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Orquite: como é feito o tratamento?

Orquite: como é feito o tratamento?

Assim como a mulher, o homem também pode ser acometido por uma série de doenças que levam à infertilidade. Algumas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), por exemplo, podem originar inflamações como a orquite e a epididimite e prejudicar a capacidade reprodutiva masculina.

Para compreender mais sobre a orquite, seus riscos, agentes causadores e possibilidades de tratamento, acompanhe este texto. Ao final, também vamos falar sobre como as clínicas de reprodução assistida podem ajudar nesses casos. Continue a leitura!

O que é orquite?

A orquite é um quadro inflamatório que atinge os testículos de forma uni ou bilateral. As causas do problema são diversas e a doença requer tratamento médico, uma vez que pode causar dor e desconforto, além de ocasionar a infertilidade masculina.

A inflamação pode acometer os testículos juntamente com o epidídimo — parte do sistema reprodutor masculino, caracterizada por um duto longitudinal que tem a função de armazenar e maturar os espermatozoides, bem como transportá-los durante a ejaculação. Quando isso ocorre, o quadro é chamado de orquiepididimite. Mas se a doença afetar somente o epidídimo, trata-se de uma condição denominada epididimite.

Os sintomas da orquite incluem: ejaculação e urina com sangue, dor e inchaço nos testículos e febre em alguns casos, em resposta ao quadro inflamatório.

Quais as causas da orquite?

Os agentes etiológicos podem ser vírus e bactérias. Outros problemas causadores da doença incluem torção nos testículos e traumas na região da bolsa escrotal. Veja as principais causas da orquite:

Segundo estudos sobre orquite aguda, também descrita pelos pesquisadores como escroto agudo ou torção de testículo (TT), a população mais afetada por essa doença inclui os homens com menos de 25 anos, sendo a maioria dos casos verificada em adolescentes.

Em homens com faixa etária entre a segunda e a quarta década de vida, a inflamação nos testículos e no epidídimo costuma ser mais frequentemente causada por ISTs.

Quais exames são realizados para avaliação diagnóstica da orquite?

A suspeita do diagnóstico começa com a avaliação dos sintomas que o paciente relata. Para confirmar o quadro, é necessário realizar alguns exames laboratoriais e de imagem, como:

Como é o tratamento para orquite?

O tratamento da orquite é prescrito de acordo com a sintomatologia e o agente etiológico da doença. Traumatismos, torções e quadros virais são tratados com a administração de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, além de repouso e compressas para aliviar o inchaço e as dores.

A orquite provocada por bactérias requer tratamento com antibióticos específicos, que possam anular por completo a ação dos agentes patogênicos, além das medidas analgésicas. Outra indicação médica em qualquer quadro de orquite é o uso de suportes para manter a bolsa testicular em posição elevada.

Os casos de orquite são curáveis e não costumam apresentar complicações ou deixar sequelas. Em raras situações, sobretudo se houver retardo na procura por diagnóstico e tratamento, a doença pode ocasionar atrofia testicular, formação de abcessos e lesão definitiva da gônada. Nos quadros de extrema gravidade, pode ser preciso realizar intervenções cirúrgicas para retirada dos testículos.

Medidas preventivas também são necessárias, como manter a vacinação em dia para evitar contaminação pelo vírus da caxumba e uso de preservativos para não contrair ISTs. Outra recomendação importante é fazer visitas regulares a um especialista para acompanhar qualquer alteração no aparelho genital masculino e tratar o problema desde suas manifestações iniciais.

Qual a relação entre orquite e infertilidade masculina?

A orquite, principalmente o quadro causado por caxumba, tem como consequência a infertilidade. Isso não ocorre em todos os casos, mas é importante fazer exames específicos para verificar até que ponto a saúde reprodutiva pode ter sido afetada pela doença.

Para os homens, o exame mais importante para constatar a infertilidade é o espermograma — análise laboratorial realizada para verificar a qualidade do sêmen, considerando aspectos como quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides.

Como a reprodução assistida pode ajudar nos casos de orquite?

Clínicas especializadas podem acompanhar os casos de infertilidade masculina, provocados por orquite ou por outras patologias, desde os exames iniciais até a definição da melhor forma de tratamento.

Homens diagnosticados como inférteis e que buscam tratamento juntamente com suas parceiras em clínicas de fertilidade, podem, inclusive, conhecer com mais detalhes as técnicas empregadas no campo da reprodução assistida, como: inseminação artificial e a FIV com ICSI.

A orquite, portanto, é uma doença que, assim como muitas outras condições que afetam o sistema reprodutor masculino ou feminino, pode ocasionar infertilidade. Então, os casais que desejam ter filhos devem ter atenção redobrada aos sinais e sintomas do problema e procurar acompanhamento especializado o mais breve possível.

Além das informações que você viu aqui, acesse também nosso outro texto sobre orquite e saiba mais sobre a doença!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências