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Preservação social da fertilidade: quando fazer?

Por Equipe Origen

Publicado em 02/04/2025

Hoje em dia, muitos casais optam por adiar a decisão de engravidar, priorizando a conquista de estabilidade financeira, crescimento profissional e outros objetivos pessoais antes de formar uma família. 

Embora essa escolha ofereça vantagens em termos de planejamento de vida, ela também pode trazer um grande desafio: a diminuição natural da fertilidade das mulheres à medida que envelhecem. Para aquelas que esperam até depois dos 35 anos, a dificuldade de engravidar pode se tornar uma realidade preocupante.

Felizmente, os avanços da medicina reprodutiva têm hoje soluções inovadoras para preservar a fertilidade, como a criopreservação por vitrificação, uma técnica para congelar óvulos de forma segura e eficiente que revolucionou o campo da reprodução assistida. 

Graças a essa tecnologia, as mulheres podem optar pela preservação social da fertilidade e adiar a maternidade sem comprometer suas chances de conceber mais tarde, mesmo que a reserva ovariana natural já tenha diminuído. 

Isso traz mais liberdade e controle sobre o planejamento familiar, permitindo que a maternidade seja alcançada em um momento de vida mais adequado e com maior segurança para a saúde tanto da mãe quanto do bebê.

Quer entender qual o melhor momento para fazer a preservação social da fertilidade? Então nos acompanhe na leitura deste artigo e saiba quando tomar essa decisão. 

O que é a preservação social da fertilidade?

A preservação social da fertilidade é um conceito que se refere à prática de preservar a capacidade de ter filhos para postergar a maternidade em momentos em que, por razões pessoais, profissionais ou de saúde, a pessoa não pode ou não deseja iniciar uma família. 

Essa abordagem é especialmente relevante em um mundo moderno, em que muitos fatores podem afetar a decisão de ter filhos, como a busca por estabilidade financeira, o desenvolvimento da carreira, questões de saúde ou mesmo a escolha de esperar para encontrar o parceiro ideal.

É importante destacar que a preservação social da fertilidade não é apenas uma opção para aqueles que enfrentam dificuldades de fertilidade; ela também serve como uma ferramenta preventiva. 

Ao escolher preservar a fertilidade, as pessoas podem reduzir a ansiedade relacionada ao tempo e às incertezas da vida, mantendo sua autonomia sobre o planejamento familiar.

Qual é o melhor momento para fazer a preservação da fertilidade?

O melhor momento é determinado pela dinâmica natural da reserva ovariana, que é a quantidade e a qualidade dos óvulos presentes nos ovários de uma mulher em um determinado momento.

A reserva ovariana se forma somente durante o desenvolvimento fetal, ou seja, as mulheres nascem com um número limitado de óvulos, que pode variar, mas geralmente é em torno de 1 a 2 milhões. Esse número diminui ao longo do tempo, durante a infância, puberdade e chegando ao fim na menopausa.

Isso porque, ao longo dos ciclos menstruais, a mulher libera um óvulo por meio da ovulação, mas vários folículos são recrutados para se desenvolver, contribuindo para a produção de hormônios, mas regredindo e sendo absorvidos pelo corpo após a ovulação. 

Este processo de “consumo” da reserva ovariana continua durante toda a vida reprodutiva da mulher, até que chegue à menopausa, quando a reserva ovariana se esgota, a ovulação deixa de acontecer e a menstruação cessa – geralmente entre os 45 e 55 anos. Uma vez que os ovários não têm mais óvulos, a mulher não pode mais engravidar naturalmente.

Por isso, o melhor momento para fazer a preservação social da fertilidade é geralmente antes dos 35 anos, quando a reserva ovariana é mais alta e a qualidade dos óvulos é superior. 

Entretanto, em praticamente durante toda a vida reprodutiva pode ser realizada, desde que se obtenha uma quantidade ideal de óvulos, que é proporcional à idade.

Entenda como é feita a preservação social da fertilidade

A preservação social da fertilidade envolve um conjunto de técnicas que permite preservar óvulos para que sejam usados no futuro. O congelamento dessas células é feito por vitrificação.

Neste processo, a mulher passa por uma estimulação ovariana semelhante à dos tratamentos com a FIV (fertilização in vitro), que envolve o uso de hormônios para estimular a produção de múltiplos óvulos. 

Após essa fase, os óvulos são coletados por aspiração folicular e congelados em nitrogênio líquido, sendo armazenados por tempo indeterminado para que possam ser utilizados posteriormente. 

É importante ressaltar que a preservação da fertilidade é um processo seguro e eficaz, mas deve ser feita por médicos especialistas em reprodução assistida. 

Cada caso é único, e fatores como idade, saúde e necessidades individuais devem ser levados em consideração.

Preservação da fertilidade só é possível com a FIV

A preservação da fertilidade está fortemente associada à FIV porque este é a única técnica que permite a fecundação dos óvulos fora do corpo da mulher, sendo, portanto, a única técnica de reprodução assistida que possibilita ter filhos no contexto da preservação social da fertilidade

A IA (inseminação artificial) e o coito programado, por outro lado, não são adequados para a preservação social da fertilidade porque em ambos a fecundação acontece nas tubas uterinas e não é possível recolocar o óvulo nos ovários após retirá-lo.

Entenda todos os detalhes da FIV tocando neste link.

Importante Este texto tem apenas caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. Atualizamos nosso conteúdo com frequência, mas o conhecimento médico e a ciência evoluem rapidamente, por isso alguns conteúdos podem não refletir as informações mais recentes. Dessa forma, a consulta médica é o melhor momento para se informar e tirar dúvidas. Além disso, podem existir diferenças plausíveis baseadas em evidências científicas nas opiniões e condutas de diferentes profissionais de saúde.

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