Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 99650-0786 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

O que são folículos ovarianos?

O que são folículos ovarianos?

Um importante marcador da fertilidade feminina, a reserva ovariana se refere à quantidade de folículos antrais que uma mulher apresenta na época em que é avaliada.

Vale dizer que esse número passa por alterações contínuas ao longo da vida — sendo que quanto menos folículos ovarianos, menor será o número de óvulos disponíveis durante um tratamento que precise de estimulação ovariana. Essa menor quantidade de óvulos poderá limitar a chance de gravidez pelo tratamento.

Ao longo deste post, vamos explorar esse tema de forma detalhada. Afinal, muito se fala sobre a importância dos óvulos no percurso da gestação, mas pouca gente sabe que os folículos ovarianos são imprescindíveis nesse processo. Continue a leitura para saber mais!

O que são folículos ovarianos?

Os folículos ovarianos são as unidades funcionais dos ovários que armazenam os óvulos e têm a capacidade de se desenvolver e liberar os óvulos (ovulação) durante o ciclo menstrual. São pequenas vesículas (“bolinhas de líquido”).

Todos os folículos que constituem a reserva ovariana de uma mulher são formados durante a vida intrauterina, isto é, durante o desenvolvimento fetal. Após o nascimento, não existe mais a produção de ovócitos, isto é, a mulher não produz óvulos durante a vida — ao contrário do homem, que continua produzindo espermatozoides durante toda a idade reprodutiva.

Assim, os folículos permanecem em repouso e, com a chegada da puberdade, passam por processos de crescimento durante os ciclos menstruais.

O número estimado de folículos ovarianos na menina recém-nascida é de cerca de 1 milhão. Mas há uma tendência natural que essa quantidade diminua continuamente, até a idade da menopausa.

Para se ter uma ideia, antes mesmo da menarca (primeira menstruação), a reserva ovariana já reduz para aproximadamente 300 mil ovócitos. Esse declínio pode ser explicado por um processo de morte celular programada.

Após a menarca, o decréscimo na quantidade de folículos ovarianos passa a ser ininterrupto. Isso porque, em cada ciclo menstrual, ocorre a perda natural de vários folículos.

Que percurso os folículos seguem durante o ciclo menstrual?

A cada mês, os folículos ovarianos passam por vários estágios de desenvolvimento, conforme as fases do ciclo menstrual. No início do ciclo, o folículo começa seu desenvolvimento estimulado pelo hormônio folículo-estimulante (FSH).

O crescimento folicular ocorre até que o folículo atinja aproximadamente 2 cm. Nessa fase, o folículo produz o hormônio estrogênio, que inicia o preparo do endométrio para receber a gravidez.

Na segunda fase, a ovulação, o hormônio luteinizante (LH) é produzido até atingir seu pico de concentração, e determina o rompimento do folículo ovariano para liberar os óvulos. Por último, ocorre a fase lútea, na qual o folículo rompido se transforma em corpo-lúteo, com a função de produzir progesterona e terminar de preparar o endométrio para receber um embrião.

Em todo esse processo, vários folículos são recrutados, mas, em geral, somente um chega ao estágio final de maturação para liberar o óvulo, sendo definido como o folículo dominante. Os demais folículos que começaram a se desenvolver, mas não chegaram à fase final, são perdidos. E assim ocorre ciclo após ciclo, resultando na redução progressiva da reserva ovariana.

Ao final, para que um óvulo seja liberado, vários são perdidos, por isso a diminuição de folículos/óvulos acontece em um período tão curto, considerando-se o número inicial de óvulos. 

Qual a importância dos folículos ovarianos na reprodução assistida?

A redução do número de folículos ovarianos e, principalmente, a piora na qualidade impacta diretamente a capacidade reprodutiva da mulher. Por essa razão, existe o consenso de que tentantes com idade avançada encontram mais dificuldades para engravidar.

Além da idade, outras doenças também estão relacionadas à diminuição no número de folículos, como nos seguintes casos:

Cirurgias nos ovários para remoção de cistos e terapias usadas nos tratamentos de câncer, como a quimioterapia e radioterapia, também podem reduzir a reserva de folículos ovarianos.

Para todos os casos citados, a reprodução assistida surge como uma alternativa bem-sucedida para conseguir a gravidez. A estimulação ovariana possibilita o crescimento de vários folículos e a obtenção de um número maior de óvulos para fecundação.

Nos tratamentos de baixa complexidade — relação sexual programada (RSP) e inseminação intrauterina (IIU) — a estimulação ovariana é feita com menor intensidade, visando obter de 1 a 3 folículos apenas. Isso porque uma quantidade superior de óvulos maduros eleva os riscos de gestações múltiplas.

Na fertilização in vitro (FIV), os ovários podem passar por estimulação mais intensa, pois existe uma série de etapas controladas até chegar no momento da transferência dos embriões para o útero. Nesse percurso, muitos gametas podem ser descartados devido à baixa qualidade.

Os folículos ovarianos são, portanto, estruturas fundamentais no processo de ovulação natural, bem como nas técnicas de reprodução assistida. Vale lembrar que para acompanhar a quantidade de folículos disponíveis, antes de iniciar algum tratamento especializado, é importante realizar a avaliação da reserva ovariana.

Este post trouxe informações úteis? Ajude a divulgar o conhecimento e compartilhe nosso conteúdo em suas redes sociais!

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências