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Preparação seminal na FIV

Preparação seminal na FIV

O processo de fecundação, seja ele natural, seja em laboratório, é definido pela fusão do material genético do espermatozoide com o do óvulo. Para isso, o espermatozoide precisa penetrar no citoplasma do óvulo, passando a zona pelúcida e a membrana.

No tratamento pela técnica de reprodução assistida FIV (fertilização in vitro), é necessária a realização do preparo seminal para a seleção e capacitação dos espermatozoides.

O organismo feminino se prepara, a cada ciclo menstrual, para uma possível gravidez. Inicialmente ocorre o crescimento folicular com um óvulo em seu interior. Quando ele se rompe (ovulação), o óvulo é liberado e captado pela tuba uterina, onde ocorrerá a fecundação e o transporte até o útero.

Leia o texto se quer conhecer mais sobre o preparo seminal.

O que são gametas?

Gametas são as células responsáveis pela fecundação. O encontro seguido de fusão dos cromossomos do gameta masculino com o feminino caracteriza a fecundação. Ao óvulo fecundado damos o nome de zigoto. Nesse dia (dia 1), ele apresenta-se com dois pronúcleos, o que confirma que houve a fertilização. A partir do dia seguinte (dia 2), ele passa a ser chamado de embrião.

O gameta masculino é denominado de espermatozoide. Essa célula reprodutiva tem a capacidade de motilidade ativa e é anatomicamente formada por uma cabeça e uma cauda. É na cabeça que se encontram as informações do material genético que serão transmitidas para o feto.

O gameta feminino é denominado de óvulo. Eles ficam dentro dos folículos que por sua vez estão dentro dos ovários. A mulher nasce com a reserva de óvulos que terá disponível durante toda a sua vida reprodutiva, sem que haja renovação durante a vida.

Parâmetros de condições do sêmen e espermatozoides

Os espermatozoides se encontram em um líquido de cor opalescente que recebe o nome de sêmen. Esse líquido tem a função de facilitar o deslocamento desses gametas no organismo feminino para que fecundem o óvulo.

O sucesso da fecundação está diretamente ligado à qualidade dos gametas, tanto masculino quanto feminino. No caso dos espermatozoides, alguns critérios são estabelecidos para determinar sua qualidade.

Esses critérios levam em consideração a viscosidade e o volume do sêmen. Avalia a concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides.

O que pode alterar a qualidade?

Diversos fatores podem contribuir para piorar a qualidade dos espermatozoides. Um desses fatores é a presença de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como a clamídia ou a gonorreia. Tais infecções podem levar a inflamações nos testículos que afetam tanto a produção quanto a qualidade dos espermatozoides.

Hábitos alimentares, sobrepeso, uso de anabolizantes e maus hábitos como o tabaco ou o álcool também podem ter impacto negativo na qualidade dos espermatozoides.

A azoospermia é caracterizada pela ausência de espermatozoides no líquido seminal e pode ser causada por doença genética, infecção prévia e cirurgia.

O que é preparo seminal?

Por preparo seminal entende-se a manipulação laboratorial do sêmen realizada com o objetivo de selecionar e preparar os espermatozoides para que a fecundação possa ocorrer.

O preparo seminal visa, portanto, aumentar a concentração dos espermatozoides e selecionar os móveis para que sejam injetados diretamente dentro do óvulo.

Como é feita?

A manipulação laboratorial do sêmen durante a preparação seminal visa separar os espermatozoides do plasma seminal.

Essa separação permite a seleção dos espermatozoides de acordo com sua qualidade baseada nos parâmetros já estabelecidos, uma vez que os gametas que sobreviverem ao processo utilizado para a separação têm mais chances de fecundar o óvulo.

As duas técnicas mais utilizadas para a preparação seminal são a migração ascendente, (swim-up) e o gradiente descontínuo de densidade.

A primeira técnica consiste na separação dos espermatozoides de boa qualidade dos demais elementos que compõem o sêmen por meio da utilização da força centrífuga. Dessa forma, os espermatozoides móveis ascendem à superfície do líquido presente no tubo de ensaio para serem coletados.

A segunda consiste na utilização de força centrífuga para que os elementos presentes no sêmen sejam separados de acordo com diferentes gradientes de densidade. Os espermatozoides mais qualificados formam um concentrado que será utilizado na fecundação, sendo o resto do material descartado.

O preparo seminal no contexto da FIV

A FIV é a técnica de reprodução assistida que apresenta as maiores taxas de sucesso. O preparo seminal no contexto da FIV deve ser realizado logo após a coleta do sêmen, feita por meio de masturbação.

O preparo seminal permite selecionar os espermatozoides para fecundação dos óvulos aspirados após estimulação ovariana.

O preparo seminal é essencial nos procedimentos de reprodução assistida e é importante entender seu funcionamento e por que ele deve ser feito.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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