Trompas de Falópio: onde ficam e quais suas funções?

Por Equipe Origen

Publicado em 04/08/2026

As trompas de Falópio ou tubas uterinas são órgãos essenciais para o processo natural de concepção, mas não são necessárias na fertilização in vitro (FIV).

O sistema reprodutor feminino é composto por diferentes estruturas que atuam de forma coordenada para possibilitar a ovulação, a fecundação e a gestação. Para garantir essas funções, a mulher tem órgãos fundamentais no trato reprodutivo superior: os ovários, as trompas de Falópio e o útero.

As trompas de Falópio, hoje chamadas de tubas uterinas, são necessárias na fertilidade natural, pois é nelas que ocorre o encontro entre o óvulo e o espermatozoide. Sendo assim, alterações tubárias, como a obstrução das trompas, representam causas preocupantes de infertilidade feminina.

Leia mais para compreender qual é o papel das tubas na fertilidade!

Onde ficam as trompas de Falópio?

As trompas são dois tubos delgados e flexíveis que conectam os ovários ao útero. Elas medem cerca de 10 a 12 centímetros e estão localizadas na região pélvica, uma de cada lado da parte superior do útero.

Cada tuba uterina é dividida em quatro partes:

  • o infundíbulo é a porção mais próxima ao ovário, com extensões chamadas fímbrias, que se movimentam para captar o óvulo liberado na ovulação;
  • a ampola é a região mais larga da trompa e o local onde ocorre a fecundação do óvulo;
  • o istmo é uma parte medial e estreita da tuba, localizada mais próxima ao útero;
  • a porção uterina é a parte intramural, isto é, aquela que se abre na cavidade do útero.

As tubas uterinas são revestidas internamente por células ciliadas, que, junto com o movimento muscular das paredes tubárias, auxiliam o transporte do óvulo para a ampola e, posteriormente, do embrião para o útero.

Quais são as funções das tubas uterinas?

As trompas de Falópio têm quatro funções principais no processo reprodutivo natural:

  • captar o óvulo que ele é liberado pelo ovário;
  • ajudar na manutenção dos espermatozoides vivos no momento pré-ovulatório;
  • transportar o óvulo para a ampola tubária, onde ocorre o encontro entre os gametas e a fecundação;
  • transportar o embrião até a cavidade uterina, caso o óvulo seja fertilizado.

Quando há algum tipo de obstrução ou alteração anatômica e funcional nas tubas uterinas, esses processos de captação do óvulo, fecundação e transporte do embrião são prejudicados. Portanto, anormalidades nesses órgãos são importantes causas de infertilidade feminina, além de aumentarem o risco de gravidez ectópica (quando o embrião se implanta fora do útero).

As condições que podem prejudicar as funções tubárias incluem:

  • doença inflamatória pélvica (DIP);
  • infecções genitais, por exemplo por clamídia ou gonorreia;
  • endometriose;
  • cirurgias pélvicas;
  • gravidez ectópica anterior.

Essas situações podem causar aderências, inflamações, distorções, acúmulo de líquido dentro da tuba (hidrossalpinge) e obstruções que impedem a passagem do óvulo e dos espermatozoides, levando ao que se chama de fator tubário de infertilidade.

Nesses casos, a mulher pode ter dificuldades para engravidar naturalmente, sendo necessário recorrer a técnicas de reprodução assistida, principalmente à fertilização in vitro (FIV) ou, em uma minoria dos casos, a uma cirurgia para restauração anatômica da trompa.

Qual é o papel das tubas uterinas na reprodução assistida?

Depende da técnica indicada. Em tratamentos de baixa complexidade (coito programado e inseminação artificial), as tubas uterinas têm a mesma importância que na reprodução natural. Ou seja: a mulher ovula normalmente, o óvulo é captado pelas fímbrias da trompa e levado para a ampola, a fecundação ocorre in vivo (dentro do corpo feminino) e o embrião é conduzido para o útero.

Na FIV, o processo conceptivo ocorre de maneira diferente. Trata-se de uma técnica complexa, que envolve várias etapas controladas em laboratório. Em síntese: os óvulos e espermatozoides são coletados; a fecundação ocorre fora do corpo da mulher; os embriões são transferidos para o útero após alguns dias de monitoramento em incubadora (período de cultivo).

Como os óvulos são fertilizados em laboratório e os embriões são colocados diretamente na cavidade uterina, as tubas uterinas não são utilizadas na FIV. Mesmo que as trompas de Falópio tenham sido retiradas ou estejam obstruídas, é possível realizar o tratamento e confirmar uma gestação.

A FIV tem indicações diversas, e uma delas é a obstrução das tubas uterinas, seja devido a doenças que causaram danos tubários irreversíveis ou histórico de laqueadura (cirurgia para esterilização).

Contudo, em casos de hidrossalpinge (acúmulo de líquido nas trompas), a cirurgia para retirada das tubas (salpingectomia) pode ser indiciada, mesmo que elas não sejam necessárias na FIV. Isso porque o fluído tubário pode entrar na cavidade uterina e prejudicar o embrião. Nestes casos, é extremamente aconselhável o congelamento prévio de óvulos ou embriões, pois a cirurgia pode comprometer a reserva ovariana.

Na Clínica Origen, o acompanhamento é individualizado e inclui avaliação completa das condições tubárias, ovarianas e uterinas, além da devida atenção à fertilidade masculina, a fim de oferecer o tratamento mais adequado para cada caso.

Agora, leia o texto sobre infertilidade feminina e conheça os vários fatores que podem afetar a saúde reprodutiva da mulher e as chances de gravidez!

Importante Este texto tem apenas caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. Atualizamos nosso conteúdo com frequência, mas o conhecimento médico e a ciência evoluem rapidamente, por isso alguns conteúdos podem não refletir as informações mais recentes. Dessa forma, a consulta médica é o melhor momento para se informar e tirar dúvidas. Além disso, podem existir diferenças plausíveis baseadas em evidências científicas nas opiniões e condutas de diferentes profissionais de saúde.
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