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PESA, MESA, TESE e Micro-TESE: procedimentos masculinos para ter filhos

PESA, MESA, TESE e Micro-TESE: procedimentos masculinos para ter filhos

PESA, MESA, TESE e Micro-TESE são procedimentos de recuperação espermática indicados para casos graves de infertilidade masculina. Entre os fatores que podem provocar uma dificuldade para o casal engravidar estão os problemas na produção ou no transporte dos espermatozoides.

Os gametas masculinos são produzidos nos testículos — mais precisamente nos túbulos seminíferos localizados no seu interior — e armazenados nos epidídimos para finalizar o amadurecimento. No trajeto para a ejaculação, os espermatozoides passam pelos dutos deferentes e se juntam ao fluido seminal proveniente das vesículas seminais, da próstata e da glândula bulbouretral.

A ausência de espermatozoides no sêmen ejaculado é chamada de azoospermia, uma das principais causas de infertilidade masculina. Nesses casos, o casal pode recorrer à fertilização in vitro (FIV) para ter filhos, pois é a única técnica de reprodução assistida realizada em laboratório.

Continue a leitura para saber mais sobre as técnicas de recuperação espermática PESA, MESA, TESE e Micro-Tese. Vamos lá?

O que é azoospermia?

A azoospermia é uma das principais causas de infertilidade masculina, sendo caracterizada pela ausência de espermatozoides no sêmen. Ela é uma consequência de alguma doença ou condição que afeta o transporte dos gametas masculinos. Apesar da alteração no sêmen, a sua aparência continua a mesma.

Ela é classificada em 2 tipos: a obstrutiva e a não obstrutiva. A seguir, confira as principais causas e diferenças entre elas.

Azoospermia obstrutiva

A azoospermia obstrutiva é causada por doenças ou fatores genéticos que bloqueiam a passagem dos espermatozoides. Desse modo, ele não é transportado junto com o fluido seminal, deixando o sêmen sem gametas. Ou seja, o paciente produz espermatozoides, mas a presença de algum obstáculo impede que ele seja ejaculado.

As suas principais causas são a vasectomia, traumas e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), que podem provocar inflamações nos órgãos do sistema reprodutor masculino.

Azoospermia não obstrutiva

A azoospermia não obstrutiva é mais grave porque é definida por um problema na produção de espermatozoides, seja por uma queda ou falência na produção. Ela está associada a varicocele (uma dilatação anormal das veias que drenam os testículos), traumas, caxumba, anomalias genéticas, infecções, tumores, tratamentos oncológicos e outros fatores.

Quais são as técnicas de recuperação espermática?

A azoospermia tem tratamento (cirúrgico e medicamentoso), porém, ele pode não ser suficiente para reverter a infertilidade. Nesses casos, a reprodução assistida é indicada. Para fazer a coleta dos gametas e realizar o sonho de ser pai, o paciente deve recorrer à PESA, MESA, TESE ou a Micro-TESE.

A seguir, saiba mais sobre elas.

PESA

A Aspiração Percutânea de Espermatozoide do Epidídimo (PESA) é indicada para os casos de azoospermia obstrutiva e homens que fizeram vasectomia. Na PESA, os espermatozoides são coletados diretamente dos epidídimos.

O procedimento é simples, sendo realizado na própria clínica de reprodução assistida. Para isso, uma agulha fina aspira uma amostra do fluido seminal, que é analisado para confirmar a presença de espermatozoides.

MESA

A Aspiração Microcirúrgica de Espermatozoide do Epidídimo (MESA) também é indicada para homens com azoospermia obstrutiva. A coleta é feita pelos epidídimos, porém, a MESA retira uma quantidade maior de gametas em comparação com a PESA.

O procedimento é realizado em centro cirúrgico e com o auxílio de um microscópio para melhorar a visualização. O paciente é anestesiado e é feita uma incisão no escroto para que os epidídimos fiquem expostos.

TESE

A Extração de espermatozoides testiculares (TESE) é recomendada para homens diagnosticados com azoospermia não obstrutiva. A técnica é realizada por meio de uma biópsia que retira um pequeno fragmento de tecido testicular.

No laboratório, a amostra é analisada para verificar a presença de espermatozoides. A biópsia testicular é feita a olho nu e o procedimento pode ser feito na clínica de reprodução assistida ou no centro cirúrgico.

Micro-TESE

A Microdissecção testicular (Micro-TESE) é a técnica mais recomendada para os casos de azoospermia não obstrutiva. A sua taxa de sucesso é maior que a TESE porque ela utiliza um microscópio cirúrgico para ter uma visão mais precisa da região.

Os espermatozoides são coletados diretamente dos testículos por meio de uma biópsia e o tecido extraído é analisado em laboratório para verificar a presença dos gametas. O procedimento é realizado em centro cirúrgico com anestesia geral.

Como as técnicas de recuperação espermática são realizadas no contexto da FIV?

Os procedimentos de recuperação espermática PESA, MESA, TESE e Micro-TESE são indicados para casos graves de infertilidade masculina. Por isso, a FIV é a técnica de reprodução assistida mais indicada.

Para o processo, os óvulos da parceira e os espermatozoides provenientes de uma das técnicas de recuperação espermática são preparados para a fecundação. O método utilizado é o por ICSI, onde o gameta masculino é inserido diretamente no óvulo, aumentando as chances de sucesso da FIV.

Caso a técnica de recuperação espermática escolhida não tenha o resultado esperado, o casal pode optar por realizar a FIV com uma doação de sêmen.

As técnicas de recuperação espermática são compostas pela PESA, MESA, TESE e Micro-TESE. As duas primeiras são indicadas para os casos de azoospermia obstrutiva, enquanto a TESE e a Micro-TESE são recomendadas para os casos de azoospermia não obstrutivas.

As técnicas mostradas neste artigo possibilitam que homens possam ser pais, mesmo em casos graves de infertilidade. Para conhecer as vantagens e desvantagens de cada técnica, confira a nossa página sobre a recuperação espermática!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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