espontânea: entre 15% e 20% por ciclo de tratamento.

Já na FIV, a fecundação ocorre em laboratório, assim, a técnica possibilita o tratamento de mulheres com endometriose em estágios mais avançados, quando a doença tende a causar a formação de aderências nos ovários ou tubas uterinas, o que resulta em obstruções, impedindo a liberação do óvulo ou a captação dele pelas tubas para que a fecundação aconteça.

Nesta técnica, os óvulos são previamente coletados e selecionados, contornando, dessa forma, os problemas de obstruções ovarianas, e os embriões formados na fecundação, transferidos para o útero para que ocorra a implantação e desenvolvimento da gravidez. Ou seja, as tubas uterinas não têm nenhuma função no processo.

Os percentuais de sucesso proporcionados pela FIV são mais expressivos, em média 50% a cada ciclo.

Siga o link e informe-se detalhadamente sobre a endometriose.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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