Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Gravidez ectópica na reprodução assistida

Gravidez ectópica na reprodução assistida

A gravidez ectópica é relativamente rara, porém, é uma condição grave que pode ser fatal para a mulher. Por isso, quanto antes ela for diagnosticada, melhor. Como o embrião não tem espaço para se desenvolver fora do útero, esse tipo de gestação é inviável e precisa ser interrompida. Em casos graves, a paciente pode ter a sua tuba uterina rompida, diminuindo as suas chances de engravidar naturalmente no futuro.

Muitas pessoas têm dúvidas sobre a gravidez ectópica, principalmente sobre por que ela acontece e se as técnicas de reprodução assistida podem minimizar os seus riscos. Pensando nisso, neste texto vamos mostrar a relação entre a gravidez ectópica e a reprodução assistida.

Boa leitura!

O que é gravidez ectópica?

O termo ectópico significa “em local anormal”, ou seja, a gravidez ectópica ocorre com a implantação e o desenvolvimento do embrião fora do útero. Na grande maioria dos casos, nas tubas uterinas, mas também pode acontecer nos ovários, na região abdominal e, muito raramente, no fígado.

Em condições normais, após a fecundação o embrião segue da tuba uterina em direção ao útero para se implantar no endométrio e iniciar a gestação. Porém, se ele se fixar em outro local chamamos de gravidez ectópica.

Essa gestação não é capaz de evoluir porque o único local onde o embrião tem espaço e nutrientes para se desenvolver é no útero. Por isso, ela deve ser interrompida o quanto antes para que a paciente não corra o risco da tuba uterina se romper e provocar uma hemorragia que pode ser fatal.

Na maioria dos casos é impossível prever a gravidez ectópica, sendo a melhor forma de preveni-la manter uma consulta anual com o ginecologista para identificar possíveis problemas de saúde. Quando os primeiros sintomas da gravidez ectópica aparecem, principalmente sangramento vaginal e dor, a mulher deve procurar ajuda médica com urgência.

Quais são os riscos da gravidez ectópica?

A gravidez ectópica é uma condição grave e deve ser tratada com emergência por conta dos seus riscos para a saúde da mulher. Em geral, a suspeita de gravidez ectópica ocorre entre a 6ª e a 10ª semana de gestação.

Ela acontece devido a processos inflamatórios nas tubas uterinas, o que altera o seu funcionamento e dificulta a trajetória do embrião até o endométrio. Esses danos estão associados a alguns fatores de risco, entre eles:

O tratamento da gravidez ectópica depende de vários fatores, como o tempo de gestação, a gravidade dos sintomas e a saúde da paciente. Entre as alternativas, há a conduta expectante, que consiste em esperar e acompanhar, o tratamento medicamentoso e o cirúrgico.

A opção com mais riscos para a mulher é a cirurgia, indicada para os casos mais graves. Ela consiste em remover a gravidez ectópica e, em muitos casos, a tuba uterina. A decisão deve ser tomada de forma individual, considerando o desejo da paciente de engravidar no futuro e saúde da tuba uterina que foi afetada.

Nos casos de emergência em que a mulher corre risco de vida por conta do rompimento da tuba, a cirurgia é realizada o quanto antes para estancar o sangramento, remover a gravidez e a tuba uterina.

É possível ter uma gravidez ectópica na reprodução assistida?

Mesmo nos casos em que a paciente teve uma das tubas uterinas retiradas devido à gravidez ectópica, ainda é possível que ela consiga engravidar naturalmente. Porém, caso apresente alguma dificuldade, o casal pode recorrer à reprodução assistida.

Um ponto importante é que a gravidez ectópica pode ocorrer tanto na gestação natural, quanto na reprodução assistida. Com relação a essa última, a probabilidade é menor porque a mulher passa por uma avaliação detalhada de tudo o que poderia atrapalhar a gestação antes do tratamento. Apesar de a preparação não eliminar as chances de uma gravidez ectópica acontecer.

Entre as técnicas de reprodução assistida, a mais indicada para pacientes com histórico de gravidez ectópica é a fertilização in vitro (FIV). Ela é classificada como de alta complexidade por utilizar métodos mais modernos e ter a maior taxa de sucesso.

Para realizá-la, os gametas do casal são coletados e preparados, para que apenas os mais saudáveis participem do processo. A fecundação é realizada no laboratório por meio da técnica ICSI, em que o espermatozoide é inserido diretamente no óvulo. Assim, as tubas uterinas não têm função. Os embriões formados, após serem cultivados alguns dias, são transferidos ao útero para implantar naturalmente.

A gravidez ectópica ocorre fora do útero, principalmente, nas tubas uterinas. Nesses casos, a gravidez não evolui e deve ser interrompida. Após o ocorrido, se o casal estiver com dificuldade para engravidar, é possível recorrer à FIV.

A gravidez ectópica, pode ocorrer tanto nos casos de gestação natural, quanto por reprodução assistida. Por isso, é fundamental que a paciente mantenha as consultas em dia para que a condição seja detectada o mais rápido possível, evitando riscos para a saúde da mulher.

Para conhecer outras situações em que a FIV aumenta as chances de gravidez, toque aqui

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x