Hoje em dia, muitos casais optam por adiar a decisão de engravidar, priorizando a conquista de estabilidade financeira, crescimento profissional e outros objetivos pessoais antes de formar uma família.
Embora essa escolha ofereça vantagens em termos de planejamento de vida, ela também pode trazer um grande desafio: a diminuição natural da fertilidade das mulheres à medida que envelhecem. Para aquelas que esperam até depois dos 35 anos, a dificuldade de engravidar pode se tornar uma realidade preocupante.
Felizmente, os avanços da medicina reprodutiva têm hoje soluções inovadoras para preservar a fertilidade, como a criopreservação por vitrificação, uma técnica para congelar óvulos de forma segura e eficiente que revolucionou o campo da reprodução assistida.
Graças a essa tecnologia, as mulheres podem optar pela preservação social da fertilidade e adiar a maternidade sem comprometer suas chances de conceber mais tarde, mesmo que a reserva ovariana natural já tenha diminuído.
Isso traz mais liberdade e controle sobre o planejamento familiar, permitindo que a maternidade seja alcançada em um momento de vida mais adequado e com maior segurança para a saúde tanto da mãe quanto do bebê.
Quer entender qual o melhor momento para fazer a preservação social da fertilidade? Então nos acompanhe na leitura deste artigo e saiba quando tomar essa decisão.
O que é a preservação social da fertilidade?
A preservação social da fertilidade é um conceito que se refere à prática de preservar a capacidade de ter filhos para postergar a maternidade em momentos em que, por razões pessoais, profissionais ou de saúde, a pessoa não pode ou não deseja iniciar uma família.
Essa abordagem é especialmente relevante em um mundo moderno, em que muitos fatores podem afetar a decisão de ter filhos, como a busca por estabilidade financeira, o desenvolvimento da carreira, questões de saúde ou mesmo a escolha de esperar para encontrar o parceiro ideal.
É importante destacar que a preservação social da fertilidade não é apenas uma opção para aqueles que enfrentam dificuldades de fertilidade; ela também serve como uma ferramenta preventiva.
Ao escolher preservar a fertilidade, as pessoas podem reduzir a ansiedade relacionada ao tempo e às incertezas da vida, mantendo sua autonomia sobre o planejamento familiar.
Qual é o melhor momento para fazer a preservação da fertilidade?
O melhor momento é determinado pela dinâmica natural da reserva ovariana, que é a quantidade e a qualidade dos óvulos presentes nos ovários de uma mulher em um determinado momento.
A reserva ovariana se forma somente durante o desenvolvimento fetal, ou seja, as mulheres nascem com um número limitado de óvulos, que pode variar, mas geralmente é em torno de 1 a 2 milhões. Esse número diminui ao longo do tempo, durante a infância, puberdade e chegando ao fim na menopausa.
Isso porque, ao longo dos ciclos menstruais, a mulher libera um óvulo por meio da ovulação, mas vários folículos são recrutados para se desenvolver, contribuindo para a produção de hormônios, mas regredindo e sendo absorvidos pelo corpo após a ovulação.
Este processo de “consumo” da reserva ovariana continua durante toda a vida reprodutiva da mulher, até que chegue à menopausa, quando a reserva ovariana se esgota, a ovulação deixa de acontecer e a menstruação cessa – geralmente entre os 45 e 55 anos. Uma vez que os ovários não têm mais óvulos, a mulher não pode mais engravidar naturalmente.
Por isso, o melhor momento para fazer a preservação social da fertilidade é geralmente antes dos 35 anos, quando a reserva ovariana é mais alta e a qualidade dos óvulos é superior.
Entretanto, em praticamente durante toda a vida reprodutiva pode ser realizada, desde que se obtenha uma quantidade ideal de óvulos, que é proporcional à idade.
Entenda como é feita a preservação social da fertilidade
A preservação social da fertilidade envolve um conjunto de técnicas que permite preservar óvulos para que sejam usados no futuro. O congelamento dessas células é feito por vitrificação.
Neste processo, a mulher passa por uma estimulação ovariana semelhante à dos tratamentos com a FIV (fertilização in vitro), que envolve o uso de hormônios para estimular a produção de múltiplos óvulos.
Após essa fase, os óvulos são coletados por aspiração folicular e congelados em nitrogênio líquido, sendo armazenados por tempo indeterminado para que possam ser utilizados posteriormente.
É importante ressaltar que a preservação da fertilidade é um processo seguro e eficaz, mas deve ser feita por médicos especialistas em reprodução assistida.
Cada caso é único, e fatores como idade, saúde e necessidades individuais devem ser levados em consideração.
Preservação da fertilidade só é possível com a FIV
A preservação da fertilidade está fortemente associada à FIV porque este é a única técnica que permite a fecundação dos óvulos fora do corpo da mulher, sendo, portanto, a única técnica de reprodução assistida que possibilita ter filhos no contexto da preservação social da fertilidade.
A IA (inseminação artificial) e o coito programado, por outro lado, não são adequados para a preservação social da fertilidade porque em ambos a fecundação acontece nas tubas uterinas e não é possível recolocar o óvulo nos ovários após retirá-lo.
Entenda todos os detalhes da FIV tocando neste link.