Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 99650-0786 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

O que são gametas e qual sua importância para a fertilidade?

O que são gametas e qual sua importância para a fertilidade?

Gametas são células especiais que contêm a metade do número de cromossomos (23) presentes nas células do organismo. Assim, a fusão de dois gametas tem o potencial de formar um novo conjunto de células (embrião) com o número completo de cromossomos (46), que, por sua vez, têm o potencial de formar um novo indivíduo.

Para que haja uma gravidez, é preciso que ocorra a união dos gametas feminino (óvulo) e masculino (espermatozoide). Mas para que isso efetivamente aconteça, é necessário que os sistemas reprodutores tanto da mulher quanto do homem estejam em perfeito funcionamento.

Distúrbios hormonais, infecções e outras doenças são capazes de prejudicar o desenvolvimento e produção desses gametas, diminuindo sua quantidade e/ou qualidade e, consequentemente, provocando infertilidade. Continue a leitura para entender o papel dos óvulos e espermatozoides na reprodução humana.

O que são gametas?

Gametas são as células reprodutivas e, sem elas, não há como pensar na continuidade dos seres vivos do nosso planeta. Nos seres humanos, os gametas femininos são os óvulos e os masculinos, os espermatozoides.

É a partir da união deles que se forma o ovo ou zigoto, primeira célula, que começará a se dividir, dando origem a um embrião. Entenda abaixo um pouco mais sobre os gametas femininos e masculinos.

Óvulos

Os óvulos são produzidos ainda na fase intrauterina, ou seja, quando a menina está se desenvolvendo no útero da mãe. Ao nascer, a mulher já conta com todos os óvulos que terá pelo resto da vida e, ao longo do tempo, a chamada reserva ovariana (“estoque” de óvulos presentes nos ovários) vai diminuindo, até terminar na menopausa, por volta dos 50 anos de idade.

Além de diminuírem em quantidade, os óvulos perdem qualidade com o tempo, por isso a fertilidade da mulher cai com a idade, especialmente a partir dos 35 anos.

Espermatozoides

Diferentemente dos óvulos, os espermatozoides começam a ser produzidos na puberdade, e essa produção segue de forma contínua, até o fim da vida do homem. Algumas doenças e condições, no entanto, podem prejudicar a produção dos gametas masculinos ou seu transporte pelo aparelho reprodutor do homem, afetando a sua quantidade e/ou qualidade.

O que pode prejudicar os gametas?

Tanto homens quanto mulheres podem ser acometidos por doenças ou condições que prejudicam a produção, transporte, qualidade, desenvolvimento ou reserva dos seus gametas. Veja abaixo alguns deles:

Mulheres

Como explicado anteriormente, a reserva ovariana das mulheres diminui naturalmente com o tempo. A quantidade, qualidade e liberação dos óvulos, no entanto, pode também ser prejudicada por outros fatores, entre eles:

Homens

Nos homens, os problemas relacionados aos espermatozoides podem afetar a produção dos gametas ou o seu transporte. Os principais são:

Os gametas na reprodução assistida

As técnicas de reprodução assistida têm por objetivo facilitar o encontro de gametas masculinos e femininos, para gerar embriões e possibilitar uma gravidez. Conheça alguns dos procedimentos realizados nessas técnicas para aumentar as chances de gestação:

Estimulação ovariana

Mesmo nas técnicas de baixa complexidade (relação sexual programada e inseminação artificial), é realizada a estimulação ovariana, tratamento à base de hormônios para propiciar o desenvolvimento de um número maior de óvulos.

Preparo seminal

Na inseminação artificial e na fertilização in vitro (FIV), o sêmen coletado, por meio da masturbação, passa por um processo laboratorial para selecionar os melhores espermatozoides.

Recuperação espermática

Em casos de azoospermia, existe a possibilidade de realizar procedimentos para extrair os espermatozoides diretamente dos testículos ou dos epidídimos.

Punção folicular

A FIV, técnica mais complexa e eficaz da atualidade, é a única em que a fertilização do óvulo pelo espermatozoide é realizada fora do corpo feminino. Para isso, os óvulos são extraídos, após a estimulação ovariana, em um procedimento de punção (aspiração) dos folículos.

ICSI

Procedimento associado à FIV, a injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI) consiste em inserir um único gameta masculino em um óvulo, facilitando a fecundação.

Doação de gametas

Quando existe ausência ou má qualidade dos gametas do homem ou da mulher, o casal pode recorrer à doação de óvulos ou espermatozoides. As regras para esse tipo de doação são estabelecidas por resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A doação de gametas também pode ser utilizada por casais homoafetivos e pessoas solteiras que venham a utilizar técnicas de reprodução assistida.

Para saber mais sobre a importância da saúde dos gametas masculinos para a fertilidade do homem, toque aqui.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências