Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 99650-0786 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Preparação seminal na FIV

Preparação seminal na FIV

O processo de fecundação, seja ele natural, seja em laboratório, é definido pela fusão do material genético do espermatozoide com o do óvulo. Para isso, o espermatozoide precisa penetrar no citoplasma do óvulo, passando a zona pelúcida e a membrana.

No tratamento pela técnica de reprodução assistida FIV (fertilização in vitro), é necessária a realização do preparo seminal para a seleção e capacitação dos espermatozoides.

O organismo feminino se prepara, a cada ciclo menstrual, para uma possível gravidez. Inicialmente ocorre o crescimento folicular com um óvulo em seu interior. Quando ele se rompe (ovulação), o óvulo é liberado e captado pela tuba uterina, onde ocorrerá a fecundação e o transporte até o útero.

Leia o texto se quer conhecer mais sobre o preparo seminal.

O que são gametas?

Gametas são as células responsáveis pela fecundação. O encontro seguido de fusão dos cromossomos do gameta masculino com o feminino caracteriza a fecundação. Ao óvulo fecundado damos o nome de zigoto. Nesse dia (dia 1), ele apresenta-se com dois pronúcleos, o que confirma que houve a fertilização. A partir do dia seguinte (dia 2), ele passa a ser chamado de embrião.

O gameta masculino é denominado de espermatozoide. Essa célula reprodutiva tem a capacidade de motilidade ativa e é anatomicamente formada por uma cabeça e uma cauda. É na cabeça que se encontram as informações do material genético que serão transmitidas para o feto.

O gameta feminino é denominado de óvulo. Eles ficam dentro dos folículos que por sua vez estão dentro dos ovários. A mulher nasce com a reserva de óvulos que terá disponível durante toda a sua vida reprodutiva, sem que haja renovação durante a vida.

Parâmetros de condições do sêmen e espermatozoides

Os espermatozoides se encontram em um líquido de cor opalescente que recebe o nome de sêmen. Esse líquido tem a função de facilitar o deslocamento desses gametas no organismo feminino para que fecundem o óvulo.

O sucesso da fecundação está diretamente ligado à qualidade dos gametas, tanto masculino quanto feminino. No caso dos espermatozoides, alguns critérios são estabelecidos para determinar sua qualidade.

Esses critérios levam em consideração a viscosidade e o volume do sêmen. Avalia a concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides.

O que pode alterar a qualidade?

Diversos fatores podem contribuir para piorar a qualidade dos espermatozoides. Um desses fatores é a presença de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como a clamídia ou a gonorreia. Tais infecções podem levar a inflamações nos testículos que afetam tanto a produção quanto a qualidade dos espermatozoides.

Hábitos alimentares, sobrepeso, uso de anabolizantes e maus hábitos como o tabaco ou o álcool também podem ter impacto negativo na qualidade dos espermatozoides.

A azoospermia é caracterizada pela ausência de espermatozoides no líquido seminal e pode ser causada por doença genética, infecção prévia e cirurgia.

O que é preparo seminal?

Por preparo seminal entende-se a manipulação laboratorial do sêmen realizada com o objetivo de selecionar e preparar os espermatozoides para que a fecundação possa ocorrer.

O preparo seminal visa, portanto, aumentar a concentração dos espermatozoides e selecionar os móveis para que sejam injetados diretamente dentro do óvulo.

Como é feita?

A manipulação laboratorial do sêmen durante a preparação seminal visa separar os espermatozoides do plasma seminal.

Essa separação permite a seleção dos espermatozoides de acordo com sua qualidade baseada nos parâmetros já estabelecidos, uma vez que os gametas que sobreviverem ao processo utilizado para a separação têm mais chances de fecundar o óvulo.

As duas técnicas mais utilizadas para a preparação seminal são a migração ascendente, (swim-up) e o gradiente descontínuo de densidade.

A primeira técnica consiste na separação dos espermatozoides de boa qualidade dos demais elementos que compõem o sêmen por meio da utilização da força centrífuga. Dessa forma, os espermatozoides móveis ascendem à superfície do líquido presente no tubo de ensaio para serem coletados.

A segunda consiste na utilização de força centrífuga para que os elementos presentes no sêmen sejam separados de acordo com diferentes gradientes de densidade. Os espermatozoides mais qualificados formam um concentrado que será utilizado na fecundação, sendo o resto do material descartado.

O preparo seminal no contexto da FIV

A FIV é a técnica de reprodução assistida que apresenta as maiores taxas de sucesso. O preparo seminal no contexto da FIV deve ser realizado logo após a coleta do sêmen, feita por meio de masturbação.

O preparo seminal permite selecionar os espermatozoides para fecundação dos óvulos aspirados após estimulação ovariana.

O preparo seminal é essencial nos procedimentos de reprodução assistida e é importante entender seu funcionamento e por que ele deve ser feito.

Compartilhe esse texto em suas redes sociais para que outras pessoas conheçam o preparo seminal.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências