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Qual a taxa de sucesso da FIV e por que a minha não deu certo?

Qual a taxa de sucesso da FIV e por que a minha não deu certo?

Mulheres em busca de ajuda para engravidar costumam ter muitas dúvidas e incertezas — uma delas a respeito da taxa de sucesso da FIV (fertilização in vitro) e da possibilidade de falhas. Nada mais natural, uma vez que muitas vêm de um longo período de tentativas frustradas, o que gera insegurança e ansiedade. A maternidade está associada à felicidade e ao orgulho, e mulheres conversam abertamente sobre suas experiências. Por outro lado, a infertilidade denota tristeza e vergonha, e poucas pessoas têm coragem de falar a respeito, sendo a internet a principal fonte de respostas sobre o assunto.

Pensando nisso, reunimos aqui as principais razões pelas quais a FIV pode falhar. Confira!

Taxa de sucesso da FIV

As estatísticas comprovam que a técnica vem realizando o sonho de muitos casais, mas cada organismo é único e nenhum procedimento é totalmente garantido. Geralmente, o índice de sucesso gira em torno de 5% a 50%, mas, assim como na gestação espontânea, esse número está diretamente relacionado à idade da mulher, podendo, em alguns casos, superar 60%.

Muitos são os fatores que podem fazer com que a tentativa dê certo ou não, sendo, muitas vezes, necessário mais de um ciclo até dar certo. Dessa forma, mulheres abaixo dos 37 anos, em boas condições e submetidas a um bom tratamento de FIV, têm aproximadamente 80% de chances de engravidar em 3 ciclos.

Idade da mulher

Ao contrário dos homens, que produzem espermatozoides constantemente, as mulheres já nascem com uma quantidade determinada de gametas. Ao longo da vida, essa quantidade vai reduzindo, o que também acontece com a chance de engravidar, seja naturalmente, seja com o auxílio de tratamentos.

Esse declínio começa por volta dos 30 anos, interferindo não só na quantidade, mas também na qualidade dos gametas. Aos 35 anos, a taxa de gravidez após transferência de embrião a partir de óvulos próprios é de 50%; após os 37, a queda se acentua, chegando a 25% aos 40 anos.

Além da idade da mulher, outros aspectos afetam o índice de sucesso da técnica, como distúrbios no embrião, em cerca de 80% dos casos, e no endométrio, nos outros 20%.

Qualidade do embrião

Para que uma gestação aconteça, além da fecundação, é preciso que ocorra a implantação do embrião no útero. Dificuldades nessa etapa podem decorrer de doenças uterinas, mas, na maior parte das vezes, decorrem de falhas genéticas do próprio embrião.

Mesmo quando a gravidez acontece naturalmente, parte dos embriões gerados apresenta essas alterações, que impedem o seu desenvolvimento normal, interrompendo a gestação. Há aqui, novamente, uma relação estreita com a idade da mulher e, consequentemente, com a qualidade de seus óvulos.

Com a FIV não é diferente, já que o conhecimento e a tecnologia, embora aumentem em até duas vezes as chances de gravidez, não alteram o patrimônio genético. Assim, o organismo continua a formar embriões comprometidos, que, na maior parte das vezes, são a razão de o procedimento falhar.

Resposta ovariana

estimulação ovariana é parte do processo da FIV e é feita com a administração de hormônios para aumentar a quantidade de óvulos e, consequentemente, de embriões disponíveis para a transferência. No entanto, algumas mulheres não respondem à medicação, por alguns possíveis motivos: idade superior a 37 anos, baixa quantidade de folículos ou mesmo baixa capacidade de os folículos responderem ao estímulo com FSH.

De maneira geral, quanto maior a quantidade de óvulos produzidos a cada ciclo, maiores as chances de o tratamento ser bem-sucedido.

Receptividade do endométrio

Durante o ciclo, há alguns dias em que o endométrio (camada mais interna do útero) está mais receptivo ao embrião — isso acontece pela ação da progesterona. Esse período é chamado janela de implantação. O grande problema dessa janela de implantação é que ela pode estar aberta ou fechada, e a ciência e a medicina ainda não sabem como detectar quando ela está aberta ou fechada. Além disso, não sabemos como induzi-la a abrir. Esse é o principal fator limitador da chance de gravidez.

Como vimos, em virtude da taxa de sucesso da FIV, o tratamento possivelmente envolverá mais de um ciclo. Nessa jornada solitária, os casais investem dinheiro e esperança, e é fundamental que se cerquem de especialistas e recebam acompanhamento adequado.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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