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O que é zigoto?

O que é zigoto?

O zigoto é a primeira célula que se forma na união entre os gametas masculino e feminino, portanto representa o estágio mais inicial do desenvolvimento do embrião. Antes que essa célula se forme, há todo um mecanismo que acontece no sistema reprodutor da mulher e do homem para desenvolver e amadurecer as células sexuais — os óvulos e espermatozoides.

Na mulher, a gametogênese (produção dos gametas) ocorre ainda na vida intrauterina, durante o desenvolvimento do feto feminino. A menina, então, já nasce com os ovócitos armazenados em folículos ovarianos, os quais serão recrutados pelo organismo para crescer e se desenvolver em cada ciclo menstrual.

O número de óvulos guardados é chamado de reserva ovariana e, no início da puberdade, gira em torno de 300 a 400 mil. Como não há nova produção ao longo da vida da mulher, esse número reduz mês após mês, até cessar. Pouco antes dos 40 anos, a quantidade de óvulos já é escassa e as chances de uma gravidez natural diminuem progressivamente.

Os gametas masculinos, ao contrário, são produzidos continuamente durante a vida fértil do homem. São necessários milhões de espermatozoides no líquido ejaculado para conseguir uma concepção espontânea. Essas células sexuais são produzidas nos testículos, sob influência de hormônios como a testosterona, e percorrem os demais órgãos reprodutores para se juntar ao líquido seminal e prostático, formando o sêmen.

Partindo dessas informações, veremos, ao longo deste post, o que é o zigoto, como ele se forma e quais são as demais etapas do processo inicial da reprodução humana.

Como a fecundação ocorre?

A ovulação é o primeiro passo para que a fecundação aconteça. Isso ocorre a partir da ação de vários hormônios. Primeiramente, o hipotálamo secreta o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) que, por sua vez, estimula a hipófise a liberar os hormônios folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH).

O FSH é o principal responsável pelo crescimento dos folículos ovarianos. Quando estes estão no ponto ideal de desenvolvimento, ocorre um pico de LH que provoca um pico pré-ovulatório. Com isso, o folículo dominante — aquele que mais se desenvolveu — se rompe para libertar o óvulo, caracterizando o momento da ovulação.

O óvulo liberado pelo ovário é capturado pelas fímbrias da tuba uterina, que o conduz ao seu interior. Ali na tuba, o gameta feminino permanece por até dois dias e, durante esse período, poderá ser fecundado.

Em resposta aos estímulos da relação sexual, os espermatozoides — que foram produzidos pelos testículos e ficam armazenados nos epidídimos — percorrem os canais deferentes e chegam à próstata, onde se unem aos fluídos prostáticos e ao líquido das vesículas seminais. No momento da ejaculação, os gametas unidos ao sêmen são conduzidos pela uretra e depositados no fundo da vagina, próximos ao cérvix (colo do útero).

No corpo da mulher, os espermatozoides encontram a passagem do cérvix, ascendem pelo útero e se movem em direção às tubas uterinas, onde o óvulo estará à espera. Apenas os gametas com boa motilidade chegam até a célula feminina. Ainda assim, vários espermatozoides conseguem se ligar à superfície do óvulo, mas somente um atravessa sua membrana de proteção — chamada de zona pelúcida —, caracterizando a fertilização.

O que é zigoto?

Zigoto é o primeiro estágio do desenvolvimento embrionário. Trata-se de uma célula única, resultante da fusão dos gametas masculino e feminino. As fases da formação do zigoto são as seguintes:

  1. o espermatozoide passa pela corona radiata do oócito;
  2. o espermatozoide penetra a zona pelúcida, modifica suas propriedades físicas (reação zonal) e a torna impermeável para outros gametas masculinos;
  3. as membranas plasmáticas das células masculina e feminina se fundem e o espermatozoide entra no citoplasma do óvulo;
  4. os pronúcleos feminino e masculino se formam e replicam o DNA dos gametas;
  5. os pronúcleos se fundem e ocorre a agregação dos cromossomos paternos e maternos — 23 de cada, totalizando 46.

O zigoto é a primeira célula de um novo ser e já apresenta constituição genética única, resultante da variação de espécie que acontece a partir da mistura cromossômica dos progenitores. A formação do zigoto marca o início do desenvolvimento do embrião, que segue com a fase de clivagem (processo de divisões celulares).

Como ocorre o desenvolvimento embrionário?

O desenvolvimento embrionário começa com a fecundação e a formação do zigoto. Em seguida, começam as clivagens, que consistem em repetidas divisões mitóticas. Esse processo de divisão celular leva a um rápido aumento na quantidade de células do embrião, chamadas blastômeros. Quando apresenta entre 16 e 32 células, o zigoto já é considerado mórula.

Durante as clivagens, o embrião se desloca pela tuba uterina até chegar na parte póstero-superior do útero, onde deverá se implantar no endométrio. A implantação ocorre cerca de 6 dias após a fecundação — quando o zigoto já se transformou em blastocisto — marcando o início da gestação. No ambiente intrauterino, o embrião (depois chamado de feto) continuará a se desenvolver de forma ininterrupta, até a completa formação biológica do novo ser humano.

Quer saber como é a formação do zigoto e o desenvolvimento embrionário nos tratamentos de reprodução assistida? Leia nosso texto sobre fertilização in vitro e entenda como isso ocorre!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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