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Varicocele: exames e diagnóstico

Varicocele: exames e diagnóstico

Entre as causas de infertilidade masculina, a varicocele é um dos problemas mais comuns. A doença é caracterizada por falhas no retorno venoso do cordão espermático, o que ocasiona a dilatação das veias da bolsa escrotal, condição conhecida pela formação de varizes testiculares.

Sem o diagnóstico e o tratamento adequados, a varicocele pode prejudicar as funções reprodutivas do homem, uma vez que altera a quantidade de espermatozoides produzidos, bem como a qualidade dos gametas. No entanto, é possível corrigir o problema e, em boa parte dos casos, restaurar a fertilidade masculina.

Acompanhe este texto e saiba quais são os exames realizados durante a investigação diagnóstica da varicocele, além de outras informações sobre o quadro!

Quais são as causas e sintomas da varicocele?

As varizes testiculares se desenvolvem em decorrência de deficiências nas válvulas internas das veias que drenam o sangue dos testículos. O problema pode ser unilateral ou bilateral, embora a presença das veias varicosas seja mais comum do lado esquerdo.

A varicocele pode se desenvolver já na adolescência. Contudo, a busca por diagnóstico pode ocorrer somente diante da intensificação dos sintomas ou durante a investigação da infertilidade. Não há formas de prevenção, mas é possível evitar o agravamento do quadro com o acompanhamento médico precoce.

Entre os fatores de risco, a idade é o que mais chama a atenção, visto que a varicocele se desenvolve mais comumente em adolescentes e jovens adultos. A literatura médica recente ainda aponta o histórico familiar e a obesidade como outros fatores que parecem estar associados à formação das varizes escrotais.

A varicocele pode ser assintomática em muitos casos, sobretudo quando a doença ainda está no início. Conforme o quadro evolui, surgem sintomas como:

Quais exames integram a investigação diagnóstica da varicocele?

Conforme o nível de gravidade do quadro, a varicocele pode ser identificada já na avaliação clínica. Contudo, exames específicos são solicitados para conclusão diagnóstica, principalmente a fim de observar os impactos na fertilidade do paciente.

Exame clínico

O relato dos sintomas do paciente e o exame físico norteiam a avaliação clínica da varicocele. O mais adequado é que o homem seja avaliado em ambiente com temperatura natural, isto é, sem ar condicionado, de modo que o clima não interfira no relaxamento da musculatura testicular.

Para verificação das veias varicosas, o homem permanece em pé, enquanto o médico realiza o exame. Conforme a classificação clínica, a varicocele é identificada nos seguintes níveis:

Ultrassonografia com Doppler

A ultrassonografia da bolsa escrotal com Doppler é um importante exame de imagem na avaliação diagnóstica da varicocele. Com esse recurso, é possível observar o fluxo sanguíneo e confirmar se há alterações na circulação da região testicular.

Espermograma

O espermograma é uma ferramenta essencial na investigação da infertilidade masculina. Portanto, trata-se de um exame necessário para avaliar os impactos da varicocele na espermatogênese (produção de espermatozoides). A análise seminal é realizada para identificar aspectos como quantidade de gametas no esperma e qualidade das células sexuais, em relação a morfologia e motilidade.

Como tratar?

A falha do retorno venoso na região testicular desencadeia problemas como redução da oxigenação, elevação da temperatura local e aumento da toxicidade. Todos esses fatores prejudicam a espermatogênese, resultando em azoospermia (ausência de gametas no sêmen) ou oligozoospermia (quantidade escassa de espermatozoides).

A definição do tratamento depende do grau da varicocele, uma vez que as varizes pequenas nem sempre interferem na fertilidade, assim como não causam dor ou incômodo. Contudo, alguns homens que procuram avaliação médica são orientados a fazer a correção cirúrgica, principalmente quando existe dor associada.

O procedimento mais indicado é a varicocelectomia subinguinal. Após o tratamento cirúrgico, a fertilidade masculina quase sempre é restaurada, o que pode ser acompanhado por meio da análise dos parâmetros seminais. Entretanto, pode levar muito tempo até o completo restabelecimento da espermatogênese.

Nesses casos, é possível buscar ajuda nas técnicas de reprodução assistida para aumentar as chances de gravidez do casal. Diante de fatores masculinos graves, como a azoospermia, é indicada a fertilização in vitro (FIV) com injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI).

Para obter os gametas que serão utilizados na fertilização, são aplicadas técnicas de recuperação espermática. Assim, os espermatozoides podem ser colhidos diretamente dos túbulos seminíferos, localizados nos testículos. Portanto, são alternativas eficazes para homens que tiveram a fertilidade afetada pela varicocele.

Aproveite para ter mais informações acerca do tema abordado. Leia nosso texto institucional sobre varicocele!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências