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Quais são os tipos de cistos ovarianos e qual sua relação com a infertilidade?

Quais são os tipos de cistos ovarianos e qual sua relação com a infertilidade?

Os ovários são órgãos fundamentais do sistema reprodutor feminino. Eles fazem a síntese dos hormônios sexuais (progesterona e estrogênio) e armazenam os óvulos para liberá-los em cada ciclo reprodutivo.

Contudo, determinadas alterações nessas glândulas podem afetar a produção hormonal, reduzir a reserva ovariana e provocar infertilidade — isso pode acontecer quando há cistos ovarianos.

Preparamos este post para explicar quais são os diferentes tipos de cistos que se desenvolvem nos ovários e de que forma eles podem prejudicar a capacidade reprodutiva da mulher. Confira essas informações!

O que são cistos?

Cistos são lesões que formam um aumento no volume dos tecidos. Em geral, as estruturas císticas contêm algum tipo de fluído em seu interior.

Boa parte dos cistos são de natureza benigna, embora determinados tipos de tumores com potencial de malignidade sejam semelhantes a um cisto. Nesse sentido, vale esclarecer que um tumor, ou neoplasia, é caracterizado pela proliferação anormal das células, o que ocorre de modo descoordenado e excessivo.

Dentro do espectro das neoplasias, há uma divisão entre estruturas benignas e malignas — sendo que as benignas se desenvolvem de forma lenta e não invasiva, enquanto as malignas crescem de modo acelerado e podem invadir outros tecidos, causando um processo de metástase.

Os cistos, portanto, também podem ser chamados de tumores benignos. Apesar do risco quase inexistente de que cistos se transformem em câncer, o problema pode afetar a qualidade de vida de outras formas. O comprometimento dos órgãos varia conforme o tipo, a quantidade e o tamanho das lesões.

Quais tipos de cistos podem se formar nos ovários?

Existem diferentes tipos de cistos ovarianos, cada qual com sua causa. Comumente, são estruturas assintomáticas, mas também é possível que a mulher apresente dor e distensão abdominal, aumento da frequência urinária e escapes de sangramento fora do período menstrual. Essa sintomatologia é variável, e pode ser mais evidente quando há outra condição clínica associada aos cistos.

Cistos funcionais

O tipo mais comum de cisto ovariano é o funcional, que pode ser folicular ou lúteo — seu desenvolvimento é relacionado às fases do ciclo menstrual. Na primeira fase do ciclo, ocorre o crescimento de diversos folículos, mas somente um amadurece o suficiente para liberar o óvulo que está armazenado em seu interior. Os demais folículos que começaram a se desenvolver, atrofiam e são absorvidos pelo organismo.

Quando o folículo dominante regride ou não consegue se romper durante a ovulação, ele pode continuar a acumular líquido, aumentando de tamanho e dando origem a um cisto folicular. Já o cisto lúteo se forma quando, logo após a liberação do óvulo, a estrutura volta a se fechar e se preenche de fluído ou sangue.

Endometrioma

Os endometriomas são cistos ovarianos resultantes de endometriose. Não raro, eles vêm acompanhados de outros focos da doença — sobretudo a endometriose infiltrativa profunda, que afeta órgãos importantes como bexiga e intestinos. Por essa razão, esse tipo de cisto costuma apresentar sintomas, além de interferir na função dos ovários.

Cisto dermoide

Também chamado de teratoma, esse cisto ovariano é mais comum em mulheres jovens. Nesse caso, as estruturas císticas contêm vestígios de elementos embrionários que podem formar outros tecidos, como dentes, ossos, gordura e sangue. Pode ser assintomático ou apresentar dor, principalmente quando atingem um grande volume.

Cistadenoma

São cistos ovarianos formados por células epiteliais, podendo atingir maiores dimensões. Os cistadenomas são classificados como serosos ou mucinosos e levam ao comprometimento funcional e estrutural dos ovários.

Quais cistos ovarianos provocam infertilidade e por quê?

Os cistos ovarianos mais associados à infertilidade feminina são os endometriomas. Isso acontece porque os tumores podem impactar a função dos ovários, de forma que os hormônios sexuais envolvidos no processo ovulatório não sejam produzidos como o esperado.

Além disso, tanto os endometriomas quanto os outros cistos ovarianos que atingem grandes dimensões (cistadenoma e cisto dermoide) precisam ser retirados cirurgicamente. A cirurgia em si pode afetar a reserva ovariana e reduzir a capacidade reprodutiva da paciente.

Já os cistos funcionais não comprometem a fertilidade da mulher e costumam desaparecem espontaneamente, em questão de semanas. Portanto, também não necessitam de tratamento.

Como os cistos ovarianos são tratados?

O tratamento dos cistos ovarianos é definido de acordo com as características e a sintomatologia de cada quadro. A intervenção cirúrgica é indicada para remoção dos tumores maiores. O procedimento é realizado por videolaparoscopia — cirurgia não invasiva e com rápido restabelecimento pós-cirúrgico da paciente.

Quando a mulher encontra dificuldades para engravidar, a reprodução assistida oferece diferentes recursos como forma de tratamento. Nesse contexto, a fertilização in vitro (FIV) é a técnica que mais se destaca, uma vez que apresenta altas taxas de gravidez, mesmo diante de fatores graves de infertilidade.

Uma das técnicas essenciais que fazem parte dos processos de FIV é a estimulação ovariana, utilizada para melhorar a função dos ovários e garantir uma quantidade maior de folículos maduros.

Outro importante procedimento complementar é a preservação da fertilidade, indicada quando a paciente vai se submeter a algum tipo de intervenção — farmacológica ou cirúrgica — que coloque em risco as funções reprodutivas.

Dessa forma, a mulher tem a opção de congelar seus óvulos, antes da cirurgia para retirada dos cistos ovarianos. Após a intervenção, a paciente pode dar continuidade ao processo de FIV com mais chances de obter uma gravidez.

Leia também nosso texto específico sobre infertilidade feminina e conheça outras condições que podem impedir a gestação.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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