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O que é espermatozoide e qual sua função na fertilidade?

O que é espermatozoide e qual sua função na fertilidade?

O sistema reprodutor masculino é constituído por testículos, epidídimos, ductos deferentes e ejaculatórios, glândulas acessórias, uretra e pênis. Cada órgão tem importante função no processo que envolve a produção dos espermatozoides, o transporte dos gametas pelo trato reprodutivo e a formação do líquido seminal. Portanto, a fertilidade masculina depende do funcionamento adequado desse sistema.

Os espermatozoides são produzidos nos testículos, sob estímulo dos hormônios sexuais. Depois disso, ficam armazenados nos epidídimos, ductos adjacentes aos testículos, onde também passam pelo processo de amadurecimento e aquisição de mobilidade.

Quando o homem é estimulado sexualmente, os espermatozoides saem dos epidídimos e percorrem os canais deferentes para se unirem aos líquidos produzidos pela próstata e pelas vesículas seminais. O sêmen, então composto pelos gametas, flui pelo ducto ejaculatório, que se abre na uretra. Por fim, o líquido seminal passa pelo canal uretral e é expelido durante a ejaculação.

Agora, acompanhe as informações deste post e saiba mais sobre o papel dos espermatozoides na reprodução humana!

O que é espermatozoide?

O gameta masculino é chamado de espermatozoide. Trata-se da célula sexual necessária para se unir ao óvulo — gameta feminino — durante o processo de reprodução sexuada dos seres humanos. Milhões de células como essa são produzidas nos testículos e liberadas com a ejaculação.

Quando um casal pratica relações sexuais sem nenhum método de contracepção nos dias do período fértil da mulher — em torno do dia da ovulação —, os espermatozoides são ejaculados dentro do corpo da parceira e progridem pelo trato reprodutivo feminino até chegarem às tubas uterinas, onde um óvulo estará à espera para ser fertilizado.

O espermatozoide maduro é constituído por três partes: a cabeça, em formato oval, que contém o núcleo com o material genético da célula; a peça intermediária, composta por mitocôndrias que produzem energia para a movimentação do gameta; e a cauda longa que facilita a mobilidade.

Diversas condições podem interferir na concentração ou na qualidade espermática e estabelecer um quadro de infertilidade. Assim, somente uma análise por espermograma é capaz de identificar se existem alterações na quantidade, na motilidade ou na morfologia dos gametas.

Como os espermatozoides são produzidos?

Os hormônios folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH) são considerados gonadotróficos, pois atuam sobre as gônadas, que são as glândulas produtoras de gametas — testículos, no homem, e ovários, nas mulheres. Assim, as gonadotrofinas FSH e LH ativam a produção de testosterona, principal hormônio masculino, e essas três substâncias juntas atuam na espermatogênese (produção de espermatozoides).

O processo de espermatogênese ocorre nos túbulos seminíferos, estruturas que ficam dentro dos testículos. Inicialmente, as células germinativas do homem dão origem às espermatogônias, as quais se dividem e formam os espermatócitos. Estes, por sua vez, passam por meioses (divisão celular) e originam as espermátides, que resultam na formação dos espermatozoides.

São necessários mais de 60 dias para que uma espermatogônia chegue ao estágio de um espermatozoide maduro. É nos epidídimos, ainda sob estímulo dos hormônios, que os gametas amadurecem e ganham motilidade. Aqueles que se movem de forma direcional e progressiva são mais viáveis para percorrer as barreiras do sistema reprodutor feminino e alcançar o óvulo.

Da mesma forma que a motilidade, a morfologia do espermatozoide é fundamental para o processo reprodutivo. Alterações morfológicas como mais de uma cauda, duas cabeças ou tamanho anormal podem ocorrer em um percentual das células, reduzindo seu potencial de fecundação. Quanto à quantidade de gametas necessários para a reprodução espontânea, espera-se que uma amostra de sêmen apresente pelo menos 20 milhões por ml.

Qual é a função do espermatozoide na fertilidade?

Uma vez que o espermatozoide é a célula reprodutora masculina, sua função é dar origem a um novo ser humano a partir da fusão com o óvulo. Assim, milhões de gametas se movimentam desde o cérvix, passando pelo útero, até chegar às tubas uterinas.

O gameta mais ágil consegue fecundar o óvulo. A união entre as duas células dá origem ao zigoto, que se desenvolverá até se tornar um blastocisto — estágio embrionário em que ocorre a implantação.

Assim, vemos que o espermatozoide — tanto quanto o óvulo — é uma célula de importância ímpar na formação de um ser humano. A fusão dos dois gametas envolve o conceito de variabilidade genética, ou seja, cada indivíduo recebe uma carga genética única, sendo metade advinda de cada progenitor.

Como os espermatozoides são utilizados na reprodução assistida?

Na reprodução humana assistida, sobretudo na fertilização in vitro (FIV), a união dos gametas ocorre de forma diferente em relação ao processo reprodutivo natural. Nesse caso, amostras de sêmen são colhidas e passam por preparo seminal — técnica que garante a seleção dos espermatozoides com boa morfologia e motilidade.

Antes de iniciar o tratamento de reprodução, o casal realiza vários exames para identificar se existem fatores de infertilidade feminina, masculina ou de ambos. Dentre eles, o espermograma revela possíveis alterações espermáticas, como a azoospermia, que significa ausência de espermatozoides no ejaculado.

Quando há alterações leves, em termos de morfologia e motilidade, o casal pode tentar a gravidez com a inseminação artificial. Isso porque as técnicas de preparo seminal ajudam a obter os espermatozoides de melhor qualidade, mas ainda assim são necessários milhões deles para que a fecundação possa acontecer.

Os casos mais graves, como azoospermia, são encaminhados para a FIV com injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). Trata-se de um tratamento avançado que envolve procedimentos de recuperação espermática para colher os gametas dos testículos ou epidídimos.

No momento da fertilização com ICSI, não são necessários milhões de espermatozoides, basta um único gameta para cada óvulo. A técnica requer um microscópio de alta resolução que permite a ampliação da imagem em mais de 400 vezes. Assim, é possível observar detalhes na morfologia das células e detectar possíveis defeitos que prejudicariam a fertilização ou a qualidade do embrião.

Agora que você já sabe sobre a importância do espermatozoide no processo reprodutivo, confira nosso texto completo que explica o que é fertilização in vitro!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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