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Esperma e espermatozoide: existe diferença?

Esperma e espermatozoide: existe diferença?

Quando se fala de fertilidade masculina ou saúde reprodutiva do homem, é comum haver confusão entre alguns termos. Esperma, sêmen e espermatozoides, por exemplo: são a mesma coisa? Você sabe o que significa cada um deles?

Os espermatozoides são os gametas masculinos, as células que se unirão a um gameta feminino (óvulo) para formar um zigoto, primeira célula de um novo embrião. Já esperma e sêmen, são sim, sinônimos, e dizem respeito ao líquido no qual os espermatozoides estão imersos, e que facilita o seu transporte até o óvulo.

Quer saber mais sobre esses conceitos e sua importância para a reprodução humana? Então acompanhe este artigo.

O que é o esperma?

O esperma, também chamado de sêmen, é o líquido no qual estão contidos os espermatozoides. De consistência viscosa, ele é composto de fluidos produzidos pelas vesículas seminais e pela próstata. Esses fluidos têm substâncias capazes de nutrir e proteger os gametas masculinos.

O que são os espermatozoides?

Os espermatozoides são os gametas (células sexuais) masculinos. Compostos de cabeça, peça intermediária e cauda, são eles que precisam chegar até o óvulo para fecundá-lo e formar um embrião. Os espermatozoides começam a ser produzidos na puberdade, e essa produção continua por toda a vida do homem – diferentemente dos óvulos, pois a mulher já nasce com todos os gametas nos seus ovários.

Os gametas masculinos são produzidos nos testículos, duas glândulas localizadas na bolsa escrotal. De lá, eles vão para os epidídimos, canais minúsculos nos quais ficam armazenados e passam por uma fase de amadurecimento. Depois, os espermatozoides seguem pelos dutos deferentes, canais que ligam os epidídimos às vesículas seminais, onde os gametas finalmente se unem ao sêmen.

Qual a importância do sêmen e dos espermatozoides para a fertilidade masculina?

Como gametas masculinos, os espermatozoides são essenciais para a fertilidade, uma vez que são eles os responsáveis por metade do DNA de um novo embrião. Sem eles não acontece a fecundação e, portanto, não há gravidez. O esperma, além de ter a função de proteger a nutrir os espermatozoides, é o líquido que os transportará e permitirá que eles cheguem até o óvulo maduro.

Durante a relação sexual, o esperma, já contendo os espermatozoides, sai pela uretra na ejaculação. Se a mulher estiver no período fértil, os espermatozoides precisam nadar até o óvulo maduro, tarefa que será facilitada pelo esperma.

Esperma e espermatozoides na reprodução assistida

As técnicas de reprodução assistida hoje são capazes de tratar diversos problemas de infertilidade masculina. Conheça alguns procedimentos realizados para tirar o melhor proveito do esperma e dos espermatozoides:

Preparação seminal

Na inseminação intrauterina (IIU), mais conhecida como inseminação artificial, que é uma técnica de baixa complexidade, o sêmen é colhido por meio da masturbação e em seguida passa por um processo em laboratório, chamado de preparação seminal.

O esperma coletado é preparado com o objetivo de selecionar os melhores espermatozoides, que serão inseridos no aparelho reprodutor feminino no momento propício para favorecer a fecundação, que acontece dentro do corpo da mulher, como em uma gravidez natural. A preparação seminal também é realizada na fertilização in vitro (FIV).

Injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI)

Na FIV, a técnica de reprodução assistida mais avançada, a fecundação ocorre em laboratório, o que significa que, além dos espermatozoides, os óvulos também são manipulados fora do corpo. De maneira geral, a fertilização é realizada por meio de uma técnica chamada de injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), por meio da qual se insere um único gameta masculino no óvulo, favorecendo a fecundação.

Inicialmente, a ICSI era indicada somente em casos de infertilidade masculina grave. No entanto, conforme a técnica foi evoluindo, seu uso passou a ser mais frequente e hoje ela é aplicada em praticamente todos os casos de FIV. Após a fertilização, os embriões gerados são mantidos em cultura, em laboratório, por até seis dias, para depois serem transferidos ao útero da mulher.

Recuperação espermática

Tanto na IIU quanto na FIV, o procedimento padrão para coleta do sêmen é a masturbação, uma vez que é um método simples e pouco invasivo. No entanto, quando o homem tem azoospermia (ausência de espermatozoides no sêmen), é possível utilizar técnicas de recuperação espermática. Elas permitem que os espermatozoides sejam extraídos diretamente dos epidídimos ou dos testículos, conforme abaixo:

É possível perceber, portanto, que tanto o esperma quanto os espermatozoides são fundamentais para a fertilidade masculina, bem como para técnicas de reprodução assistida. O exame que avalia os parâmetros relativos a eles é o espermograma.

Toque aqui para saber mais.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências